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Quando a temática gay entra na ficção científica (com vídeos)

Quando falamos em ficção científica, o primeiro conceito que se materializa na nossa mente é "naves espaciais", "extra-terrestres", "tecnologia" e "robots". Mas para desconhecimento de muita gente, a ficção científica não retrata esses elementos. Eles apenas servem de apoio para a verdadeira e maior história que podemos contar: a sociedade humana.

Os medos, os defeitos do ser humano, a esperança para o futuro, as consequências dos nossos actos, perda de controlo no que criamos e até o racismo são os temas que muitos dos maiores filmes da ficção científica transmitiram ao público. Mas as personagens LGBT, que apareciam subtilmente em várias histórias, também estão a tomar interesse e lugar nestas histórias, para romper tabus.

O episódio "The Host", exibido na década de 80 do século passado a série Star Trek The Next Generation, mostra-nos uma raça de extra-terrestres, os Trill. Nesta civilização alguns membros têm simbiontes. Quando o corpo hospedeiro morre, são transplantados para um outro corpo, transmitindo todas as memórias e sentimentos assimilados anteriormente para o hospedeiro novo. Nesse episódio a doutora Crusher apaixona-se por um Trill masculino, e mais tarde após um acidente, o simbionte é implantado numa mulher, e a doutora sente-se muito desconfortável com a situação. Crusher refere então que a espécie humana ainda ter muito que evoluir para aceitar AMOR incondicional, independentemente do género duma pessoa. Situação similar acontece num episódio da série Star Trek Deep Space 9, onde a viúva dum Trill se encontra de novo com o seu antigo marido, Dax, que está agora implantado num corpo feminino. Compensando de certa forma a censura que houve em The Host, aqui (aos 2min50seg) as duas mulheres beijam-se.

A série Star Trek New Voyages, criada e filmada por fãs, com os episódios disponíveis gratuitamente online, que tem a participação de actores da série original do Star Trek (1966), pegou em guiões originais que foram censurados pela Paramount, um deles tendo uma temática homossexual explícita acerca do romance entre o sobrinho do capitão da nave e um outro membro da tripulação, em que há cenas de afecto, beijo e inclusivamente um pedido de casamento, que é aceite e com promessa do próprio capitão realizar cerimónia.

 

 Star Trek New Voyages, cena de afecto aos 7:50

 

Na série Battlestar Galactica (2004) é oferecida morfina a um dos oficiais principais pelo seu parceiro para acalmar as dores devido à amputação da sua perna. Os dois beijam-se no corredor da nave. Nesta série existiram mais cenas de homo e bissexualidade, onde ninguém esconde aquilo que é nem ninguém discrimina. Na série o oficial Gaeta "faz-se a" um oficial militar, que também age de forma recíproca.

Na série Caprica, que se passa 50 anos antes da Battlestar Galactica, a Irmã Clarice (freira) tem um casamento de grupo com vários homens e várias mulheres, mostrando cenas de afecto entre eles. Sam Adama faz parte da mafia de Tauron, sempre se mostrou como um assassino profissional, mas de facto é gay e tem um parceiro há mais de uma década. Sam inclusivamente troca afecto com o seu parceiro e fala abertamente com o seu sobrinho de 10 anos sobre a sua vida amorosa. As personagens actuam e exprimem o seu amor como se fosse vulgaríssimo na sociedade.

Na série de animação infantil Star Wars: The Clone Wars, uma das personagens principais, Ahsoka Tano, conhece a Jedi aprendiz Barriss Offee. As expressões faciais e algumas situações revelam um certo desejo entre as duas. Aos olhos de um adulto revela-se ser um amor lésbico, mas aos olhos duma criança revela-se uma grande amizade entre duas raparigas. (ver:  Star Wars the clone wars ahsoka e bariss aos 3min40seg)

Falando noutra série de animação, temos Futurama, dos mesmos criadores de Os Simpsons. Nesta sociedade existem robo-sexuals (relacionamentos entre um homem/mulher e um robot masculino/feminino), les-bots (robots lésbicas), e até robôs trans-géneros. Futurama usa o seu carácter cómico e as suas tecnologias para gozar com aspectos da sociedade humana actual.

 

Futurama - Robot Transgénero

 

A homossexualidade na ficção científica é um bom exemplo para avaliar o grau de aceitação na sociedade da época em que foi produzida. Primeiro inicia-se com subterfúgios para introduzir e discutir o tema, e evolui, transpondo barreiras e abordando o tema de modo mais integrado nos tempos actuais.

 

Horta do Rosário

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