Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

Portugal a caminho dos zero points?

Com todas as canções finalmente escolhidas para representar os 43 países participantes no Eurovision Song Contest (ESC), estará talvez na altura de fazer um balanço das selecções nacionais. O concurso decorrerá este ano em Düsseldorf, na Alemanha, cidade escolhida entre quatro a concurso com Berlim, Hamburgo, Hannover. As semifinais decorrerão nos dias 10 e 12 de Maio e a final será no dia 14 de Maio.

Os ‘big four’ (Alemanha, França, Espanha e Reino Unido), países que mais contribuem financeiramente para a realização do festival, são automaticamente seleccionados para a final. Este ano passam a ser os ‘big five’ com o tão antecipado regresso da Itália ao festival. Entre os eurofãs este tão desejado regresso é comparável ao desejo de ver o Luxemburgo de volta, país que obteve cinco vitórias no passado e que ainda não decidiu voltar.

As selecções nacionais variaram em qualidade e em método de escolha das suas canções. Desde o modelo escandinavo, com várias semifinais e uma final, até ao tradicional festival nacional ao estilo Festival da Canção, passando por uma selecção interna em que o público não intervém, os eurofãs têm seguido de perto as escolhas dos vários cantos da Europa.

Faremos agora um apanhado e review de algumas canções escolhidas. Seguiremos por ordem crescente da posição nas agências de apostas. Infelizmente isto implica começar com Portugal, país que ocupa o último lugar nas apostas. Surprising? Not really. Esta canção antiquada, desengraçada, e sem engenho falha em humor e em musicalidade. Com óptimas canções e performances no Festival RTP da Canção, Wanda Stuart entre elas, é no mínimo ridículo levar esta música a Düsseldorf. Mas o que não tem remédio remediado está, e a não ser que a Europa se sinta particularmente revolucionária e cheia de sentido de humor, não passaremos a final. É uma pena já que nos últimos anos temos conseguido óptimos resultados nas semifinais. Pouco mais há a acrescentar. Portugal vai actuar na primeira semifinal. (para uma revista mais detalhada das canções que foram a concurso em Portugal ver aqui - em inglês)

Das outras dez canções no fundo da lista de apostas está uma das minhas preferidas este ano. A Itália apresenta uma música jazz com óptima performance e muito interessante. Hélas, este estilo parece não agradar muito ao festivaleiro gosto dos eurofãs. Sérvia, San Marino, Holanda, Chipre, Macedónia e Malta apresentam músicas que não entretêm nem inovam. A Islândia e a Bélgica são duas propostas muito interessantes mas que pelos visto não agradam aos apostadores.

Das seguintes dez canções mal qualificadas nas apostas, pouco há a dizer a não ser uma referência a nuestros hermanos que levam uma canção animada, mas muito fraca. Roménia, Áustria, Albânia, Bielorrússia, Letónia, Bulgária, Eslováquia, Lituânia e Croácia vão enviar músicas fácil e rapidamente esquecíveis.

Este ano muitos eurofãs lamentam a poll [seleccção] fraca de canções a concurso. Esta é uma reclamação repetida anualmente. À medida que o ESC se aproxima, as paixões e os ódios intensificar-se-são.

Para breve um outro instalment da revista das (outras) canções a concurso.

 

Frederico Matos

 

9 comentários

Comentar