Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Problemas com higiene e drogas em três saunas de Madrid

Três ex-trabalhadores de três saunas gay da capital espanhola decidiram denunciar o que entendem ser uma “situação insustentável”. A queixa apresentada às autoridades espanholas menciona tráfico de droga (cocaína e haxixe), irregularidades laborais, falta de higiene e bichos nos estabelecimentos madrilenos.


“A água da piscina não é mudada há dois anos”, afirma em declarações ao El Mundo Omar Salvatierra, um dos empregados despedidos após quatro anos de trabalho. “Ali existe todo o tipo de fluidos humanos: urina, sémen,... porque os clientes têm relações sexuais no local”, acrescenta.


As três saunas alvo das denúncias são a sauna Príncipe (localizada perto da Gran Via e a primeira dedicada ao público bear), a sauna Paraíso (uma das mais antigas de Madrid) e a sauna Octopus (frequentada por um público mais jovem).


Fernando Álvarez, corrobora a versão sobre as condições da água das piscina “nunca vi mudarem a água”. Segundo o ex-trabalhador “às vezes havia produtos fora do prazo de validade, incluindo preservativos” e acrescenta que “num bom dia de negócio podiam chegar a passar mais de mil clientes” por estas saunas.


De acordo com o El Mundo, após a denúncia, a Câmara de Madrid efectuou novas inspecções que não detectaram anomalias na qualidade da água. No entanto, outro dos ex-empregados das saunas que pertencem todas ao mesmo grupo (Desarrollos Empresariales Mojácar, S.L), denuncia que não existia “livro de reclamações nem eram passados recibos aos clientes”.

Caso Morangos: Associações apelam ao envio massivo de mensagens de protesto para TVI (actualizada)

Dez colectivos LGBT estão a apelar ao envio massivo de uma mensagem de protesto à TVI, à produtora Plural e ao grupo Media Capital pela censura ao beijo entre Fábio e Nuno na série "Morangos com Açúcar".

“Entendemos não existir justificação para a não emissão de qualquer conteúdo que expresse a diversidade de afectos e relacionamentos que existem na sociedade, tendo em conta os critérios avaliados para o horário e público a que se destina a série, mas sempre com respeito pelo compromisso de igualdade consagrado na Constituição da República Portuguesa (Art. 13º), no Tratado da União Europeia (Art. 10º) e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Art. 21º), que no caso aqui apresentado se relaciona directamente com um tratamento desigual baseado na orientação sexual das personagens”, pode ler-se em comunicado enviado à comunicação social.

O comunicado subscrito por AMPLOS, ATTAC, ILGA Portugal, não te prives, Panteras Rosa, PolyPortugal, PortugalGay, rede ex aequo, Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens e UMAR salienta ainda o papel da série: “Tratando-se de uma série de jovens para jovens, em emissão desde 2003, com um público substancial que encontra nela um retrato das vidas de sucesso, complicações, dramas e conquistas da juventude portuguesa, compreendemos ser importante que o desenvolver da série “Morangos com Açúcar” seja inclusivo e se estenda sem discriminações à realidade de jovens lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros em Portugal.”

 

 

O que diz a TVI

A TVI, em resposta à carta endereçada pelos 10 colectivos, disse que era “fortemente irónico” que fosse acusada de contribuir para um “retrocesso civilizacional”. A estação, em declarações ao Meios & Publicidade, refere que “não podemos deixar de considerar fortemente irónico que sejam exactamente a TVI e a Plural que tanto têm feito, por vezes sozinhas, pela abordagem sensata e aberta de temas mais incómodos para a sociedade portuguesa, a serem considerados responsáveis de ‘retrocesso civilizacional’, o que refutamos liminarmente”. E acrescenta que a TVI e a Plural não abdicam do “direito, nem fogem da sua responsabilidade, de serem o último decisor em relação ao conteúdo das suas emissões no pleno exercício da sua liberdade artística e editorial”.

 

A carta do protesto

Os dez colectivos sugerem o envio para os e-mails relacoes.publicas@tvi.pt, geral@pluralportugal.pt e aesteves@mediacapital.pt da seguinte carta:

Carta Aberta Ao Director-Geral e Administrador da TVI Ao Director-Geral da Plural Portugal À Administração da Média Capital Assunto: Cancelamento, pela TVI, de uma cena de afectividade entre casal de namorados, na série "Morangos com Açúcar" 28 de Julho de 2010 Exmo. Sr. Bernardo Bairrão, Exmo. Sr. André Cerqueira Exma. Sr.ª Ana Esteves, Tomámos conhecimento, através de notícia publicada no Jornal de Notícias a 19 de Julho de 2010, da decisão de cancelar a emissão de uma cena de afectividade protagonizada por um casal de rapazes na série "Morangos com Açúcar". Segundo informa a mesma fonte, a cena, que inclui um beijo entre os dois rapazes, foi gravada pelos autores da série e rejeitada pela direcção de programas da TVI. Procuramos com a presente carta obter um esclarecimento quanto ao porquê desta decisão e alertar para o impacto extremamente negativo da mesma. Entendemos não existir justificação para a não emissão de qualquer conteúdo que expresse a diversidade de afectos e relacionamentos que existem na sociedade, tendo em conta os critérios avaliados para o horário e público a que se destina a série, mas sempre com respeito pelo compromisso de igualdade consagrado na Constituição da República Portuguesa (Art. 13º), no Tratado da União Europeia (Art. 10º) e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Art. 21º), que no caso aqui apresentado se relaciona directamente com um tratamento desigual baseado na orientação sexual das personagens. Qual é a gravidade desta infracção? Tratando-se de uma série de jovens para jovens, em emissão desde 2003, com um público substancial que encontra nela um retrato das vidas de sucesso, complicações, dramas e conquistas da juventude portuguesa, compreendemos ser importante que o desenvolver da série “Morangos com Açúcar” seja inclusivo e se estenda sem discriminações à realidade de jovens lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) em Portugal. A visibilidade positiva e a informação correcta sobre orientação sexual e identidade de género são aspectos cruciais na desmistificação destes assuntos, na educação de mentalidades e no desenvolver de uma personalidade e capacidades sãs entre jovens com uma orientação sexual minoritária, que, infelizmente, não contam ainda com modelos positivos no seu dia-a-dia devido à discriminação e ao preconceito. A comunicação social e os média desempenham um papel importantíssimo nesta área, tendo o direito e o dever de retratar e noticiar, sem medo ou preconceito, mas com respeito e verosimilhança, as histórias desta camada da população, honrando e apoiando todos aqueles que ainda sofrem constantemente pelo preconceito direccionado pela sua orientação sexual ou identidade de género. A omissão de personagens LGBT e de cenas que retratem o dia-a-dia destas pessoas, com dúvidas e receios tão legítimos quanto os de seus pares heterossexuais, e que fazem parte da vida de milhares de jovens no nosso país, é absolutamente preocupante, descaracteriza a série em relação à sociedade que pretende retratar e isola muitas crianças e adolescentes que encontram um sinal positivo na história das personagens Nuno e Fábio e na aparente legitimidade que a TVI confere à mesma, revelando-se afinal discriminatória e incapaz de respeitar as vivências destes jovens no seu todo. Esta decisão reduz a existência e os sentimentos destes adolescentes e propicia a invisibilidade, veiculando a ideia de que são menos dignos que os seus pares heterossexuais, sentimentos e pensamentos que levam à instabilidade emocional e que poderão expressar-se no maior isolamento, insegurança, repressão, desrespeito próprio, auto-mutilação, tentativa e ideação de suicídio, como tem sido recentemente documentado. Vivemos numa época em que estão reunidas todas as condições para o apoio e o respeito às pessoas LGBT, e estamos certos/as que a sociedade portuguesa está mais do que preparada para assistir às imagens desta história de amor, que afinal é igual a tantas outras. Pedimos que não deixem de participar e de contribuir de forma positiva para esta educação de mentalidades, repondo a cena cujo cancelamento representa uma infracção das normas nacionais e internacionais dos direitos humanos e um sinal triste de retrocesso civilizacional. Com os nossos melhores cumprimentos, (O teu nome)

“Protege-te sempre que o Verão aquecer”

A Associação para o Planeamento da Família (APF) acaba de lançar a campanha de Verão 2010 de promoção do uso de métodos contraceptivos. Sob o mote “Protege-te sempre que o Verão aquecer”, a campanha, com duração até Setembro, tem como alvo os jovens entre os 15 e os 30 anos.


Com acções de rua nas praias e discotecas, e marcando presença nos vários festivais de Verão, através das sete delegações nacionais (Norte, Centro, Lisboa, Tejo e Sado, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores), a APF pretende chegar junto dos jovens e alertá-los para a importância da protecção.


O arranque oficial é hoje, dia 29 de Julho, com uma acção de rua às 15h00, em Marvila. Representantes da APF vão distribuir material promocional e prestar esclarecimentos à população. A acção culmina num churrasco no Bairro do Armador, em Chelas.


No Verão não é só o tempo que aquece, as sensações e os sentidos, também eles, sobem uns graus. Por isso, há que pôr alguma água na fervura e reforçar a ideia que Verão tanto rima com tentação como com protecção. É este o conceito por trás da campanha.


Com esta campanha, a APF pretende passar uma mensagem positiva, fresca e ao mesmo tempo de protecção, reforçando a importância das relações sexuais protegidas.

Primeiro torneio de equipas gay de rugby este fim-de-semana

A associação desportiva Boys Just Wanna Have Fun - Sports Club (BJWHF), recentemente criada e uma das presenças mais notórias do último Arraial Pride, organiza o primeiro torneio de rugby gay este fim-de-semana na capital.

A convite da equipa portuguesa Dark Horses, estarão em campo a equipa francesa de Montpellier, Los Valents, e os Straffe Ketten RFC de Bruxelas. Os jogos de Sevens decorrerão na próxima sexta-feira no campo do Complexo Desportivo do Jamor (Estádio Nacional) e o dia de Sábado será dedicado a jogos de beach-rugby na praia de Carcavelos. Os jogos decorrerão no período da manhã (das 10h às 13h) e ao final da tarde (17h às 19h).

Em comunicado à imprensa, a BJWHF informa que o objectivo principal da associação é “fomentar a prática desportiva de forma inclusiva e não discriminatória, independentemente da cor da pele, religião ou orientação sexual”. Está ainda prevista uma festa de encerramento do encontro Sábado à noite no bar Fiéis ao Bar do Rio, no Cais do Sodré.

O que Andy Warhol fez para a televisão

Andy Warhol é muito mais do que autor da mais famosa lata de sopa do planeta e autor da iconográfica banana. Warhol foi realizador, pintor, ilustrador, um dos principais impulsionadores do movimento pop art, artista plástico e ainda apresentador de vários programas de televisão nos Estados Unidos. É esta última vertente, que não costuma ser associada ao artista, que está em destaque na exposição Warhol TV que foi inaugurada esta segunda-feira no Museu Berardo, em Lisboa.


Warhol quis desde cedo através da sua obra democratizar a fama com a célebre expressão "um dia todos terão direito a 15 minutos de fama", tornando-se ele próprio um profeta de tendências e um guru da moda. Warhol gostava definitivamente de glamour e através da originalidade do que mostrava, do quotidiano ao excêntrico, procurava despertar o questionamento. Para o fazer de forma popular nada melhor do que a televisão, a ferramenta ideal para a promoção da arte e a transmissão do conceito lato de beleza que Warhol buscava incessantemente. Pelos seus programas de televisão passaram famosos da noite de Nova Iorque, artistas e as estrelas em ascensão.


Ao longo da exposição pode-se ver como Andy Warhol vivia fascinado pela criação entrelaçando moda, música, cinema, televisão e ainda o music hall. Exemplo disso são trabalhos tão diferentes, como anúncios protagonizados pelo próprio Warhol para a Coca-Cola ou TDK, as entrevistas que fazia tanto a travestis (no bar The Pyramid), a famosos (como Lisa Minelli, Steven Spielberg, Brooke Shields) ou até a anónimos (que passavam pela The Factory).


Warhol recusava-se a morrer, preferia "desaparecer". A exposição termina a relembrar esse momento em 1987, com imagens de um programa exibido na MTV. Até no momento da morte, foi tratado como um artista do mainstream.


A exposição estará patente até 14 de Novembro. A entrada é livre.


Paulo Monteiro

Afinal gays portugueses não vão poder doar sangue (nova actualização)

O Ministério da Saúde não vai adoptar as medidas contra a exclusão de homossexuais e bissexuais na doação de sangue, adianta a edição de hoje do Jornal de Notícias. Recorde-se que a Assembleia da República aprovou a 8 de Abril o diploma do Bloco de Esquerda que iria permitir que homossexuais e os bissexuais pudessem doar sangue. O diploma recomendava ao Governo a “adopção de medidas que visem combater a actual discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue”. Fonte do Ministério da Saúde confirmou durante o dia de hoje à agência Lusa que a situação continuava inalterada, isto é, que homens que tenham sexo com outros homens não são, logo na fase de triagem, impedidos de doar sangue.


Durante uma visita a Barcelos, a ministra da tutela, Ana Jorge afirmou que “não há nenhuma discriminação do ponto de vista da orientação sexual” dos dadores de sangue. “Aquilo que está definido como boas práticas é que não há nenhuma discriminação do ponto de vista da orientação sexual. Aquilo que há é, de facto, um rigor grande em relação àquilo que são os comportamentos das pessoas que possam pôr em risco a vida das pessoas a quem se vai dar o sangue, independentemente de serem homo ou heterossexuais”, completou.


Já no início de Junho o deputado bloquista José Soeiro tinha questionado o governo sobre a concretização e aplicação da resolução aprovada pela Assembleia da República. Mas, até agora, ainda não obteve resposta. A proposta do Bloco recebeu em Abril os votos favoráveis das bancadas do BE, PCP, PEV, PS e PSD. O CDS-PP absteve-se com excepção do deputado João Rebelo que votou a favor. Ainda na bancada do partido de Paulo Portas, Teresa Caeiro e João Almeida apresentaram declarações de voto. Na bancada do PS, a deputada independente Teresa Venda absteve-se.



Reacção das associações LGBT


Entretanto, onze colectivos ligados aos direitos LGBT subscreveram um comunicado conjunto em que pedem que se ponha fim a este “folhetim”. “Não percebemos nem aceitamos que tal volte a acontecer. Já são demasiados anos em volta deste folhetim interminável que só acentua o preconceito e a desigualdade em volta das pessoas LGBT. Não se pode, por um lado, aprovar medidas que visem a promoção da igualdade e, por outro, perpetuar uma discriminação sem qualquer fundamento que põe de lado milhares de potenciais dadores quando existe sempre necessidade de sangue. Os avanços e recuos verificados nesta matéria somente contribuem para o aumento do estigma em relação às pessoas homossexuais que em nada favorece uma sociedade que se quer livre, inclusiva e democrática”, pode ler-se no comunicado. Os responsáveis referem ainda que “deverão ser os comportamentos de risco a determinar a exclusão da doação de sangue, sejam homens ou mulheres, homossexuais ou heterossexuais e não outro qualquer factor arbitrário e discriminatório que parte de pressupostos estereotipados”.


“A homossexualidade não é sinónimo de comportamentos de risco, tal como a heterossexualidade não é garantia da sua ausência! Quantas vezes teremos que o dizer?”, rematam. O documento foi assinado pela ATTAC, Ilga Portugal, Médicos pela Escolha, Não te prives, Panteras Rosa, Poly Portugal, Portugal Gay, SOS Racismo, UMAR  a que se somaram a rede ex aequo e a AMPLOS.



A polémica do Verão de 2009


No Verão do ano passado a discriminação foi relançada depois de Gabriel Olim, presidente do Instituto Português do Sangue dizer em entrevista ao jornal I que “quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer vir dar sangue não vem com esta atitude”, referindo ainda que os homossexuais que pretendam dar sangue estão “deliberadamente [a] querer introduzir no circuito sangue contaminado”. A Associação ILGA Portugal considerou então que “a necessidade urgente de rever os critérios discriminatórios de pré-selecção do sangue para garantir que estes são incisivos em vez de reflectirem sobre generalizações baseadas no preconceito e que contribuem, simultaneamente, para a estigmatização dos homens homossexuais”.

Projecto Moda começa este Domingo

A estreia aguardada da versão portuguesa de Project Runway é este Domingo à noite na RTP1. O programa, que procura descobrir novos talentos na área do design de moda, tinha sido anunciado em Maio.


A apresentação está a cargo da modelo Nayma. O mentor que acompanhará os designers em ascensão será o director artístico Paulo Gomes. O júri português é composto pelo trio Manuel Alves (estilista), Fátima Cotta (directora da Revista Elle em Portugal) e Cristina Pinho (Directora de Desenvolvimento de Produto Modalfa) que vai escolher o melhor designer de moda entre os 10 candidatos portugueses.


Um estágio remunerado na Modalfa é o prémio para o vencedor do programa.



                  

Vem aí o festival "despido de preconceitos"

Chama-se Lisbon Unplugged, vai decorrer de 10 e 11 de Setembro na Tapada da Ajuda em Lisboa, e pretende ser mais do que um festival que se foca só na música. Vanessa Cotrim, da produtora Entre Vírgulas, responsável pelo projecto e pelas festas Lesboa que decorrem na capital, explicou hoje em conferência de imprensa que este será um "festival dedicado à diversidade", sendo dirigido a todos que se "queiram desligar de preconceitos durante dois dias". Segundo a porta-voz “são esperadas entre 10 a 15 mil pessoas” naquele que poderá ser "o mini-Woodstock português". Outra novidade é que os participantes poderão acampar na Tapada da Ajuda.


Nomes da cena musical nacional e internacional como Jay-Jay Johanson, The Veils, David Fonseca e Rita Redshoes estão já confirmados. Vanessa Cotrim sublinhou ainda a importância da vertente sustentável deste festival que também alerta para uma consciência na redução de lixo. Uma das várias acções será a "salvo o copo" que se traduz em cada participante conservar um único copo durante o Lisbon Unplugged. A vertente artística está a cargo de Luís Castro, da associação cultural Karnart, que afirmou que neste evento serão dadas oportunidades a "artistas jovens ou que costumam estar fora dos circuitos habituais".


O Lisbon Unplugged conta com o patrocínio da Beck’s, Lufthansa Italia e Mybrand e do Turismo de Lisboa e da EGEAC como patrocinadores institucionais. Os bilhetes estão à venda nos CTT e no local do evento. Um dia no recinto custa 25 euros, o passe para os dois dias custa 40 euros.




Cartaz, horários e entrada


O festival arranca na sexta-feira, 10 de Outubro, com abertura de portas às 16h. Os concertos, no Palco da Diversidade, começam a partir das 17h, com Berlam e Banda Larga, Lula Pena, Torino, Jay-Jay Johanson e, a fechar, Rita Redshoes. Segue-se, a partir da 1h30, a Matinée World Tour, do grupo espanhol Matinée, com os DJs G-Martin e Romullo Azaro e animação a cargo dos Matinée Dancers. No Sábado, 11 de Outubro, as portas abrem às 10h, com várias actividades, a cargo do Povo da Floresta. Os concertos, no Palco da Diversidade, começam a partir das 17h, com Sinamantes, Betty, Au Revoir Simone, Nikolaj Grandjean, David Fonseca e, a fechar, The Veils. Segue-se, a partir da 1h30, a Matinée World Tour, do grupo espanhol Matinée, com os DJs Enrico Arghentini e Tânia Pascoal e animação a cargo dos Matinée Dancers.


A entrada para o festival localiza-se na Estrada do Alvito, entre o Clube de Ténis do Monsanto e o Bairro do Alvito.

Argentina: "Hoje somos uma sociedade um pouco mais igualitária do que na semana passada" (vídeo)

"Hoje somos uma sociedade um pouco mais igualitária do que na semana passada" é uma das muitas frases citadas pela imprensa internacional, do discurso de Cristina Kirchner, Presidente da República da Argentina, que promulgou ontem a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Estas questões têm a ver com a condição humana, com a aspiração e a igualdade. São coisas que não nos podem dividir, mas unir", afirmou a Chefe de Estado. "Com esta lei não se tirou nada de ninguém, deram-se direitos a que não os tinha", declarou ainda a governante.

Kirchner, relembrou Evita Perón, quando há 58 anos foi concedido o direito ao voto às mulheres argentinas, destacando como este passo é importante para a mudança social do país.

A Federação Argentina de Defesa dos Direitos dos LGBT (FALGBT) entregou à presidente uma placa com a menção "compromisso e valentia na defesa da igualdade e construção de um país para todas e todos". A lei concede iguais direitos, nomeadamente no que respeita à adopção de crianças.

Após uma enorme polémica e várias manifestações que dividiram a Argentina, colocando de um lado grupos religiosos e do outro activistas dos Direitos Humanos, o casamento foi aprovado pela Câmara dos Senadores na madrugada da passada quinta-feira. Na Argentina mais de 90% da população é católica e vários juízes já vieram a público demonstrar que não pretendem proceder aos casamentos civis. A lei não prevê a objecção de consciência.

A aprovação da lei está a suscitar o debate em vários países da América Latina, como no Brasil e no Paraguai. Recorde-se que na Cidade do México também é possível celebrar ao abrigo da lei o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

                  

Marcha do Orgulho LGBT Porto 2010 (vídeo)

A 10 de Julho realizou-se a 5ª edição da Marcha do Orgulho LGBT no Porto. O dezanove esteve na Invicta e filmou o ambiente que se viveu na tarde de Sábado que começou na Praça da República e não deixou nenhum transeunte das artérias do Porto indiferente ao mote "Existimos, Direitos Exigimos". A banda sonora do vídeo é dos Harlem Shakes com Sunlight. E assim as muitas cores do arco-irís brilharam na Invicta.

             

Quatro mil portugueses já responderam ao maior inquérito do mundo para homens gay

Está a decorrer, durante este Verão, o estudo European MSM Internet Survey (EMIS) o maior estudo sobre homens homossexuais, bissexuais ou outros homens que têm sexo com homens. As respostas obtêm-se através de um questionário on-line disponível em 25 línguas e promovido em 31 países europeus, o que permitirá comparar os dados entre os diferentes países, tornando-se assim o maior do mundo realizado neste âmbito. De acordo com informações recolhidas pelo dezanove, já responderam mais de 138 mil pessoas em toda a Europa, dos quais quatro mil são portugueses.
Este estudo pretende recolher dados sobre comportamentos sexuais e comportamentos relacionados com infecções sexualmente transmissíveis. Os parceiros portugueses são o GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical e a Faculdade de Medicina do Porto. Vários sites de encontros como PortugalGay, BearWWW, GayRomeo e Manhunt estão a colaborar na divulgação deste estudo.
Ricardo Fuertes, psicólogo do GAT, disse ao dezanove que “este estudo dá uma perspectiva mais objectiva e realista da situação dos homens que têm sexo com homens. Actualmente podemos nascer num país, residir noutro e ter relações sexuais quando estamos de férias no estrangeiro, por exemplo”. “Todas as relações sexuais e com os diferentes parceiros, estáveis ou ocasionais, a forma como a homossexualidade é aceite e entendida nos diferentes países e o acesso que existe à prevenção e aos cuidados de saúde podem ser determinante na prevenção e atendimento de infecções como o VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis. Este inquérito pode ser importante para poder chegar a esta visão global”, completa o psicólogo. O questionário pode ser respondido até 31 de Agosto.

TVI não quer beijos gays nos Morangos

 A estação de Queluz decidiu não emitir as cenas de troca de afectos, que incluíam beijos, entre as personagens "Fábio" e "Nuno", na série de Verão de "Morangos com Açúcar", avançou o Jornal de Notícias.

Esta notícia surge após em Junho se ter noticiado que, pela primeira vez, a série incluiria um casal de namorados homossexuais. Nas temporadas anteriores, a série apenas apresentou referências esporádicas à temática, sendo inédita a existência de um relacionamento prolongado entre duas personagens gays. Os personagens interpretados pelos actores Miguel Santiago e Carlos Malvarez, conheceram-se numa discoteca e acabaram por mudar o rumo de uma história que se iniciara na série anterior com a personagem Fábio a assumir desde sempre uma postura homofóbica.

José Pinto Carneiro, argumentista da série, explicou em Junho ao Jornal de Notícias que "as cenas já foram gravadas de uma forma realista” e que decidiram arriscar porque "na televisão não se pode dar ainda grandes manifestações de carinho entre homossexuais". A TVI vem agora através da direcção de programas impedir que essas cenas sejam vistas pelo público da série. Recorde-se que os Morangos com Açúcar são líderes junto da faixa etária infanto-juvenil (dos 4 aos 14 e dos 15 aos 24 anos).

Para João Valério,  membro da Direcção da rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes, esta notícia "só demonstra uma regressão de mentalidades por parte da estação televisiva. Comprovando assim o não acompanhamento da evolução justa e positiva que a visibilidade das pessoas LGBT tem tido nos meios de comunicação social." Relembre-se que em 2005 a associação juvenil premiou a actriz Maria Sampaio (que interpretou a personagem Liliana que se apaixona pela melhor amiga heterossexual) pela "atitude positiva que a TVI teria tido em representar uma história de amor não-heteronormativa", pelo que os recentes desenvolvimentos surpreendeem o activista e indignaram vários membros do fórum online da associação.

O jovem activista acrescenta que "a visibilidade é um factor importantíssimo para a mudança de mentalidades e, por isso, não pode haver omissão de uma realidade que faz parte da vida de milhares de jovens no nosso país. Estamos certos que a sociedade portuguesa está mais que preparada para assistir às imagens desta história de amor, que afinal é igual a tantas outras. Há excesso de moralismo quando se decide que as pessoas não estão preparadas para algo sem que isso lhes tenha sido perguntado. O argumento da "falta de preparação" da sociedade é por isso falacioso e instrumental, constituindo há muito um dos entraves que impede um grande número de pessoas, particularmente quando são jovens, de serem livres no que toca à sua sexualidade e aos seus afectos" remata o dirigente da associação LGBT.

Toda a história de Fábio e Nuno já motivou a criação no Youtube de um canal dedicado ao casal gay por um fã da série. Resta agora saber se as cenas cortadas alguma vez farão parte deste canal ou permanecerão nos arquivos inconsultáveis da TVI.

Para o Presidente do Zimbabué o casamento 'gay' é "comportamento de cão"

Robert Mugabe, que comanda o Zimbabué com mão de ferro há mais de 30 anos declarou junto de vários membros da Igreja Anglicana daquele país que "o casamento gay equivale a um 'comportamento de cão'".  O chefe de estado do Zimbabué reafirma assim a sua postura contra os direitos das pessoas LGBT no momento em que se encontra a levar a cabo uma reforma na Constituição do país. Esta reforma está a ser efectuada em conjunto com o primeiro ministro, Morgan Tsvangirai, num dos poucos assuntos em que concorda com o presidente, dado estar também contra o reconhecimento de direitos por parte dos LGBT. Na nova Constituição "a poligamia será salvaguardada", afirmou o presidente zimbabueano.
Não é a primeira vez que Mugabe causa este tipo de polémica, há cerca de dez anos, o presidente da antiga Rodésia, que faz fronteira a leste com Moçambique e é limitado a sul pela África do Sul, considerou os homossexuais "piores do que porcos e cães" a propósito de alguns bispos da Igreja Anglicana do país terem afirmado tolerar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Noite Porto: Quando fazer um show travesti é uma viagem (vídeos)

Ambiente jovem, música comercial, algumas batidas mais fortes e, de vez enquanto, uma voz soa aos microfones: “Shots no balcão”. É esta a fotografia que se pode fazer do bar Pride, no Porto. Fora o hall de entrada, pode-se escolher entre um espaço com sofás e bar, para uma conversa, ou optar pela pista de dança, com colunas, palco e bastante espaço. Para quem está habituado aos preços elevados das discotecas da capital, as ofertas da casa não deixam de ser surpreendentes. Quando a música é interrompida pela frase mágica, “Shots no balcão”, uma multidão corre ao bar para se servir, fazer o brinde, e continuar a dançar.


Enquanto na pista de dança, as luzes psicadélicas e a música leva a maioria ao rubro, no camarim o ambiente é mais calmo. O dezanove esteve na preparação de mais um show deste bar da Invicta. Quatro artistas fazem os últimos retoques. Uma das artistas, transexual, não se incomoda com a equipa do dezanove e retoca a maquilhem de tronco nu. Os outros três calçam as meias, compõem as roupas que não passam despercebidas e preparam o espírito para mais uma noite em que chega a personagem criada. “É uma personagem criada por ele, durante o dia”, afirma um dos artistas ao dezanove.


Durante o dia é “ele”, à noite gosta de ser “ela”. Uma vida que parece ser dupla apenas na conversa, já que na sua vida todos sabem a arte que leva ao palco à noite. As roupas nem sempre são compradas. Algumas são feitas pelos próprios artistas. Durante as conversas com o dezanove, confessam que não consideram Portugal um país preconceituoso, “principalmente o Porto”. Claro que as pessoas não são indiferentes. “Olham” tal como olham como para um “careca, gordo ou grávida”. Sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, as opiniões são unânimes: “Já vem tarde”.


A música pára, abre-se o palco e as divas da noite sobem para mais um espectáculo de sucesso, como lhe chamam. Mesmo aqueles que não gostam de confusão, podem ver o show do bar lá de fora. Existe um pequeno televisor que transmite em directo o que se passa no palco da sala da dança. “Viajo”, disse ao dezanove um dos participantes no show pouco antes de entrar em palco.








Pág. 1/3