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Homossexuais? "Cada um come o que quer”

Entre o Príncipe Real e a Praça da Figueira centenas de pessoas estavam paradas nos passeios. Iriam participar ou só queriam ver a marcha passar?

O dezanove encontrou quatro jovens sentados na Praça do Príncipe Real. Têm 16 anos, são activistas e vão integrar a marcha devido ao apelo de voluntariado da associação ILGA Portugal.

 

Para Maria João, “nem sequer deveria haver discriminação”. A jovem refere que “estes direitos [casamento e lei de identidade de género] conseguidos agora foram bastante positivos e espero que o que está a mudar seja sempre para melhor. É por isso que estou aqui”, afirma. “Na nossa escola [António Arroio] não há muitos problemas [de bullying], porque é uma escola de artistas e até costumamos fazer trabalhos sobre homossexualidade” explica Joana. “Já não é o primeiro ano que venho”, diz Diogo, “e venho porque tenho uma mente aberta, não sou LGBT. O ano passado até trouxe o meu pai”. Diogo acha “mal” que só haja uma marcha por ano, porque “os LGBT não existem só uma vez por ano”.
No banco ao lado, duas senhoras sexagenárias acham bem “tudo desde que não façam mal a ninguém” e porque “cada um come o que quer!”

Já Madalena que tem 50 anos e assiste à marcha ao lado do marido José, de 62 reforça ““Têm todo o direito a se manifestarem. Se eu gostasse de mulheres, também aí estava”. “O que me faz confusão é a criança ver que o pai está no quarto a dormir com outro homem. Se fossem duas mulheres não me faria tanta confusão”. Madalena frisa duas vezes que não é contra os mesmos direitos para os homossexuais, porque "Como diz Fernando Pessoa: 'O amor não cala' e tem de ser vivido."

“Aquele ali deve ser o José Castelo Branco ou a Deborah Kristal”, comentava uma transeunte na casa dos 40 anos atenta à marcha no início da Rua da Misericórdia.

 

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