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“Amores Imaginários” de Xavier Dolan - a sedução do quebra corações

Imaginemos o seguinte: a personificação de uma Audrey Hepburn neurótica e a personificação de um James Dean gay, amigos há muitos anos, a apaixonarem-se perdidamente pela personificação de um louro e mimado Louis Garrel - o actor francês de “As Canções de Amor” (2007) de Christophe Honoré –, este sentindo tudo pelo casal de amigos nada sente, num filme da personificação de um Wong Kar Wai imaturo. Será que a amizade sobrevive? Ou isto é mero um amor imaginário digno de jovens inconscientes? É este o argumento básico, simples e sedutor de “Amores Imaginários” (2010 – “Les Amours Imaginaires”) de Xavier Dolan.

Dolan é actor desde muito novo, agora com apenas 22 anos de idade é já uma promessa mundial como cineasta. A conquista do mundo começou em 2009 quando o actor e realizador canadiano apresentou o seu primeiro filme “J’ai Tué Ma Mère” (2009) no Festival de Cinema de Cannes vencendo três prémios, filme que também esteve presente na edição de 2010 do IndieLisboa. Passado apenas um ano, em 2010, a conquista foi definitiva. Este “Amores Imaginários” foi apresentado no Festival de Cannes em 2010 colhendo mais um prémio. Foi um dos filmes de abertura do último IndieLisboa e a obra não ganhou o prémio do público por apenas 3 décimas. Chegou agora a vez de conquistar os espectadores nas salas de cinema portuguesas.

A sedução é inata ao jovem realizador, um galã clássico. Mas a arrogância também. Aliás todo o filme é arrogante. As personagens são arrogantes, o modo de filmar é arrogante, os diálogos são arrogantes. Talvez isto seja a minha inveja a falar, pois a banda sonora é extremamente sedutora, as cores são sedutoras, aqueles três jovens são sedutores. Ficamos assim, neste limbo, completamente apaixonados, caidinhos por Xavier Dolan, mortos de sedução. Mas revoltamo-nos com tanta imaturidade, desde os diálogos à montagem, passando pelos testemunhos mais ou menos verdadeiros. E assim continuamos, seduzidos, apaixonados, mas com o âmago dilacerado pelo quebra corações que é o demasiado jovem Xavier. Saindo assim da sala do cinema em câmara lenta, abandonados por um amor imaginário. Bang! Bang!

 

4 estrelas em 5

 

Luís Veríssimo

 

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