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Até agora houve 11 casamentos e um deles foi no Brasil

Passados 24 dias da aprovação oficial do casamento entre pessoas do mesmo sexo, foram celebrados em Portugal 11 enlaces, adianta a edição de hoje do Correio da Manhã. O jornal recolheu a informação junto do Ministério da Justiça, que adianta que cinco matrimónios decorreram na zona de Lisboa. Até final do ano estão agendados, até ao momento, mais 28 casamentos.


Um dos casamentos mais badalados, além do de Teresa e Helena, foi o de Denise Jorge (47 anos), e Vera Linhares (60 anos), que realizaram esta quarta-feira a cerimónia civil no Rio de Janeiro. Denise Jorge, apesar de ter nascido no Rio, tem nacionalidade portuguesa e trabalha no consulado português daquela cidade. Segundo a revista Veja, o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo fora de Portugal reuniu 40 convidados das noivas no Consulado de Portugal no Rio. “Não estamos aqui para levantar bandeira nenhuma. Mas, claro, temos muito orgulho dessa vitória. Só espero que isso um dia seja possível para qualquer brasileiro”, disse a brasileira Vera Linhares. “Quisemos celebrar nosso amor. Agora, pelo menos em Portugal, temos direito a coisas práticas, como uma pensão. Não deveria haver diferença entre um casamento homossexual ou heterossexual. O que existe de facto é a união de duas pessoas que têm de ter os seus direitos assegurados pela lei”, defendeu Denise Jorge. As noivas pretendiam que a cerimónia fosse aberta à imprensa, mas o cônsul-geral, António Almeida Lima, não autorizou.

Casamento gay não é um direito humano, diz Tribunal Europeu

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos não consagrou o direito ao casamento homossexual e estabelece que cada Estado é livre para legislar sobre a questão, decidiu ontem aquela instituição. O tribunal rejeitou assim o recurso apresentado por dois homossexuais austríacos que querem unir-se pelo matrimónio. Horst Michael Schalk, de 48 anos, e Johann Franz Kopf, 50, residentes em Viena, reivindicam desde 2002, o direito a contraírem casamento no seu país


"Não há um consenso entre os Estados membros do Conselho da Europa sobre o tema do casamento homossexual. As autoridades nacionais são as que podem apreciar melhor as necessidades sociais na questão e responder a elas. O casamento tem conotações sociais e culturais profundamente ancoradas, que diferem amplamente de uma sociedade para outra", declarou o tribunal em comunicado. Embora reconheça que "uma diferença de tratamento fundamentada na orientação sexual (deve) ser justificada por motivos particularmente imperiosos", o tribunal destacou que as várias formas de união civil que apareceram nos países da Europa nos últimos anos não têm, obrigatoriamente, de "conferir um estatuto análogo em todos os pontos ao casamento". Segundo a France Press, pelo menos 21 dos 47 Estados do Conselho da Europa prevêem ou já adoptaram leis sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Seis autorizam o casamento entre homossexuais.

Obama quer pôr ponto final na discriminação (vídeo)

 

O Presidente dos EUA e a Secretária de Estado Hillary Clinton, prometeram medidas para combater a violência e a discriminação a que os homossexuais americanos se encontram sujeitos quer em território americano, quer no exterior. Estas medidas serão ainda reforçadas com o alargamento de iguais benefícios para os homossexuais que trabalham nos organismos do governo americano.

 

“Não é justo, e não e a forma de ser dos americanos, vamos por isso pôr um ponto final na discriminação” disse Obama numa cerimónia que assinala o mês do orgulho gay e lésbico, em que estavam presentes políticos, activistas e outras pessoas que se destacaram na luta pela igualdade de direitos.

 

Há cerca de um ano, os mesmos participantes mostraram preocupação pela falta de resolução de uma das promessas de Obama aquando da campanha eleitoral. Desta vez, Barack Obama recebeu um forte aplauso dos presentes, devido a estas novas medidas.

 

Está previsto para a próxima quarta-feira que a administração Obama anuncie que casais do mesmo sexo possam ficar de baixa médica para cuidar dos filhos por razões de maternidade/parentalidade ou doença. Além disto, está no horizonte a eliminação de uma das medidas mais polémicas dos últimos anos nos EUA, a “não perguntes, não fales”, que impedia os homossexuais americanos de se assumirem como tal nas forças armadas.

 

Por sua vez Hillary Clinton declarou que o país "se encontra na direcção certa" e reafirmou o compromisso de proteger os direitos de todas as pessoas.” Clinton, lembrou que recentente o governo americano iniciou os procedimentos para facilitar a alteração de dados nos passaportes das pessoas transgéneras.

 

      

Cerveja brasileira suspende anúncio que chamava “maricón” aos argentinos (vídeo)

O Ministério Público Federal em Minas Gerais recomendou à AmBev que suspendesse a exibição do filme Hermanos que promovia a cerveja Skol. Esta decisão é a consequência de uma queixa apresentada por um cidadão argentino que considera o filme “ofensivo e discriminatório”. Na publicidade criada a propósito do Mundial da África do Sul, umas latas falantes chamam “maricón” aos argentinos.


Apesar da recomendação do Ministério Público ter sido conhecido só ontem, a marca de cerveja tinha já deixado de exibir o filme, após várias críticas, a 14 de Junho. O Club Argentino do Rio de Janeiro, que reúne descendentes e imigrantes daquele país, tinha considerado que, além de o filme classificar os argentinos com “adjectivos desrespeitosos”, promovia “a rivalidade entre os povos”.


         

Quem vai estar no Arraial Pride?

Na 14ª edição do Arraial Pride, agendado para este sábado, será possível encontrar mais de 20 tendas que preenchem o recinto e definem o espaço destinado ao público. Estão também previstos cerca de 25 bares, restaurantes e esplanadas.

O Arraial conta, além disso, com a presença de várias associações da sociedade civil, como a rede ex aequo, Queer Lisboa (responsável pelo festival de cinema Queer), AMPLOS (associação de mães e pais com filhos homossexuais), a organização da Marcha do Porto, Animais de Rua, Abraço, APF (Associação para o Planeamento da Família) ou o colectivo desportivo Boys Just Wanna Have Fun. Na zona do Welcome Center, patrocinado pela bebida Absolut, estarão representantes de grupos a que a a ILGA Portugal dá apoio, como o CoLegas (grupo coral), serviço de aconselhamento psicológico, serviço de apoio jurídico, grupo de aulas de tango livre, brigada do preservativo, entre outros.

As novidades não ficam por aqui. Pela primeira vez, o Arraial conta com um patrocinador, a Lufthansa, que vai dar nome ao palco principal onde vão decorrer os concertos e actuações. “Este patrocínio integra-se numa campanha lançada no passado mês de Maio. Uma antecedência de seis meses na compra de voos Lufthansa para destinos europeus vai significar preços low-cost, mas permite o usufruto dos serviços tradicionais de terra e a bordo”, disse ao dezanove Raquel Rio Tinto, directora de marketing da Lufthansa em Portugal. “O Arraial Pride é um evento que, acima de tudo, eleva o conceito da Igualdade, um valor bem vincado no espírito corporativo da Lufthansa. Os estudos demonstram que o público homossexual está entre os principais compradores de viagens, pelo que faz todo o sentido a Lufthansa estar junto de quem gosta de viajar com qualidade”, completa a mesma responsável.

A TQ Eventos e os consultores de viagens Colour Travel, e instituições como a embaixada dos Países Baixos, também

se associam ao arraial lisboeta. Alexandra Henriques, event planner, da TQ Eventos explica o que a empresa vai fazer ao Arraial: “A TQ pretende, através da presença no arraial, chegar ao mercado LGBT, a nível da organização de eventos (festas privadas, casamentos,

 

 

etc.) oferecendo um serviço personalizado. Como a TQ pertence a um grupo que também engloba agências de viagens, podemos oferecer um serviço mais completo que englobe também a lua de mel. Para além dos pacotes de viagens regulares, temos também para venda pacotes da Attitude Travels, nomeadamente os cruzeiros gay.” A empresa vai ter animação no próprio Arraial e promete um passatempo onde serão oferecidos bilhetes de avião para Marraqueche.

 Outra empresa da área do turismo presente será a Colour Travel, que se apresenta como consultora de viagens LGBT. Esta parece ser uma boa altura para as empresas do sector fazerem negócios junto do público LGBT. Como referia ao dezanove um responsável da Colour Travel, “após a aprovação do casamento, sentiu-se uma ligeira subida no pedido de quotações, obviamente ligada, a programas de lua de mel”.

 

 

 

 

IKEA: Afinal havia outro, mas não é preciso agradecer (a sério!)

 

O anúncio criado para a nova loja do IKEA em Loures tem estado a passar nos canais de televisão e causar, no mínimo, um esboço de sorriso a quem o vê. Este anúncio apresenta-se no seguimento da campanha Low Prices a par do filme Cheerleaders, o outro anúncio criado pela agência portuguesa TBWA. Também neste anúncio os seis rapazes agradecem de forma suis generis a abertura da terceira loja da cadeira sueca no nosso país.

Intitulado "Strip", o anúncio foi realizado por Pablo Fusco, editado por Bruno Calado da produtora SYNC Audiovisuais.

 

 

                    

As novidades do Arraial Pride

Este sábado, dia 26 de Junho,  o Arraial Pride - a festa para todos os gays, lésbicas, bissexuais, transgéneros e hetero friendly regressa à praça mais emblemática da capital: o Terreiro do Paço. Depois de ter passado pela zona de Belém em 2009, a edição de 2010 organizada pela associação ILGA Portugal volta a apostar em alguns factores diferenciadores: a duração (o evento inicia-se às 14 horas e decorre até de madrugada), o Arraialito (um espaço de entretenimento dedicado aos mais novos, reforçando o conceito que esta é uma festa para todas as famílias) e os Queer Games (jogos variados para todos e com humor q.b., citamos apenas dois: Maratona das Nazarenas com arremesso da canasta e o Duelo de Manicures) e o que se designa por Gay Village, o espaço onde habitualmente se encontram as tendas dos parceiros do evento desde as empresas e bares até aos patrocinadores. Neste local será ainda possível jogar matraquilhos ou dançar no pátio da mariquinhas. A diversão é garantida.

No entanto, existem várias novidades que não esquecem a agenda política. Um dos momentos mais aguardados desta 14ª edição, e em consonância com a recente aprovação da lei do casamento, é o concurso Noiv@s do Arraial. A organização procura casais que queiram oficializar a sua relação. Segundo disse a organização ao dezanove,  "vários casais já se encontram inscritos". Pretende-se que a meio do arraial o/a noivo/a surpreenda a sua cara metade com uma declaração de amor. Os melhores ganham um casamento. É isso mesmo, um casamento com tudo incluído: copo de água, lua de mel nas ilhas gregas (Mykonos para os meninos e Lesbos para as meninas) e as despesas do notário ficam por conta da organização. As pré-inscrições decorrem no Centro LGBT em Lisboa. Além disso, como o dezanove tinha já avançado, haverá vários momentos musicais ao longo do dia.

Passatempos para todos

Os apreciadores de viagens e fãs de música têm razões para passar pelo site do evento e concorrer. O patrocinador principal do evento, a Lufthansa em parceria com a MTV oferecem duas viagens duplas para a Europa.

Speed Dating. É o que a Leswork, uma rede social na internet, pretende estabelecer entre os participantes do arraial. As entrevistas e  inscrições decorrer durante a tarde e haverá várias rondas. Love is in the air.

O evento LGBT mais participado de Portugal, é segundo a organização "uma iniciativa aberta a todos, no coração de uma Lisboa sem preconceitos que sabe integrar e respeitar todas as pessoas, reconhecendo os seus direitos e a sua cidadania plena. [O Arraial Pride] Constitui um momento de visibilidade pública e mediática anual que visa, de uma forma essencialmente lúdica, incentivar a visibilidade das pessoas LGBT; promover a integração das LGBT na comunidade em geral; e alertar para a necessidade urgente de combater todas as formas de discriminação, nomeadamente em função da orientação sexual e da identidade de género."

O Arraial Pride integra as Festas de Lisboa e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC. O presidente da Câmara, António Costa, esteve presente na edição transacta.

A entrada é gratuita. Mais informações no site oficial e no blogue.

 

                         

Marcha Lisboa: Como tudo acabou no Martim Moniz

A Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa terminou na praça do Martim Moniz. Na praça, empunhando bandeiras do arco-íris aglomeram-se milhares de participantes para ouvir os discursos dos vários organizadores da marcha. Pela primeira vez houve interpretação de todos os discursos em língua gestual portuguesa, numa marcha marcada pela presença de crianças, jovens, adultos e seniores, integrando vários modelos de família. Ficam aqui algumas das palavras mais fortes do fim da tarde de Sábado.

 “Não pode continuar a haver sequer uma pessoa trans sem documentos para viver.”  “Calar não! Os nossos filhos querem direitos agora! Queremos mais! Calar é morte! Acção é igual a vida!”  (Sérgio Vitorino, Panteras Rosa)

 “Estamos aqui porque em 1969 a malta decidiu dizer que não a uma rusga policial” (representante do SOS Racismo)

 

 

Estamos presentes “para mostrar que é possível desempenhar as funções sem qualquer receio mesmo num meio hostil como é a comunidade policial”, referiu Belmiro Pimentel, do grupo IXY do Sindicato Unificado da Polícia

 

 

“A transexualidade tem de deixar de ser doença” (Vasco Freire, Médicos pela Escolha)

 

“Ainda há muito a fazer. Continuaremos a denunciar as agressões e os insultos” (Mário Dinis, não te prives)

 

 

“Sete países punem a homossexualidade com a pena de morte” (Manuel Magalhães, coordenador do Núcleo LGBT da Amnistia Internacional) 

 

  

Para Daniel Cardoso, Poli Portugal, o poliamor “reclama o direito à não obrigação da escolha entre apenas uma ou outra pessoa para amar”. “As pessoas não têm de ser obrigadas a escolher”, acrescentou.

 

 

        

 “Não temos apenas orgulho uma vez no ano, temos orgulho 365 dias por ano. Esta é uma luta de todos” (João Valério, rede ex aequo)

 

              

“Há vários anos que a UMAR participa na marcha para dar visibilidade ao género. Somos mais do que modelos representativos de mulheres ou homens”, disse a representante da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, que acrescentou “é necessário desconstruir o binarismo de género.”

 

   “A cada ano que passa a marcha é maior. A cada ano que passa mais pessoas e mais associações de juntam à marcha”, representante da APF

 

“Os nossos filhos não estão nos armários.” “Os armários servem para guardar roupa!” (Margarida Faria, AMPLOS)   

  “Foi a melhor marcha de sempre!”  “Agora todas e todos podemos escolher a figura jurídica que desejamos para proteger as nossas relações. ” “Parabéns! Parabéns! Parabéns!” (Sara Martinho, ILGA Portugal)

 

Fotos: Horta do Rosário

Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

Marcha Lisboa: Os principais destaques da imprensa

   

           


 

                           

via SIC


Jornal de Notícias - Maior marcha de gays e lésbicas de sempre
E uma marcha saiu do armário. Assim se poderia traduzir a 11ª Marcha do Orgulho LGBT, ontem, sábado, em Lisboa, que conseguiu mobilizar mais de cinco mil pessoas.
A 11ª Marcha do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), mais participada que em 2009, percorreu algumas ruas da Baixa lisboeta, com milhares de pessoas a pedir o direito de todos seguirem as suas opções sexuais, sem discriminação...

Agência LUSA / Jornal I - Gay parade em Lisboa juntou mais de cinco mil pessoas
A 11ª Marcha do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), mais participada que em 2009, percorreu algumas ruas da Baixa lisboeta, com milhares de pessoas a pedir o direito de todos seguirem as suas opções sexuais, sem discriminação...

Agência LUSA / Diário IOL - Parada gay: número de participantes aumenta para o dobro

Agência LUSA / TVI 24 - Parada gay: número de participantes aumenta para o dobro

Bom Dia Lu - Portal da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo

"Se o recente casamento gay se festejou, a parentalidade foi uma das exigências que mais se fizeram ouvir."
“Os portugueses estão de parabéns, porque não só conseguiram o casamento gay, mas também porque têm uma marcha muito mais organizada e calma”, referiu. Porquê mais calma? “É que na Alemanha é tudo festivaleiro e perdeu-se a ideia da luta pelos direitos. Aqui não”, respondeu aquele psicoterapeuta alemão, de 45 anos, acompanhado pelo namorado português" ...

Jornal de Notícias - Homossexuais da PSP poucos mas dos bem mais recebidos

Eram só dois, diga-se de passagem. Mas também se refira que Belmiro Pimentel, dirigente do grupo IXY do Sindicato Unificado da Polícia, foi o activista mais aplaudido, após um discurso emocionado no palanque improvisado no Martim Moniz, em Lisboa, no final da Marcha do Orgulho LGBT.





“Estou aqui para vos transmitir que é possível viver e desempenhar as nossas funções de policiais sem qualquer receio, mesmo que num meio aparentemente hostil, como é a comunidade policial”, disse o agente da PSP do Porto, de 34 anos, líder daquele grupo de polícias homossexuais, que se formou após uma reportagem do JN, em Abril de 2009...



Agência LUSA / Destak - Marcha chama a atenção para discriminação, com novo alento da aprovação de casamento

[...] O cortejo, com ponto de chegada marcado para o Martim Moniz, reunia participantes de várias idades, com bandeiras com as cores do "Orgulho Gay" e faixas com mensagens como "famílias: todas diferentes, todas iguais" ou "nem menos, nem mais, direitos iguais".

Entre os que desfilavam viam-se trajes de damas antigas, mas também alguns jovens de "andas" modernas, de metal e já não de madeira. Uma bandeira enorme com as cores do movimento era levada por vários participantes que a baixavam até ao chão, voltando a levantá-la a uma palavra de um deles.

[...] Para o deputado do Bloco de Esquerda Heitor Sousa, presente na iniciativa, a Marcha deste ano "vai ter um sabor especial porque assenta numa vitória, [o que é] mobilizador para dar mais alento para conquistar novos direitos e a plena igualdade" em várias questões, como a adopção ou a mudança de género ser facilitada de modo a seguir uma prática já possível em vários países da Europa.

O deputado deu o exemplo de uma "situação absurda", que é a possibilidade de existirem pessoas a viver numa união homossexual, mas a adopção ter de ser com base numa opção individual.

Agência LUSA / MSN Notícias

[...] Paula Henriques, uma das participantes, frisou que estas marchas "têm sempre uma atitude positiva" e lamentou que "algumas pessoas que assumem em determinados momentos" não marcassem presença. "Em Portugal continua a existir homofobia", acrescentou. [...]


                  via RTP

Agência LUSA / Expresso : Vídeo Marcha LGBT com novo alento

Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa foi a maior de sempre (vídeo)

Cinco mil pessoas participaram na Marcha do Orgulho LGBT 2010 de Lisboa, que decorreu hoje. Os números foram avançados pela agência Lusa que refere que na edição de 2009 estiveram presentes 2500 pessoas. No ano passado estiveram presentes 11 organizações, enquanto desta vez foram 18 as associações e colectivos representados: não te prives, núcleo LGBT da Amnistia Internacional, APF - Associação para o Planeamento da Família, Médicos pela Escolha, ILGA Portugal, Amplos – Associação de Pais e Mães pela Liberdade de Orientação Sexual, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, Associação Cultural Janela Indiscreta, rede ex aequo, ATTAC, Rumos Novos - Grupo Homossexual Católico, GAT, Grupo de Trabalho Identidade XY, Poli Portugal, Panteras Rosa, Sentidos e Sensações, Solidariedade Imigrante e SOS Racismo.

Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

    

 

 

 

Marcha Lisboa: "Não parecem nada homossexuais!"

Ao longo do percurso da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, entre a Praça do Príncipe Real e o Martim Moniz, centenas de pessoas assistiam à passagem dos manifestantes.

Fernando Guimarães, 50 anos, indiferente à manifestação que passava na rua D. Pedro V, dizia ao dezanove que "na minha opinião pessoas assim têm todo o direito a existir”, mas ressalva "agora se isso corresponde à minha maneira de ser ou viver..."

Na mesma rua, Venla, finlandesa, assiste com um amigo à manifestação. Ambos estão de férias em Portugal. Ele tira fotos sucessivamente, enquanto Venla afirma que "esta marcha não é lá muito grande, podia ser bem maior". Questionada se as marchas na Finlândia tinham mais participantes, acaba por dizer que são do mesmo tamanho. Aliás, também na Finlândia, "apenas nas grandes cidades e na capital é que as pessoas aceitam com naturalidade a homossexualidade", comenta.

 

De seguida chegamos à fala com Ana Ferreira, 37 anos, colaboradora numa loja da mesma rua: "É a primeira vez que assisto. Foi uma grande surpresa. Acho bem e têm todo o meu apoio porque há espaço para todos. A finalidade é sermos felizes, não é?"

Já com vista para o miradouro de S. Pedro de Alcântara, o dezanove foi recolher a opinião de dois italianos, Michela e Vicenzo. "Soube da marcha há dois dias e decidi vir porque sou amiga dos homossexuais" informa Michela que é oriunda da Calábria. "Resolvi trazer o meu amigo gay italiano". Em resposta à caracterização da situação em Itália, Michela diz que "é bem pior. As pessoas não se podem casar com quem querem e existem casos de muita homofobia".

Na rua da Misericórdia, Maria na casa dos 75 anos assiste na soleira de uma porta com uma amiga à marcha: "Ainda não me tinha apercebido que eram homossexuais". É a manifestação reivindicativa dos direitos dos homossexuais, bissexuais e transgéneros, informou o repórter. "Ai é? Mas não parece nada, parecem-me pessoas iguais às outras". Instigamos a mais umas declarações, a que a entrevistada diz ser melhor não dizer mais nada, não vá o marido não achar muita piada. Mesmo assim diz: "Eu cá acho que cada um faz o que quer da sua vida. Felicidades e que corra tudo bem!", não sem antes afagar o braço do repórter.

Na Praça da Figueira, Patrícia e Ruben levam uma criança de quatro anos pela mão que acaba de assistir à marcha. "Problema ela ver a marcha? Não há problema nenhum" dizem sorridentes. E a marcha lá continuou para o Martim Moniz.

 

 

Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

Marcha Lisboa: As reacções de Vale de Almeida até Marcelo Rebelo de Sousa

O percurso entre o Príncipe Real e o Martim Moniz foi feito sob uma chuva multicolorida. O dezanove estava na rua e recolheu depoimentos de associações, colectivos, activistas e ainda... um comentário de  Marcelo Rebelo de Sousa.


 


Gonçalo Clemente Silva, Rainbow Rose Portugal


Gonçalo Clemente Silva apresenta o Rainbow Rose Portugal como "inserido numa rede europeia do PS europeu que promove todas as questões relacionadas com a promoção da igualdade no que respeita ao sexo, 'raça' ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, orientação sexual e identidade de género, de acordo com os artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa". Segundo o porta-voz, "faz todo o sentido a presença nesta marcha, já que esta é o ponto alto e mais visível de uma luta pelos Direitos Humanos e queremos por isso mostrar a nossa solidariedade, empenho e visibilidade."


 


Eduarda Ferreira, Revista LES online


À entrada do Largo do Chiado, Eduarda Ferreira com um renovado estado de ânimo afirma ao dezanove: "Em Portugal estamos a conseguir algo muito importante, já não há apenas associações LGBT na marcha". A activista corrobora o manifesto: "Ainda há muito mais a fazer, a questão da parentalidade é apenas uma delas" .


 



Carlos Gonçalves Costa, Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa


Mesnier du Ponsard jamais iria adivinhar que o Elevador de Santa Justa iria ser uma localização tão estratégica para os activistas divulgarem as suas mensagens. Carlos Gonçalves Costa, diz que "a ideia de lançar papéis com mensagens simbólicas e coloridas desde o cimo do elevador surgiu há três anos para introduzir um elemento de animação a meio da marcha".


 



Miguel Vale de Almeida, activista e deputado independente eleito pelas listas do PS


Participante desde a primeira marcha realizada em Lisboa, o activista acha que "[a marcha] cresceu imenso, o que significa que muitas pessoas têm novas razões para fazer coming out. Uma das coisas que se conseguiu com a lei do casamento, foi fazer com que as pessoas se sintam bem em público". Para o primeiro deputado assumidamente homossexual na Assembleia da República, as três prioridades políticas neste momento são consagrar a parentalidade, a adopção e a co-adopção; a procriação medicamente assistida para lésbicas e mulheres solteiras e uma lei que reconheça a identidade de género". Segundo Vale de Almeida "há ainda outras prioridades não legislativas: o combate constante contra a homofobia e a promoção de valores de inclusão na sociedade. A dificuldade é articular as diferentes vontades, a pessoal, com a do grupo parlamentar e a do governo, porque os timings são diferentes".


 


Ana Cristina Santos, não te prives


Radicada no Reino Unido, a socióloga e dirigente da associação não te prives Ana Cristina Santos aproveitou uma escapadinha a Portugal para se juntar a "uma marcha bastante animada e com novos motivos de celebração e outros motivos para protesto, como o impedimento da procriação medicamente assistida ou a homoparentalidade. No fundo é preciso dar ênfase à questão da família bem como aos direitos adquiridos versus direitos por adquirir." A activista adiciona que "ainda há muito a fazer no âmbito da mudança sócio-cultural no país". E o que espera das mentalidades em Portugal quando a sua filha bebé, que hoje traz à marcha, atingir a maioridade? "Espero que a marcha seja apenas um momento de celebração e que a discriminação faça parte do passado. Mas sabemos que não vivemos num mundo ideal por isso é importante continuar a lutar", remata.


 



Margarida Faria, AMPLOS


Presente pela primeira vez na marcha, dada a criação em Outubro de 2009, Margarida Faria, porta-voz da associação de apoio aos pais e  mães de homossexuais, partilha com o dezanove que é "natural que aqui estejamos, é muito importante que os outros pais percebam que aqui estamos e existimos para quem precisar de apoio." Margarida, acompanhada de perto pela filha e pelo marido, diz-nos que "dado termos aparentemente uma sociedades mais aberta, nunca imaginei que houvesse tantos pais e mães de homossexuais que sofressem tanto. Muitos estão a dirigir-se à AMPLOS." De França, em Besançon, onde a representante da associação esteve recentemente, trouxe a mensagem de que existem 14 associações semelhantes à AMPLOS, pelo afirma "se torna cada vez mais necessário o nosso trabalho".


 



Paulo Côrte-Real, ILGA Portugal


O presidente da ILGA Portugal faz um balanço positivo da 11ª Marcha do Orgulho LGBT: "Foi a maior de sempre. Há um crescimento simbólico, sinónimo de uma maior mobilização pela igualdade" declara. Côrte-Real acrescenta que " ainda é preciso fazer muito nas questões da parentalidade, nomeadamente garantir que as crianças tenham igual protecção por parte de pessoas do mesmo sexo". Para o dirigente existem mais prioridades: a adopção, a procriação medicamente assistida e uma lei que reconheça a identidade de género. Por outro lado, "é importante garantir mais educação e a formação em vários sectores: saúde, segurança, justiça, entre outros. Entramos num novo estádio contra a discriminação" afirma ao dezanove Paulo Côrte Real.


 



João Pereira, Gabinete da Secretaria de Estado da Igualdade


"Estamos cá numa perspectiva de celebração porque este é um ano simbólico por causa da vitória que se conseguiu recentemente. No entanto, continuamos a passar uma mensagem ampla contra a discriminação de pessoas LGBT", declarou.


 



Marcelo Rebelo de Sousa


Retido pelo engarrafamento causado pelos manifestantes, Marcelo Rebelo de Sousa questionado sobre a importância desta marcha, afirma em declarações ao dezanove: "Em democracia todos são livres de ter as suas opiniões."



Na Praça do Martim Moniz, desde sempre pautada pela diversidade, empunhando bandeiras do arco-íris aglomeram-se milhares de participantes para ouvir os discursos dos vários organizadores da marcha. De assinalar pela primeira vez a interpretação de todos os discursos em língua gestual portuguesa numa marcha marcada pela presença de crianças, jovens, adultos e séniores integrando vários modelos de família.


 


Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

Mundial: Chama-se Bocanegra e é o mais interessante da equipa dos EUA (vídeo)

"Carlos Bocanegra I want my pink boca in your boca negra", diz Daniela Kosan no programa do E! Entertainment que elegeu os mais sexy no desporto. O capitão da selecção de futebol dos Estados Unidos foi considerado o sexto desportista mais atraente do mundo. No entanto, Carlos Bocanegra costuma ser apontado como o que de há de mais interessante em toda a selecção norte-americana que está a disputar o Mundial na África do Sul. Vale a pena ver o vídeo.


 


 


 


 


 


 


                   

12 razões para seguir o Mundial

O dezanove já tinha dado algumas pistas aqui e aqui e ainda aqui, no entanto resolvemos adaptar para a realidade nacional as razões apresentadas pela revista Advocate para acompanhar de perto o Mundial de Futebol da África do Sul:


 


1. Evidentemente, Cristiano Ronaldo.


Digno de um físico invejável, Ronaldo está por todo o lado. Considerado por muitos o melhor jogador do mundo, tem apenas 25 anos e ainda recentemente em entrevista ao jornal Público se mostrou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segundo o craque “temos de respeitar as opções de cada um, porque, afinal de contas, todos os cidadãos devem ter direitos e deveres exactamente iguais”. Boa Ronaldo! Só falta começares a marcar pela selecção.


 


2. É muita testosterona internacional junta


Estimam-se 300 mil visitantes na África do Sul. Na maioria homens adeptos de futebol.


 


3. Porque há homens para todos os gostos


Entre as 32 equipas participantes há muitos desportistas por onde escolher.


 



4. Aqui todos/todas podem casar-se


A África do Sul não é apenas o primeiro país africano a receber um campeonato do mundo de futebol. É igualmente o primeiro país africano que permite e leva a dianteira no que diz respeito ao casamento entre as pessoas do mesmo sexo.


 


5. Porque não se vai ver e falar de outra coisa nos próximos dias


Mesmo que não se goste muito de futebol sempre é uma oportunidade de juntar os amigos lá em casa para confraternizar e apoiar a selecção das quinas.


 


6. Porque a Shakira é voz do Mundial


O hino Waka Waka facilmente entra no ouvido (e na retina) e deixa qualquer um bem disposto.


                 

 


7. O equipamento desportivo está na moda


A Umbro, a Puma e a Adidas esmeraram-se por produzir equipamento com os melhores materiais e bem justo. Mesmo a torcer por Portugal, os corpos dos jogadores da Costa do Marfim não passaram despercebidos a quem viu o jogo de estreia da nossa selecção. Ah, e quem não aprecia uma camisola da selecção italiana?


 


8. Sexo ou não?


Um dos assuntos mais falados nas grandes competições é sempre se os jogadores devem ou não ter relações sexuais antes dos jogos. A táctica da Argentina é não aplicar restrições. A selecção de Inglaterra será rigorosamente vigiada pelo treinador. Vamos esperar pelo fim para verificar os resultados.


 


9. Diversidade


Oito anos depois do Mundial se ter realizado na Ásia, a FIFA volta a apostar na diversidade ao preferir um país africano como anfitrião.


 



10. Kit do adepto


Há países como o Reino Unido que incluem no seu kit do adepto umas pestanas falsas para apoiar a selecção de Sua Majestade. Resta saber se as usam apenas durante os jogos...


 


11. A publicidade


Se não gosta mesmo de futebol, pelo menos os anúncios dos intervalos dos jogos são divertidos. Até o Homer Simpson aparece!


 


12. Homofóbicos? Não obrigado!


Nem todos os países qualificados para o Campeonato do Mundo são gay-friendly, mas pelo menos alguns dos mais homofóbicos ficaram de fora, por exemplo Indonésia, Malawi, Arábia Saudita, Irão, Emiratos Árabes, Uzbequistão, Qatar e Egipto.