Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

A terrível história de Betty Tibikawa

 

Uma ugandesa marcada a ferro quente devido à sua orientação sexual poderá vir a ser deportada do Reino Unido. Betty Tibikawa, de 22 anos de idade e natural do Uganda, viu o seu pedido de asilo recusado no Reino Unido. A ugandesa foi atacada no seu país por três homens e queimada nas coxas com um ferro quente como castigo pela sua orientação sexual.

Ainda na semana passada, o vice-primeiro ministro britânico, Nick Clegg, declarou que o governo de coligação tinha terminado a prática de deportar pessoas para países onde estas enfrentam perseguição devido à sua orientação sexual, no entanto Betty encontra-se num centro de detenção à espera de ser enviada para o seu país natal.

Já por várias vezes organizações de direitos humanos chamaram a atenção para os abusos de que são vítimas as pessoas LGBT no Uganda e declararam que este é um dos países mais perigosos para pessoas homossexuais.

Betty Tibikawa tinha acabado o liceu e ia começar a frequentar a universidade de Kampala quando foi atacada por três homens que gritaram insultos homofóbicos. Os homens arrastaram-na para um prédio abandonado e marcaram-na no interior das coxas com um ferro em brasa, deixando-a inconsciente. Betty conseguiu chegar a casa, no entanto ficou confinada à cama durante dois meses. Um relatório médico independente examinou as feridas e confirmou que são consistentes com o que a jovem relatou.

Emma Ginn, coordenadora da Medical Justice declarou ao The Guardian: "Apesar da evidência médica, os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras do Reino Unido não acreditam na história de Betty. Os serviços não negam que as cicatrizes foram feitas com um ferro em brasa, mas concluem que Betty não sofreu maus-tratos no Uganda. Condenámos o facto de eles quererem deportar Betty Tibikawa para um país em que ser gay é ilegal e onde a sua vida estará em risco."

Em resposta os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras do Reino Unido referiram que "o governo deixou bem claro que está empenhado em parar a deportação de pessoas que pedem asilo por razões válidas. Pessoas que tiveram de abandonar o seu país de origem devido à sua orientação sexual ou identidade de género. No entanto, quando encontramos alguém que não apresenta um pedido genuíno, esperamos que essa pessoa saia do país voluntariamente.

 

Fonte: The Guardian

 

1 comentário

Comentar