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Quando eu quero e ele não... a impotência

É certamente um dos temas menos confortáveis para os homens... culturalmente são infalíveis. Na moda o sexo é sempre fantástico. Nas conversas de amigos nunca ninguém o admite... ou se o admite foi algo passageiro. Nos filmes, na televisão, nas revistas, tudo emana sexo e sexo do bom.

Admitamos! Existe, é incómoda e constrangedora.

Mas afinal, porquê?

As causas resumem-se basicamente a dois grandes grupos: físicos e psicológicos. Não se pense, no entanto, que existindo um, não possa existir outro. Muitas vezes andam juntos e não são raras as vezes em que a causa física pode também desencadear uma causa psicológica.

O tema daria para uma conversa longa e, por isso, mesmo irei separar este artigo em duas partes. As causas físicas e as psicológicas. Qualquer uma delas obriga a duas coisas: coragem para o admitir (a sós ou a dois) e coragem para falar dela ao seu médico. Provavelmente o problema tem resolução.

- Problemas de afluxo de sangue ao pénis – Sozinha ou juntamente com outras causas tais como doenças sistémicas, esta causa pode ser facilmente verificada através de ecografia peniana. Diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto ou até mesmo pénis de dimensões “mais generosas” podem ser causas para a impotência. A incapacidade do sangue chegar ao pénis, ou permanecer lá, poderá provocar uma erecção menos duradoura ou menos rígida, incapacitando o acto sexual até ao fim.

- Drogas – Embora se assuma que em pequenas quantidades certas drogas são afrodisíacas (bebidas, fumadas ou inaladas), o seu consumo seja em excesso de dose, seja em tempo é prejudicial. Afectam quer a capacidade orgânica de ter uma erecção, quer a capacidade de se sentir capaz de atingir uma performance sem elas. Modere-se.

- Medicamentos – São muitos os que têm como efeito secundário a impotência. Ou porque afectam o mecanismo de afluxo de sangue ou porque interferem no sistema nervoso central. Em qualquer uma das situações, e se está a tomar medicamentos, leia a bula (o papel que vem dentro da caixa). O pudor, a educação ou simplesmente a falta de jeito levam muitos profissionais de saúde a não referirem este efeito secundário.

- Danos neurológicos – Por cirurgia, na sequência de certos tratamentos (radioterapia por exemplo), por trauma ou por doença neurológica (epilepsia). O número destas impotências aumentou na medida que a medicina evoluiu. Pode parecer um contra senso, mas à medida que certas técnicas vão evoluindo, o risco de alguns tratamentos aumenta bem como os seus efeitos secundários.

- Problemas penianos – Desde curvas demasiado acentuadas no pénis, passando por quistos, tumores ou até mesmo pelo tamanho “avantajado”, várias são as causas orgânicas penianas que podem levar à impotência.

- Problemas hormonais – Sendo o mais comum a diminuição dos valores de testosterona, existem outras hormonas que poderão afectar a potência. Só mesmo com análises se poderá efectuar um diagnóstico certo.

Em suma, esta é uma situação delicada, mas que sem tratamento só tende a piorar. Porque o factor físico pode aumentar, porque psicologicamente não é fácil e acima de tudo porque custa falar dele. Não há que ter medos e assumir que o corpo é nosso. Se consultamos um médico quando nos dói um dente, porque não consultá-lo quando o “nosso amigo” decide fazer greve?

 

Continua…

 

Até para a semana, tenham bom sexo e ainda mais cuidado!

Sempre vosso, Enfº Carlos Camisão