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Os melhores de 2010 (e algumas desilusões)

O site de notícias e cultura LGBT, dezanove.pt distingue, pela primeira vez, as personalidades e acontecimentos que marcaram o panorama LGBT ao longo do ano de 2010.

Os Prémios dezanove visam dar visibilidade a situações merecedoras de destaque, mas igualmente denunciar situações em que a discriminação por homo e transfobia se fizeram sentir. Ao todo foram atribuídas 25 distinções.

 

 

Portugal foi o oitavo país no mundo a alargar os direitos da lei do casamento. A lei foi promulgada por Cavaco Silva no Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia e Transfobia. A igualdade no acesso ao casamento civil colocou Portugal na linha da frente dos Direitos Humanos.

 

 

Obama assinou a lei que dita o fim da medida “Don't Ask, Don’t Tell”, que impedia que militares norte-americanos assumissem a sua homossexualidade.  É o fim de uma discriminação na principal força militar do planeta e, por muitos, considerado um dos expoentes da homofobia nos EUA.

 

 

O primeiro deputado assumidamente gay esteve na linha da frente da aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da lei da identidade de género, tanto na Assembleia da República, como na comunicação social. O discurso que proferiu aquando da aprovação da lei entre pessoas do mesmo sexo em Portugal sintetizou em oito minutos uma luta de décadas pelos direitos da comunidade LGBT.

A cara do PS e do Governo para as questões LGBT resignou ao cargo no fim deste ano.

 

 

O homem mais poderoso do mundo deu dois sinais de esperança para a comunidade LGBT americana, o que acabou por ter repercussão mundial. Obama apoiou o fim da política Don’t Ask, Don’t Tell e deu a cara pela campanha It Gets Better, para combater a homofobia entre os adolescentes norte-americanos. Dois exemplos práticos de combate à homofobia.

 

 

Estes quatro deputados foram os mais activos nos debates sobre a igualdade no acesso ao casamento e a Lei da Identidade de Género. É urgente encontrar referências positivas na ala direita do hemiciclo.

 

 

É o presidente de todos os Portugueses, mas não lhe é conhecido qualquer acto de combate à discriminação da população homossexual nacional. A forma atabalhoada como geriu a promulgação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas o confirma.  Aprovar uma lei que concede os mesmos direitos a todos os cidadãos de um país não deveria ser motivo de contrariedade. Para o actual e, previsivelmente, próximo Presidente da República os homossexuais não merecem qualquer referência positiva.

 

 

“Como português que sou, procuro manter-me informado sobre o que se passa no meu país. Sei que a lei foi aprovada e o que devo dizer é que temos de respeitar as opções de cada um porque, afinal de contas, todos os cidadãos devem ter direitos e deveres exactamente iguais” Cristiano Ronaldo, em declarações ao Público. As palavras pró-casamento do craque do Real Madrid tiveram eco em toda a imprensa mundial.

 

 

Ao longo de 2010 a AMPLOS deu-se a conhecer, apoiando pais, mães e filhos LGBT. Desde a participação inédita nas Marchas de Lisboa e do Porto, à subscrição de manifestos, passando pela participação em várias reportagens, a associação tem ajudado a mudar mentalidades. A AMPLOS fazia falta aos pais e ao país.

 

 

A associação portuense conseguiu, num só ano, ter uma sede própria onde tem desenvolvido actividades culturais, de formação e festas. Além disso, a CASA dinamizou vários eventos e manifestações na Invicta contra a discriminação. Deve-se ainda a esta associação o programa sobre sexualidade no Porto Canal “Vidas na CASA”.

 

 

Foi preciso ousadia para criar um grupo LGBT num meio tão hermético à temática como as forças de segurança. Os discursos de Belmiro Pimentel, o primeiro polícia assumidamente gay em Portugal, foram os mais aplaudidos das marchas LGBT de Lisboa e do Porto.

 

 

A aparição de uma dúzia de jogadores de rugby fez furor no último Arraial Pride. Daí ao primeiro torneio gay friendly de rugby em Portugal foi um passo. Depois, passou dos campos para os ecrãs. O documentário Boys Just Wanna Have Fun encheu duas vezes as salas do Queer Lisboa 14 e foi exibido na RTP2.

 

 

Este ano foi lançada a Time Out Porto e a segunda cidade do país passou, à semelhança de Lisboa, a contar com um roteiro regular em papel sobre locais e iniciativas LGBT. As secções gay da Time Out Lisboa e da Time Out Porto são guias indispensáveis para saber o que se passa no mundo LGBT das duas cidades.

 

 

Pela primeira vez um organismo público português decidiu promover uma campanha que apela para o sexo seguro entre casais homossexuais. A campanha, da responsabilidade da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida esteve um mês na televisão e em outdoors.

 

 

A trama incluiu pela primeira vez um casal de namorados homossexuais. No entanto, a história sofreu uma reviravolta e o enredo passou a incluir a Direcção de Programas da TVI, dado que esta não permitiu a exibição de um beijo entre as personagens Fábio e Nuno. As associações LGBT reagiram em massa, mas a TVI não cedeu.

 

 

Filipe La Féria soube de forma hábil, cómica e inteligente trazer à cena a temática dos preconceitos contra homossexuais e travestis. Dezenas de milhares de pessoas viram o espectáculo "A Gaiola das Loucas" no Porto, em Lisboa e no Algarve.

 

 

É uma investigação profunda sobre a vivência homossexual durante o antigo regime, uma realidade até aqui desconhecida. A autora foi também premiada pela rede ex aequo com um Prémio Média e, em 2009, distinguida pela ILGA Portugal com um Prémio Arco-Íris.

 

 

O terceiro filme de João Pedro Rodrigues conseguiu em 2010 ser o candidato de Portugal a uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Retrata de forma cruel a história de Tónia (Fernando Santos a.k.a. Deborah Kristal) e é inspirado na história real de Ruth Bryden (Joaquim Centúrio de Almeida).

 

 

Em pleno coração da Invicta a discoteca Zoom foi adaptada de um antigo armazém, apresenta uma decoração sofisticada, com detalhes “fetichistas” misturados com um mobiliário vintage. A noite gay do Porto nunca mais foi a mesma desde a chegada da Zoom. Mais cidades do país precisam urgentemente de um espaço assim.

 

 

18.500 pessoas vibraram no Pavilhão Atlântico no dia 10 de Dezembro. Mas a influência de Lady Gaga vai muito além do panorama musical. Stefani Germanotta, verdadeiro nome do novo ícone gay, advoga a causa dos direitos das pessoas LGBT, nas entrevistas, nos palcos e nas redes sociais.

 

 

Falava de um casamento “panasca” com muita animação, a canção brejeira fez polémica e originou contra-resposta de activistas e anónimos. Quim Barreiros veio depois a público afirmar que era pró casamento gay. Contabilizamos o apoio.

 

 

A patrocinadora principal do Arraial Pride de 2010, a principal festa LGBT do país, e também do Lisbon Unplugged mostrou que procura com este tipo de apoios elevar o conceito da igualdade. As marcas nacionais deviam seguir o exemplo.

 

 

Durante anos sofreram na pele o preconceito e a discriminação e as suas batalhas foram conhecidas além fronteiras. A coragem de ambas fez ganhar a luta pelo igual acesso ao casamento. Foram as primeiras a casar em Portugal.

 

 

Eleito pela Fashion TV como Melhor Modelo em 2010, Luís Borges, jovem de ascendência cabo-verdiana, tem-se destacado no mundo da moda a nível nacional e internacional. É a cara da Tommy Hilfiger. Luís Borges é também namorado do cabeleireiro Eduardo Beauté.

 

 

O apresentador do Você na TV foi surpreendido pela jornalista Ana Guedes quando se referiu em directo ao seu namorado. Foi como uma saída do armário, em directo, apesar de antes Goucha já ter mostrado o “companheiro” nas revistas sociais. É um bom exemplo da banalização dos temas LGBT que se pretende na sociedade portuguesa, isto é, falar das relações e do amor sem tabus.

 

 

Ninguém fica indiferente a Ramona Pink Floyd, artista no Bar Pride. Os seus dotes não passam apenas pelo transformismo. A culinária e o humor são dois pontos igualmente fortes.

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