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Activista ugandês assassinado

David Kato

David Kato, de 43 anos, conhecido activista dos direitos das pessoas LGBT no Uganda, foi encontrado morto esta manhã. O assassinato ocorreu ontem, quando, segundo a polícia local, alegadamente um homem entrou na casa do activista e o alvejou com dois tiros na cabeça.
O Observatório dos Direitos Humanos (HRW), informou em comunicado, com base noutros depoimentos, que o activista teria sido agredido violentamente na cabeça, com um objecto pesado, provavelmente um martelo, e que morreu a caminho do hospital da localidade de Kawolo. Maria Burnett, investigadora no HRW, lamentou esta “perda trágica” recordando Kato como “uma voz sem medo”.

David Kato era activista na associação Minorias Sexuais do Uganda (SMUG) e, no final de 2010, juntamente com outros homens, foi identificado como homossexual no jornal ugandês "Rolling Stone" . No jornal constavam os nomes, fotos e, às vezes, até a morada dos visados. Na legenda podia ler-se: “Enforquem-nos”.

Kato processou o jornal, que em Novembro foi proibido por um juiz de continuar a publicar fotografias de pessoas identificadas como homossexuais. Entretanto sucederam-se vários ataques às pessoas identificadas.

Os actos homossexuais são considerados crime no Uganda, com penas previstas até 14 anos de prisão. Em 2009 um deputado ugandês apresentou uma proposta para que as penas fossem aumentadas, chegando a propor pena de morte para casos reincidentes. A comunidade reagiu em peso e a proposta foi depois abandonada.
Giles Muhame, director do jornal ugandês Rolling Stone, afirmou, citado pela Reuteurs: “Nós queremos que o Governo enforque as pessoas que promovem a homossexualidade, não que o público as ataque. O que dissemos foi que devem ser enforcados, não apedrejados ou atacados".