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O vencedor do IndieLisboa: The Ballad Of Genesis And Lady Jaye, uma nova balada de amor (vídeo)

O Indie também é queer. O Indie também é pan, pansexual, panamoroso. Aliás, esta foi a tónica de todo o festival, o amor nas suas várias formas, com as mais variadas consequências. E isto reflecte-se no filme vencedor deste Indie. "The Ballad Of Genesis And Lady Jaye" (2011) de Marie Losier venceu o Grande Prémio "Cidade de Lisboa".

O documentário é descrito como uma ode ao amor eterno, absoluto, incontornável e até doentio. Será que o amor pode ser assim? Artístico e cru, despojado do todo, cheio de beleza, de expressão e fascínio, e ser apenas uma balada de amor? Claro que pode.

Genesis P-Orridge é uma figura incontornável da música e das belas artes dos últimos 30 anos, louvado pela crítica e pelos historiadores de arte como o pai da "música industrial. Em 1993 submeteu-se a várias cirurgias plásticas de forma a assemelhar-se a Lady Jane (Jacqueline Breyer), sua parceira amorosa e artística durante 15 anos, num projecto intitulado "Creating the Pandrogyne".

Mas a sinopse diz-nos que não é um filme sobre Genesis P-Orridge, não é sobre as bandas vanguardistas lendárias e não é sobre a história da era do punk pós-industrial e a cena musical underground. É um filme sobre o amor que nunca envelhece. Um filme sobre como Genesis e Lady Jaye se apaixonam perdidamente, um filme sobre o lado do amor que consome e nos faz querer comer a outra pessoa. Um filme que desconstrói qualquer ficção do eu. Um filme que suspende qualquer laço politicamente correcto do amor e de como dois corpos devem fundir-se num só. Um filme que no limite nos faz querer estar apaixonados.

 

The Ballad of Genesis and Lady Jaye // Trailer from Marie Losier on Vimeo.

 

Luís Veríssimo