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Carlos Castro: Uma vida que dava um verdadeiro filme

Carlos Castro nasceu em Moçâmedes, Angola, em 1945. Empurrado pelo relacionamento difícil que tinha com o pai, aos 15 anos vai para Luanda onde começa a colaborar com jornais, revistas e rádios. É na capital angolana que vence o festival de Luanda com o poema Feitiço de Tinta. Quando em 1975, após a independência de Angola, se instala em Lisboa, dedica-se ao transformismo até conseguir singrar como cronista social. Carlos Castro nunca escondeu as dificuldades e privações que teve de passar até ser reconhecido. Era frontal, directo e polémico.

Foi um dos primeiros portugueses a declarar-se homossexual e prova do seu compromisso com a causa gay é o facto de ter sido o organizador da Gala Noite dos Travestis, cujas receitas revertem para a associação Abraço. Carlos Castro publicou vários livros, entre eles a auto-biografia “Solidão Povoada”, “Ruth Bryden” em que aborda a carismática figura da noite gay de Lisboa e “As Mulheres Que Marcaram a Minha Vida”, obra editada no ano passado. recentemente tinha celebrado o seu 65º aniversário e os 35 anos de carreira.

O jornalista foi encontrado morto, sem roupa e com a cabeça e os órgãos genitais mutilados, a 7 de Janeiro no 34º andar do hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque. Renato Seabra, que o acompanhava na estadia, é o principal suspeito do homicídio.

Ironicamente, o cronista social que analisava a vida dos famosos foi notícia em vários jornais e televisões de Portugal, Estados Unidos, Espanha e Brasil. As cinzas de Carlos Castro deverão ser espalhadas por Manhattan.

 

Miguel Oliveira

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