
Começa hoje no Porto o primeiro de três piqueniques dirigidos a famílias LGBT e simpatizantes. A iniciativa de dois piqueniques partiu da AMPLOS - Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e outro piquenique é organizado pelo grupo das Famílias Arco-Íris, da associação ILGA Portugal.
Esta tarde a AMPLOS quer reunir no Parque da Cidade, no Porto, familiares dos jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros). A associação de Mães e Pais, criada há cerca de um ano e meio, tem vindo a mobilizar as famílias de pessoas com uma orientação sexual diferente realizando encontros regulares de apoio entre pais e filhos LGBT em várias cidades.
Esta trata-se de mais uma oportunidade de convívio para aqueles pais que já se conhecem ou para outros que venham pela primeira vez. A associação garante que todos serão recebidos com a atenção que merecem e os filhos e amigos estão também convidados a juntarem-se ao piquenique. Em caso de más condições atmosféricas o convívio terá lugar no espaço cultural A Cadeira de Van Gogh, também na Cidade Invicta. A participação é livre e os contributos alimentares são bem-vindos.
O segundo piquenique da AMPLOS foi reagendado para dia 21 de Maio, em Lisboa, após o mau tempo sentido na capital no passado dia 30 de Abril. O local mantém-se na Tapada da Ajuda. As mães e pais interessados podem contactar a AMPLOS para obter mais informações sobre o piquenique e as suas actividades de apoio, como a recente linha para mães e pais: 91 882 00 63.
A 15 de Maio será a vez do grupo das Famílias Arco-Íris realizar o seu primeiro piquenique. O grupo pretende assinalar o Dia Mundial das Famílias no Jardim da Estrela, em Lisboa. A partir das 16h30 contributos gastronómicos e famílias LGBT com ou sem crianças serão bem acolhidos.
É difícil quantificar o número de “famílias arco-íris”, ou seja, constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo ou pessoas LGBT, com ou sem crianças a cargo, que existem em Portugal. A sua visibilidade, porém, é crescente. O grupo relembra no seu site online que “hoje, uma família é sobretudo uma rede afectiva, consistente e estável, de partilha saudável e de amor incondicional, sediada num espaço seguro, denominado “casa”. Dois homens ou duas mulheres ou uma pessoa LGBT com filhas/os podem construir, têm construído e continuarão a construir esta “casa”. Famílias constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo, mães lésbicas, pais gays, e pais e mães bissexuais e/ou transgénero são também os rostos e as vozes da diversidade familiar.”
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