
Foi a surpresa da tarde, milhares de pessoas desceram do Príncipe Real até ao Chiado reivindicando igualdade, a não discriminação e direitos LGBT, mas antes da chegada à Praça da Figueira todos, entre manifestantes e transeuntes, pararam para ouvir o manifesto da 12ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa lido pela activista e actriz Joana Manuel.

Entre aplausos e olhares cúmplices, as bandeiras do arco-íris que representam a luta dos gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros foram empunhadas depois até à Praça da Figueira, onde houve lugar para mais palavras de ordem por parte das associações e colectivos que participaram na marcha de hoje. Faltam números oficiais, mas o site Esquerda.net aponta para uma presença de 3500 pessoas.
Ir para Álbum de fotos da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2011
Bullying homofóbico continua em força nas escolas portuguesas
Donna Summer faleceu vítima de cancro (com vídeos)
Quais as personalidades mais homofóbicas de Portugal? Eles respondem
Parlamento Europeu: Rui Tavares e Ana Gomes dão a cara contra a homofobia (com vídeo)
Mais um bar gay no Príncipe Real
Aurora Dourada ataca homossexuais: “Vocês são os próximos”
Um workshop para aprender a engatar
Cláudio Ramos e Pedro Crispim vão oficializar relação
Luís Borges entre os melhores do mundo
Carla Antonelli vem a Portugal combater a homofobia e transfobia
Senado da Argentina aprova Lei de Identidade de Género
Mitt Romney: “O casamento só pode ser a união entre um homem e uma mulher"
Barack Obama: "Os casais de pessoas do mesmo sexo deveriam poder casar-se" (com vídeo)
Na minha opinião o discurso sobre a ausência de mulheres visíveis no movimento LGBT alimenta-se mais de ideias preconcebidas do que de factos reais. Existem e sempre existiram muitas mulheres activas, participativas e visíveis no movimento LGBT. Os lugares que são percepcionados como tendo mais poder e visibilidade mediática é que podem ter tido um deficit de mulheres, mas mesmo esta ideia provavelmente tem mais a ver com a percepção do que com a realidade.
Repetir e alimentar este discurso também é uma forma de perpetuar desigualdades. Esta foto é um testemunho! As mulheres estão presentes na luta pela defesa dos direitos LGBT, em maioria, visíveis e com um discurso maduro, forte e contagiante.