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Banda Desenhada de ficção científica gay com personagem lusa

Em Novembro de 2010 começou a ser publicada on-line uma B.D. de temática LGBT/ficção científica, exclusivamente no site www.doorq.com, que se dedica a notícias relacionadas com tecnologia/ficção científica de temática LGBT. Chama-se Junkyard Angels e até agora saíram alguns fascículos online. Ainda não se sabe para aonde a história caminha: começou com o suicídio de Bobby, o namorado de Jason, o herói da história, e de momento este mundo tem estado repleto de perseguições a Jason e Janey por parte dos seus pais e outros, que se revelaram ser cyborgs…

Os criadores, P.K. Eiselt, Zach Enea e Andrew Whelan, respectivamente o escritor, desenhador e colorista, cederam uma entrevista ao dezanove, acerca desta B.D. produzida nos seus tempos livres.

dezanove: Porquê um amputado como personagem principal?

Paul: Eu já trabalhei com pessoas que tinham deficiências mentais ou incapacidade físicas, então eu tenho experiência em primeira mão dos desafios e vitórias que essas pessoas vivem. A ideia de criar e dar valor a uma personagem deste tipo tem sido um interesse meu já desde há muito tempo. O nosso herói actual, Jason, atinge alguns tabus do modelo de "herói de acção": gay, amputado, e não é caucasiano. De algum modo é uma piada ao velho cliché, pois neste caso o rapaz branco morre na primeira cena e o rapaz étnico torna-se o herói da história.

 

Começou esta B.D. de uma maneira tão violenta. Devemos esperar ainda mais violência?

Sim. Muita. As inspirações para este projecto incluem "The Fly", de Cronenberg; "The Thing", de John Carpenter; e "Kill Bill", de Quentin Tarantino. Espero que isto lhe dê uma noção para onde isto irá.

 

Fale-nos acerca do braço mecânico de Jason. Actualmente não temos este tipo de tecnologia, portanto a história passa-se no futuro? Há algo de especial acerca do braço?

De facto não é tão irrealista como parece. A história passa-se num futuro próximo (2012 é uma boa data se quiser ser específico), mas actualmente já temos tecnologia que permitem que as próteses recebam estímulos eléctricos do sistema nervoso humano. Claro que não é comum, pois é muito caro. Houve uns tempos em que os esboços de Jason tinham como prótese um gancho, mas penso que isso não se adequaria.

 

Diga-nos o que pensa em relação a esta B.D. que está a desenvolver com P.K. Eiselt.  Ele incluiu partes a vida dele nas personagens, e você adicionou algo de si também?

Zach: Penso que este é um projecto muito especial e sinto-me honrado fazer parte dele. A meu ver, eu tento transmitir algo acerca do "ser diferente", e não apenas acerca de superar diferenças, mas também mostrar que todos são iguais.

 

Andrew: Penso que o que faz do Junkyard Angels um sucesso é a grande amizade que os artistas têm com o escritor. PK, Zach e eu damo-nos muito bem e frequentemente partilhamos as nossas opiniões em relação ao trabalho de cada um neste projecto. Tornámo-nos amigos nesta viagem mútua para tornar esta história realidade. Tal como em qualquer local de trabalho, tudo funciona melhor quando gostamos dos nossos colegas.

 

Junkyard Angels retomou as publicações quinzenais em Abril e conta com uma personagem portuguesa, Tiago ("Tee"), que nasceu da amizade dos autores com o colaborador do dezanove, Horta do Rosário.

 

HR