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Seria Fernando Pessoa gay?

O advogado brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho, ao fim de oito anos de investigação e quatro viagens a Portugal, prepara-se para lançar o livro "Fernando Pessoa: Quase uma autobiografia". A obra promete ser polémica. Cavalcanti Filho acredita que Fernando Pessoa chegou a usar 202 nomes diferentes, sendo destes 127 heterónimos. Até aqui acreditava-se que seriam 72 heterónimos. Cavalcanti Filho analisa ainda o perfil do poeta. Para o investigador, tinha "uma vida limitada. Não cometeu nenhuma vilanagem, mas também nenhum acto de heroísmo. Era um anónimo, que se esforçava por ser ainda mais discreto".

Frequentador de bordéis, Pessoa seria na verdade alguém que falava pouco sobre mulheres e teria traços que poderiam indiciar a sua homossexualidade, apesar de não existirem indícios de que se tenha relacionado sexualmente com homens. "Essa tendência [homossexual] atravessa os heterónimos, sobretudo Álvaro de Campos, que era assumidamente gay. Acredito que se ele vivesse nos dias de hoje talvez se assumisse", especula Cavalcanti Filho, em declarações ao O Globo. "Ele tinha um amigo, António Botto, que era homossexual assumido, apesar de casado. Ele contava ter ficado assustado com o tamanho do pénis de Pessoa, que seria muito pequeno. Não tenho como provar, mas minha explicação é que por isso o poeta não tinha coragem de se expor perante as mulheres." Recorde-se que a grande paixão de Pessoa foi Ofélia Queirós.

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