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“A ausência de mulheres visíveis no movimento LGBT alimenta-se mais de ideias preconcebidas do que de factos reais. Existem e sempre existiram muitas mulheres activas, participativas e visíveis no movimento.” A frase é de Eduarda Ferreira, defensora dos direitos das lésbicas e vem na sequência das muitas mulheres que participaram na Marcha do Orgulho deste Sábado em Lisboa. Não seria necessário mais, mas a prova veio no final da Marcha quando a maioria dos que subiram ao habitual camião dos discursos, este ano estacionado na  Praça da Figueira, não eram eles, mas sim elas.

“Venha o Papa, o papão ou o FMI, os nossos direitos não estão à venda” arrancou o primeiro forte aplauso na Praça da Figueira. Falava assim Mi Guerreiro, do colectivo Panteras Rosa.

 

 

 

Para Júlia Pereira do GRIT - Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade da ILGA, Portugal tem agora “mais um motivo para celebrar”, porque é exemplo em todo o mundo. “Hoje todas e todos temos direito a uma identidade”, enalteceu a jovem.

 

 



O Clube Safo, recém-estruturado após um período de pausa, marcou presença na voz de Clara de Carvalho: “Temos motivos para estarmos alegres e optimistas.” A activista assinalou a diferença daqueles que não se reconhecem apenas na heterossexual idade, porque “uma  sociedade é mais rica, quanto mais diversa for”. A representante do Clube Safo não esquece que “ainda há muitas batalhas por travar para que, por exemplo, as crianças sejam reconhecidas como filhos comuns. Clara de Carvalho relembrou que o Clube Safo também quer a revisão da lei de procriação medicamente assistida. Consciente de que irá demorar algum tempo, a porta-voz adianta as expectativas de que a condição LGBT seja banalizada, porque mesmo que o cenário pareça cinzento, o arco-íris irá brilhar.

 

Pela associação de jovens LGBT portuguesa, a rede ex aequo, Cátia Figueiredo afirmou que “há cada vez mais jovens a viver em liberdade, e há cada vez mais jovens a serem respeitados pela pessoa que são e pela pessoa que amam e não pararemos enquanto esta não for a realidade de todos os jovens, todos os dias.”

 

A AMPLOS participou pela segunda vez na marcha e fez-se representar por Margarida Faria, a mãe que luta para que “um dia, para todos os nossos filhos, seja tão natural dizer sou gay, sou lésbica, como outra coisa qualquer.”

 

 

Magda Alves falou em nome da associação não te prives e iniciou o discurso citando Fabíola Cardoso, que lembrava em vídeo promocional da Marcha como era fundamental “dar caras, dar nomes, dar rostos, dar mãos, dar beijos, dar crianças, dar famílias” à sigla LGBT. Magda Alves não deixou passar em branco que vários países contemplam com pena de morte a homossexualidade, noutros existe a prática de violação correctiva de lésbicas e onde as pessoas transexuais são consideradas doentes.

 

A associação UMAR mencionou, pela voz de Judite, que continua a luta “com muito orgulho” contra o machismo, o binarismo de género e o capital.

 

 

 

 

 

Assertiva, Gabriela Moita, frisou que “enquanto todos não pudermos ser quem somos, a APF estará cá.”

 

Em cima do camião de todas as reivindicações foi um homem entre mulheres, Daniel Cardoso do movimento Poly Portugal, assinalou que este movimento não procura a tolerância, mas ser reconhecido. “Porque o Estado ainda concede privilégios à heterossexualidade e monogamia”. O Poly Portugal marcha por todos os actos consensuais e reclama todas as possibilidades de multiplicarmos afectos, porque “o amor não se divide, multiplica-se; não se gasta, refina-se”.

E assim, com orgulho, que culminou a décima segunda edição da Marcha LGBT de Lisboa no último Sábado.

 

Ir para Álbum de fotos da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2011

 

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