Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

Belmiro Pimentel: "Eu… Tive um sonho"

 

Foi o discurso que mais aplausos recolheu na tarde de Sábado na Praça D. João I protagonizado por Belmiro Pimentel, o rosto visível dos agentes da PSP que assume publicamente a sua orientação sexual homossexual.

O XY é um grupo de trabalho dentro do Sindicato Unificado da Polícia no qual o agente Belmiro colabora e que entre outras missões quer mostrar que os polícias LGBT existem e são como qualquer outro polícia, merecedores de igual respeito e não só merecedores do 'politicamente correcto'. “A maioria dos meus colegas conhece bem o meu trabalho, mas não sei como reagiriam se me vissem dar um beijo ao meu namorado” comenta Belmiro Pimentel no final da quinta edição da Marcha do Orgulho LGBT do Porto.

Porque há discursos que merecem ser relidos, o dezanove transcreve na íntegra as palavras do agente Belmiro:

 

Eu… Tive um sonho

Nesse sonho, era surdo e não ouvia os disparates constantes sobre a comunidade LGBT, as piadas e os risinhos fáceis, de escárnio, que dia a dia nos são direccionados;

Nesse sonho eu era cego e não via os olhares de censura, de repúdio, de ódio, com os quais todos os dias nos deparamos;

       Nesse sonho eu era mudo e não podia ensinar-lhes, explicar-lhes que estão errados a meu respeito, não podia reagir a tanto absurdo que nos vai    destruindo, matando pouco a pouco;

 Como tal nesse sonho, eu não podia ser feliz, pura e simplesmente por não ser eu, por não me sentir pessoa, não ter identidade própria.

Eu acordei porque estava na hora de dizer: Basta!

Porque eu tenho uma identidade.

Porque se eu… sou uma pessoa com os mesmos deveres, também tenho de ter os mesmos direitos.

Acordei para descobrir que:

Não sou eu que sou surdo, és tu que teimas em não ouvir;

Não sou eu que sou cego, … és tu que insistes em não quereres ver o quanto estás errado;

Não sou eu que sou mudo, … mas tu, que por mais que te pergunte: Porquê?

Ficas sem resposta e te escondes atrás de um preconceito já absurdo, limitando-se a nada dizer com fundamento, que é o mesmo que estar calado;

Enquanto não me quiseres receber, a mim, que sou LGBT, jamais poderei admitir que fales do que não conheces.

Até lá para mim… continuarás a ser surdo, cego e mudo.

Acorda para a vida, evolui… repara que já estás no século XXI!

O meu nome é Belmiro Pimentel, sou agente da PSP e estou aqui para vos dizer que tenho Orgulho de ser quem sou!”

 

Porto, 10 de Julho de 2010

 

 

 

Check-in: Embarque consciente para o consumo de drogas e práticas sexuais

O Check-in, um projecto que pertence à Agência Piaget para o Desenvolvimento, esteve no Porto Pride, que decorreu no último Sábado. Hugo Carabineiro, 32 anos, justificou ao dezanove a presença. “Queremos que as pessoas estejam conscientes dos riscos e queremos dotá-las de informação e ferramentas para gozarem os seus prazeres sem riscos, sem recorrer a falsos moralismos. Entre esses prazeres encontram-se as práticas sexuais e o uso de substâncias”, refere o psicólogo. O grupo vai estar presente em vários festivais de Verão, como o Marés Vivas, Paredes de Coura, NeoPop, Boom Festival, Andanças ou Azurara Beach Party.


Na mesa do Porto Pride podiam encontrar-se preservativos masculinos e femininos, vários panfletos com os efeitos, consequências e conselhos do uso e/ou abuso de substâncias como MDMA (ecstasy), anfetaminas, cocaína, álcool, tabaco e tubinhos para snifar. “Distribuímos estes tubinhos gratuitamente para evitar a transmissão de infecções via nasal, por vezes existem pequenos sangramentos e, por isso, são objectos que não se devem partilhar, e não apenas as seringas”, alerta Hugo Carabineiro. “Algumas pessoas usam notas enroladas, porque acham que não há risco de transmissão de doenças. Com estes tubinhos é bem mais higiénico”, acrescenta.



“Nos festivais costumamos ainda ter testes de alcoolemia, tampões para os ouvidos, que reduzem cerca de 30 decibéis e permitem continuar a ouvir a música perfeitamente, borrifadores de água para refrescar e atenuar a temperatura do corpo. É uma forma de meter conversa e alertar para a necessidade de hidratação durante os festivais”, comenta Hugo.


No entanto, uma das acções de maior incidência do Check-in é a sensibilização para que os participantes que usam substâncias durante os festivais façam pausas durante a dança e controlem a temperatura corporal regularmente, de modo a evitar golpes de calor que afectam o sistema cardiovascular e que podem levar, em última instância a um colapso cardíaco.

Os Guerreiros de Esparta estão de volta. O Porto já tem uma equipa gay de rugby

 

“A ideia surgiu com o nascimento da equipa de Lisboa, os Dark Horses, onde temos vários amigos”, comenta ao dezanove Fernando, de 30 anos, um dos membros dos Oporto Spartans, a nova equipa gay de rubgy do Porto. 

A escolha do nome da equipa resultou de um brainstorming entre vários membros do grupo, que queriam o nome que transmitisse a força de vencer, mesmo em menor número do que os adversários. “Por isso lembramo-nos dos Guerreiros de Esparta. A simbologia foi a votos no nosso fórum e foi logo acolhida por todos”, refere Fernando, que começou a organizar este grupo há pouco menos de cinco meses. Desde então, esta equipa composta por cerca de 15 homens tem treinado em alguns parques da cidade Invicta duas vezes por semana. “Não limitados ninguém à orientação sexual, todos que gostem de desporto são bem-vindos. O nosso objectivo é permitir a todos que gostem de desporto colectivo essa possibilidade, sem que sejam apontados, discriminados ou lhes estejam sempre a perguntar pela namorada”, adianta. O Oporto Spartans tem uma página na internet e um grupo no Facebook. A próxima meta está definida: “Daqui a um ano pretendemos participar na Union Cup, o torneio de rugby gay de Amesterdão.”

Argentina: O primeiro país na América Latina com casamento (vídeo)

O Senado argentino aprovou esta madrugada o projecto de lei que prevê o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado a 5 de Maio pela Câmara dos Deputados: A Argentina torna-se assim o primeiro país da América do Sul a permitir legalmente a união entre homossexuais e o décimo no mundo.

O aceso debate durou 14  horas vividas com ansiedade pelas milhares de pessoas pró e contra casamento que aguardavam em frente do Congresso e nas redes sociais pelo resultado da votação. O cantor Ricky Martin, que recentemente se assumiu homossexual, comentavava na sua conta do twitter "Os mesmos direitos com os mesmos nomes para tod@s". A votação, que esteve sempre renhida, foi efectuada por maioria simples, com 33 votos a favor, 27 votos contra e 3 abstenções. Desde o final de Maio os senadores argentinos promoveram uma série de audiências públicas em Buenos Aires e em outras cidades argentinas para ouvir diferentes sectores da sociedade, como entidades religiosas, associações culturais e psicólogos. 

Será agora necessário reformar o Código Civil argentino, alterando as palavras "marido e mulher" pelo termo "contraentes". Esta decisão prevê também igualdade de direitos no que respeita à adopção, heranças e benefícios sociais para casais de pessoas do mesmo sexo.

 

 

 

Ontem, em vários bairros de Buenos Aires decorreram entre as 20h e as 20h30 o “Ruidazo por la igualdad”, isto é, concentrações ruidosas a favor da aprovação da lei, em que os participantes se manifestaram com tachos, assobios e vuvuzelas. No entanto, em frente ao Congresso decorreu uma manifestação contra a nova lei. Segundo os organizadores, estariam 200 mil pessoas, um número que baixa para os 50 mil de acordo com os cálculos da imprensa local.   Desde Dezembro de 2009 que nove casais homossexuais se casaram na Argentina, após apelarem aos tribunais para terem acesso a este direito.

 

 

      

           

Marcha Porto: Sérgio Vitorino "Viemos por causa das próximas lutas"

Sérgio Vitorino, activista das Panteras Rosa, foi um dos muitos orgulhosos marchantes deste Sábado. Em declarações ao dezanove, Sérgio Vitorino faz o balanço no dia das comemorações do Orgulho LGBT no Porto. “Neste ano de avanços significativos, viemos cá dizer que há todo um trabalho de rede social que é ainda necessário fazer, aprofundando assim as vias que o movimento LGBT abriu. Ao contrário de Espanha, o casamento não é o fim de um processo, mas o início de uma etapa.” O colectivo Panteras Rosa tinha também participado na Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa que decorreu no dia 19 de Junho.

Mais fotos dezanove no Facebook.

Marcha Porto: MICA-me para a cultura e irreverência

 

"O MICA-me é um movimento de intervenção cultural e artística criado em 2008", descreveu ao dezanove João Ribeiro, um dos jovens responsáveis da associação portuense que participou no Marcha do Orgulho LGBT do Porto. "A marcha é simbolicamente um dos dias mais visíveis da comunidade LGBT e, por isso, faz todo o sentido intervir hoje", diz.

O MICA-me, uma das 15 entidades que organizou a 5ª edição da Marcha do Porto, que leva a cabo actualmente vários projectos. A revista electrónica (*)asterisco vai já na segunda edição e é feita a várias mãos pelos voluntários da associação. Com um grafismo cuidado, a publicação online tem uma vertente artística que abrange temas que vão desde a música, fotografia, cinema, tecnologia, literatura, desporto ou saúde, muitas vezes explorados a partir de um enfoque LGBT. João Ribeiro adianta que outro dos projectos da associação é divulgar a poesia. "Promovemos encontros onde falamos de temática LGBT, mas não só", completa.

No Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, o MICA-me organizou no Porto uma flash mob que designou de kiss in "para mostrar a todos que os nossos afectos não são diferentes dos outros. Os nossos projectos são energéticos e não pretendemos ser exclusivos, queremos passar a mensagem para a sociedade portuense", conclui João Ribeiro.

Mais fotos dezanove no Facebook.

Revista Com'Out regressa na próxima semana

A Com' Out vai regressar às bancas dentro de uma semana, anunciou a revista na sua página oficial do Facebook, sem especificar o dia em que voltará a estar à venda.  Elisabeth Barnard, responsável da editora Joeli que detém a revista de temática LGBT, tinha já adiantado que o regresso seria efectuado de forma “bem diferente da revista inicial, com uma periodicidade trimestral, um preço mais baixo e com uma tiragem que rodeia os 10 mil exemplares.” A primeira versão da revista, suspensa em Março de 2009, tinha uma periodicidade mensal e um preço de capa de 4,5 euros.

Marcha Porto: Uma CASA para todo o país

Violência conjugal. Discriminação. Algum marialvismo. Pouca reivindicação do prazer. Manuel Damas não hesita em enumerar ao dezanove os problemas em torno da sexualidade mais prementes no Porto que, de resto, parecem ser comuns às outras cidades do país. O presidente da CASA (Centro Avançado de Sexualidades e Afectos) vai, aliás, lançar em Setembro, sob chancela da Leya, o livro “Os portugueses são analfabetos sexuais... e emocionais” onde pretende analisar a fundo o comportamento dos portugueses, fruto de mais de 20 anos de actividade clínica e de investigação na área da sexualidade.


A associação que dirige esteve presente na 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, poucas semanas depois de inaugurar a sua sede na Invicta. É nas novas instalações que vai decorrer já a 17 de Julho um debate sobre a adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo: No calendário está também marcado o arranque do primeiro curso de danças de salão com turmas mistas (pares homo e heterossexuais) e várias acções de formação acreditadas pelo IEFP. A CASA define-se como uma associação que quer combater a violência de género, lutar pela universalidade do direito à felicidade e promover a igualdade. “A CASA juntou pessoas da sociedade civil que querem intervir. São pessoas que vão do CDS ao Bloco, são católicos e ateus, homo e heterossexuais”, descreve Manuel Damas.


A CASA quer alargar a sua influência a nível nacional e pretende trabalhar também em Espanha, França e Brasil. “Este é um projecto mesmo a sério. Estou a pôr em andamento um projecto que já tenho há 20 anos”, sublinha Manuel Damas, que é co-apresentador, ao lado de Maria José Guedes, do programa do Porto Canal “Sexualidades, Afectos e Máscaras”. No início do mês, juntamente com o bar Pride, organizou a festa Love Pride, no Sá da Bandeira.


Mais fotos dezanove no Facebook.

Marcha Porto: Caleidoscópio LGBT: “As pessoas pensam que com o casamento está tudo acabado, mas não”

 

Em Janeiro de 2007 nascia o Caleidoscópio LGBT. “Havia necessidade de criar no Porto um grupo mais fluído que pudesse intervir e focar-se no activismo no Porto e no norte do país”, relembra Paula Antunes, dirigente do grupo que integrou a 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, que decorreu no passado Sábado. Ao longo destes anos, o Caleidoscópio LGBT tem participado em tertúlias e em sessões de esclarecimento em escolas e câmaras municipais. Muito do activismo passa também pela intervenção online. “Apostamos muito nas novas tecnologias da informação e comunicação. Somos, por exemplo, a organização com maior número de fãs e seguidores nas redes sociais.”

Paula Antunes considera que, apesar da aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, há muito trabalho pela frente. “Ainda há muita homofobia e discriminação. Isso só se combate com sessões de esclarecimento nas escolas e junto do público em geral. As pessoas pensam que com a aprovação do casamento está tudo acabado, mas não”, afirma a dirigente.

Mais fotos dezanove no Facebook.

Governadora do Havai veta casamento para não discriminar irmãos e primos que também quisessem casar (vídeo)

Em Maio passado a proposta de lei tinha sido aprovada pela Câmara dos Representantes do arquipélago, que faz parte dos 50 estados norte-americanos, mas no final da semana passada a governadora do Havai vetou a lei.   Linda Lingle vetou a lei do casamento para, justificou, não discriminar irmãos e primos que também quisessem casar. As declarações puderam ser ouvidas num programa de rádio antes de uma intervenção em directo.

Marcha Porto: Histórias de amor incondicional entre pais e filhos (vídeo)

Ao longo da Marcha do Orgulho LGBT do Porto foram várias as palavras de ordem, mas entre todas as vozes havia umas que se destacavam, mesmo sem megafones. Eram as mães e os pais da AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Libertação da Orientação Sexual). Alexandrina Varela faz parte do grupo de pais que se têm reunido no Porto nos últimos meses. “O objectivo é apoiar pais e mães e, por consequência, os filhos. Este é um ponto de apoio, esclarecimento e informação”, descreve.

Alexandrina Varela apareceu com a família na reportagem na TVI “Por vergonha de amar” onde o filho Pedro assumiu a sua orientação sexual. “Primeiro há um choque, mas a segunda fase é de aceitação. E aí entramos nós que também queremos fazer alguma coisa positiva pelos outros”, diz a mãe, enquanto os outros pais marcham e gritam palavras de ordem: “Sim, sim, sim, mães e pais estão aqui!”

“O meu filho também está a participar na marcha, já sabemos dele há dois anos. Agora a situação é muito diferente, sentimo-nos os agentes de uma mudança que tem de ser feita. Desde a reportagem houve dois entendimentos entre filhos e pais”, comenta a mãe de Pedro. Ao mesmo tempo Margarida e Paulo fundadores da AMPLOS continuam com as palavras de ordem: “Dizemos não, não, não à discriminação! Filho ama quem quiser, seja homem ou mulher!”

Após a exibição da reportagem, a associação AMPLOS tem sido abordada por mais pais do Grande Porto. Embora ainda sem sede própria, têm-se reunido de dois em dois meses na Cadeira de Van Gogh, um espaço portuense, mas estão disponíveis para encontros com outros pais aos Sábados à tarde. E uma mãe orgulhosa agarrada à faixa azul continua a descer a Rua Gonçalo Cristóvão com um bem alto “O que nos une afinal? Amor incondicional!”

 

Pedro Varela, que ostentou a faixa 'Existimos, Direitos Exigimos!', faz ao dezanove o balanço da participação na Marcha. ”É a segunda vez que participo e faço parte da organização”, afirma o jovem quase a completar 19 anos. As reacções menos positivas de ter aparecido na televisão foram de “alguns membros da família mais alargada. De resto, na rua as pessoas recebem-me de braços abertos” comenta. “Houve filhas que contaram aos pais e a situação correu bem e fiquei feliz por ter conseguido libertar alguém da vida dupla”, remata Pedro Varela.

 

Outro dos participantes da 5ª edição do orgulho LGBT no Porto, Tiago Lopes, trouxe o namorado espanhol, Hector Carretié, à marcha. “O que me trouxe aqui foi a solidariedade pela causa que representa, porque acho que é preciso dar a cara por estes temas, que fazem falta serem falados na sociedade de forma banal.” Hector Carretié vê a sociedade portuguesa avançar no bom caminho e aponta em declarações ao dezanove algumas das questões que ainda fazem falta alcançar: “Eliminar a homofobia e uma lei de identidade de género.” Os pais de Tiago Lopes também passaram pela marcha e disseram ao dezanove que tinham vindo “apoiar o nosso filho.” Para a mãe, “a felicidade dele é que conta. Imagino o que ele deve ter sofrido, bem que podia ter-nos contado antes”. O pai acrescenta “compreendemos perfeitamente esta luta”. Orgulhosos, os pais da família Lopes concluem: “Os filhos homossexuais não são bichos papões, o importante é aceitar, haver liberdade e respeito para todos.” 

 

                   

Mais fotos dezanove no Facebook.

Marcha Porto: Do Bolhão à Ribeira porque “para tristezas já bastam os impostos que temos de pagar”

Enquanto as palavras de ordem ecoavam nas ruas da Invicta, o dezanove quis saber o que pensavam os tripeiros de gema, e não só, que se cruzaram com a manifestação do Orgulho LGBT deste Sábado. Uma recolha de opiniões que começou na Praça da República e só parou na Ribeira, com uma passagem pelo sempre obrigatório Mercado do Bolhão.

 

Rui Martins, 45 anos, assiste à porta do supermercado aos preparativos do início da marcha na Praça da República. “É a manifestação da terceira via, não é? O conteúdo não sei”, comenta. “Acho bem a tudo [os mesmos direitos para os LGBT]” E quanto à adopção? “As pessoas têm de compreender que a modernidade leva a isso. O mal do mundo não é isso. É a ganância. Os homossexuais não me incomodam nada”, completa.

Elsa Gabriel, casada e com 53 anos, acompanha Rui e refere que só ficou a saber que ia decorrer a Marcha quando foi ao supermercado. “Um amigo meu que é homossexual não é a favor do casamento e eu também não sou, mas acho que devem ter os mesmos direitos”, diz Elsa. “O meu amigo não adere a estas coisas, talvez por ser uma pessoa conhecida”, declara.

 

José Luís, 33 anos, também na Praça da República, não hesita em descrever a Marcha: “É um comício gay e eles reivindicam os direitos deles a nível de sexualidade como qualquer ser humano.” E acrescenta: “Cada um gosta do que quer, não somos todos obrigados a gostar do amarelo. Acho que em Portugal não estamos preparados para ver dois homens num café aos beijos e aos ‘apalpanços'. Para mim e para o meu filho seria estranho. No entanto, não temos o direito de julgar, porque não somos ninguém. Conheço bastantes gays e só não gosto dos gays femininos.” Na opinião de José Luís, os gays são pessoas mais cultas, com alta formação, sabem falar e por isso têm capacidade de educar crianças, porque isto [homossexualidade] “não se pega”.

 

À entrada de Rua de Santa Catarina, duas amigas espreitam à porta de uma loja e dizem ao dezanove que não têm nada para comentar sobre a Marcha. “Agora o mundo é como quer. É uma moda. Eu só sei que ainda querem mais direitos. Já se podem casar e agora querem perfilhar. Acho que estão a pedir de mais”, diz Maria José. “Eles são felizes assim, a vida é deles… Para tristezas já basta o governo e os impostos que temos de pagar”, contrapõe a amiga Isaura. Maria José comenta que não conhece nenhum homossexual, a não ser “os travestis que andam aqui na rua”, uma figura pública que ia “ao bar dos gays” e a filha de um vizinho de Vila do Conde que tem “uma profissão de homem”. A amiga Isaura volta a discordar: “As profissões não têm nada a ver, se fosse pelas profissões não havia mulheres polícia e agora na tropa. Não podemos entrar por aí.”

Miquelina, 78 anos, assiste à marcha com o marido José Augusto na soleira de uma loja da Rua de Santa Catarina. “Para nós está tudo bem.” Afirma não conhecer homossexuais, “só ouço falar”. Uma provocação: estará uma criança melhor num orfanato do que com um casal de homossexuais? Miquelina é peremptória: “com um casal, claro. Todos têm os seus direitos, os gostos são relativos, no tempo de antigamente é que não podia ser, [os homossexuais] são pessoas educadas, respeitam as pessoas.” Ainda tentamos ouvir a opinião de José Augusto, mas a esposa rematou com “as crianças têm de ser preparadas para tudo e os seniores também. Acho giro. As pessoas têm de transmitir aos outros o que querem e o que são.”

 

Enquanto os manifestantes estavam sentados na Rua de Santa Catarina, o dezanove foi falar com um grupo de jovens, três espanholas e dois portugueses. “Viemos cá por causa deste nosso amigo. Sempre soubemos que ele era [homossexual] e estamos aqui para o apoiar”, dizem.  

 

 

 

Ao lado do mercado do Bolhão, Isabel Cunha Lopes e Fernanda Pereira, na casa dos 50 anos, desciam a rua de forma apressada. Saberão qual foi a manifestação que estava a decorrer? “Não sei, sei que era alguma coisa revolucionária, ouvi a Grândola Vila Morena e outra do Sérgio Godinho”, conta Isabel. Depois de informada, Isabel diz-nos que não tinha associado estas músicas à manifestação dos homossexuais. E acrescenta: “lá por eu não ser, desde que não interfira com a minha vida está tudo bem. Concordo com tudo.” E relembra a opinião da neta de oito anos: “Normal não é, mas temos de respeitar toda a gente”. Fernanda Pereira remata “a cor da pele, a raça, a política das pessoas não interessa, o que interessa é a chave da paz, não da guerra.” 

 

Cecília Lee, Lorraine Wer e Maria Yi, com cerca de 20 anos, são umas turistas chinesas de passagem pelo Porto. Contam logo que na China existem muitos gays, mas não existem marchas do orgulho gay. Confidenciam que na China a cultura gay é considerada “cool” especialmente pelos mais novos. E despedem-se dizendo: “We support gay rights”.

 


Mais fotos dezanove no Facebook.

Porto Pride: Da noite de festa ao raiar da SOL

Após uma tarde de celebração e reivindicação nas artérias portuenses, a noite começou tímida à porta do Teatro Sá da Bandeira. Os espaços das associações e colectivos LGBT e de defesa dos direitos humanos foram os primeiros a ser ocupados. No rés-do-chão podiam encontrar-se os bares e no primeiro andar as mesas de divulgação do dezanove, do MICA-me, da recente equipa de rubgy gay portuense - Oporto Spartans, do Caleidoscópio LGBT, das Panteras Rosa, SOS Racismo Porto, Check-in, UMAR, entre outras. Era a oportunidade dos presentes no teatro, transformado para receber o Orgulho, de ficarem a conhecer um pouco mais dos projectos que se estão a desenvolver em prol das mais variadas causas na cidade Invicta, mas não só.


A meio da noite a pista de dança já se encontrava repleta para assistir aos espectáculos de transformismo. Roberta Kinsky inaugurou o palco com uma performance de "Can't be tamed" de Miley Cirus. Pelo palco passaram ainda Elsa Martinelli, Tiago Tib e Natasha Semmynova entre outros intérpretes trans da noite portuense que intercalaram as actuações com a música pop e rock dos tops seleccionada pelos DJs presentes.


A noite do Orgulho LGBT organizada pelo PortugalGay.pt e pelo bar Boys r Us reservava ainda uma surpresa face aos anos anteriores: uma mensagem de Rui Rio, que foi lida por Miguel Pereira, dono do bar portuense. Abordando o tema do respeito pela diferença e reconhecendo a luta dos cidadãos LGBT, a missiva foi também projectada exibindo até a assinatura do presidente da Câmara Municipal.  De seguida, Miguel Pereira entregou o donativo no valor de 3247,45 euros referente à edição transacta do Porto Pride à presidente da Associação SOL, associação que alberga crianças afectadas e infectadas pelo VIH. Em declarações ao dezanove, Teresa Almeida confirmou que esta verba se trata de "uma importante ajuda para os projectos e para as férias das crianças acolhidas pela instituição. É fantástico não tendo a SOL nenhuma filial aqui sermos tão bem recebidos pelas pessoas do Porto, que são as primeiras a serem solidárias. É algo que me comove".


A presidente da associação informou estarem neste momento a cargo da SOL 22 crianças entre os cinco meses e os 16 anos e lamentou faltar à sociedade portuguesa "cultura, informação e um olhar atento para que estas crianças sejam felizes como todas as outras". A representante da SOL acrescentou que "gostaria que houvesse um maior empenho das entidades públicas que mandam as crianças para a instituição, mas que impedem a associação de melhor desenvolver o seu trabalho por falta de apoio." 


A presidente da associação fundada há 18 anos e galardoada pela UNESCO frisou que "estas crianças são do país."


E a música durou até de manhã e o Porto amanheceu com mais orgulho.


 


 Mais fotos dezanove no Facebook.

Marcha Porto: Os principais destaques na imprensa (vídeo)

SAPO Notícias - Marcha Orgulho LGBT: O dia do “arco-íris” no Porto (vídeo e fotos) A quinta Marcha do Orgulho LGBT decorreu neste sábado no Porto. 15 instituições e muitos cidadãos saíram as ruas para reivindicarem mais igualdade para homossexuais e transexuais e também para celebrarem o que já foi conseguido. A aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi motivo de celebração nesta Marcha de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) mas outros temas fizeram parte da reivindicação e protesto dos participantes. “A questão da parentalidade, da adopção, da identidade de género e do acesso médico mais fácil para a mudança de sexo” foram as principais bandeiras desta quinta Marcha LGBT na Invicta, explicou ao SAPO Marta Pereira da SOS Racismo. Sob o mote “Existimos, direitos exigimos” a Marcha começou na Praça da República mas foi na Rua de Santa Catarina que teve o seu momento alto com a leitura do manifesto. Não era possível calcular o número exacto de participantes mas Patrícia São João, da Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidade entre Mulheres e Homens, esperava que a Marcha reunisse mais pessoas do que no ano passado, quando estiveram “cerca de mil participantes”. Entre as bandeiras do arco-íris, símbolo das minorias sexuais e da diversidade, encontravam-se pessoas de todas as idades mas principalmente muitos jovens. A Marcha é também uma forma de combater “preconceitos” e “mostrar que os homossexuais, as lésbicas, os bissexuais e os transgéneros são pessoas como todas as outras”, disse Hélder Pereira, um dos participantes.

 

Diário de Notícias - Marcha celebra casamentos 'gay'

A 5.ª Marcha do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros) no Porto decorreu ontem na capital do Norte para celebrar as conquistas conseguidas, como o casamento homossexual, que desde há um mês é permitido em Portugal. Além disso, a LGBT quer marcar o "início de novas lutas". "Foi um ano de conquistas mas também de abertura para novas lutas e continuação de outras, entre elas a da adopção, co-parentalidade, inseminação artificial e direitos dos transexuais", realçou Nuno Moniz, da organização da 5ª Marcha do Orgulho LGBT. A marcha começou na praça da República e segue pela rua Gonçalo Cristóvão, desceu a rua de Santa Catarina, a 31 de Janeiro e acabou na Praça D. João I, em frente ao Rivoli, local onde foram feitas as intervenções pelas organizações que promoveram o evento e depois um pequeno momento de música e diversão para os participantes. Nuno Moniz recordou que a primeira marcha LGBT na cidade do Porto surgiu com o caso da Gisberta, um travesti que morreu na sequência de uma violenta agressão por rapazes.
 

Pela parentalidade, pela adoção, pela igualdade de género e, sobretudo, contra a discriminação. Foram estas algumas das motivações que levaram este sábado centenas de pessoas a participar na 5. Marcha do Orgulho LGBT, no Porto, uma celebração pelas últimas conquistas.

Foi na Praça da República, no Porto, que as centenas de participantes na 5. Marcha do Orgulho LGBT se reuniram para iniciar aquilo que foi um misto de celebração pelas últimas conquistas - a aprovação na Assembleia da República do casamento entre pessoas do mesmo sexo - e de reivindicação por outros direitos. Homens, mulheres, transexuais, jovens, crianças e até animais. A participação nesta marcha foi diversificada, com a festa a ser colorida por balões, bandeiras e tarjas, ao som de diferentes músicas debitadas por um camião, também ele devidamente decorado. Segundo Marta Pereira, membro da organização, "neste momento a grande questão é a parentalidade e a adoção", acrescentando que outro tema muito importante "prende-se com a igualdade de género relativamente ao acesso médico, para que as pessoas possam de uma forma mais rápida e mais acessível" mudar de sexo. "Paralelamente com o que faz nos outros países do mundo, a marcha é uma forma de dar visibilidade à comunidade, de trazer as questões para a rua, também de agitar um bocadinho as águas e a fazer as pessoas confrontarem-se com estas questões que nos afetam a todos", sintetizou uma das organizadoras, de que a questão do casamento homossexual foi uma primeira vitória e de que "há muita coisa por que lutar ainda". Marta Pereira salientou ainda o "enquadramento muito abrangente" da organização deste ano da marcha, identificando o Grupo XY, da polícia, os sindicatos, os partidos políticos e as associações com trabalho na esfera dos direitos humanos. Presente nesta concentração esteve a AMPLOS -- Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual, que como foi criada há apenas nove meses - tendo já neste momento 40 pais associados - é a primeira vez que participou nesta marcha do Porto.  À Lusa, a presidente da AMPLOS, Margarida Faria - cuja filha é homossexual e por isso decidiu iniciar o movimento - considerou que é urgente resolver a questão da parentalidade, condenando a discriminação a que as pessoas LGBT são sujeitas. Pedro Varela, que pela segunda vez participa nesta marcha, explica que esta ação "pretende sensibilizar as pessoas para o preconceito que as pessoas LGBT tem vindo a sofrer" em Portugal. "Já foi aprovado na Assembleia da República o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas ainda existem várias reivindicações por resolver como a questão da adoção e da parentalidade para as pessoas que já têm filhos. Existe todo um conjunto de direitos para as pessoas transexuais que ainda estão por saldar", disse.

                   

 

A Bola - Porto: Centenas de pessoas na 5ª Marcha do Orgulho Gay

 

Algumas centenas de pessoas juntaram-se, este sábado, na Praça da República, no Porto na 5ª Marcha do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). O objectivo era celebrar a mais recente conquista do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e reivindicar outros direitos como a parentalidade, a adopção, a igualdade de género e a luta contra a discriminação.

 

Esquerda.net - Mais de 2 mil pessoas na 5ª Marcha do Orgulho LGBT

Jornal SOL - As conquistas passadas e as lutas futuras em marcha LGBT no Porto

Agência LUSA/ Diário Digital - Marcha LGBT celebra casamento homossexual e reivindica adopção

Agência LUSA / Jornal i - Marcha LGBT celebra casamento homossexual e reivindica adopção

Agência LUSA / MSN Notícias - Marcha LGBT no Porto para celebrar conquistas deste ano e iniciar novas lutas

Rádio Voz do Neiva - Marcha LGBT celebra casamento homossexual e reivindica adopção

 

Mais fotos dezanove no Facebook.

Marcha Porto: O que reivindicaram os activistas LGBT

Com o tema da Família e mote “Existimos, Direitos Exigimos!”, a Marcha do Orgulho LGBT atravessou este Sábado as ruas da Invicta. As atenções dos transeuntes prendiam-se à passagem dos manifestantes. Um dos pontos altos ocorreu na Rua de Santa Catarina, onde se aglomeraram centenas de pessoas que, nesta tarde de Sábado, puderam ler os cartazes empunhados pelos activistas e ver as mais variadas manifestações de afectos dos participantes. Às 17h45, quando os participantes se sentaram na principal rua comercial da cidade, muitos olharam com surpresa para este gesto ao que se acrescentou a divulgação do manifesto da 5ª edição da marcha portuense: “Porque a rua é o palco de todas as lutas e celebrações de uma comunidade constituída por lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgénero, que está a vencer o medo e a vergonha de tantos anos, impostos por uma sociedade homofóbica e preconceituosa - séculos de discriminação e humilhações. A orientação sexual e a identidade de género, não nos diminui nem nos torna melhores seres humanos, mas temos orgulho na bandeira arco-íris, símbolo da diversidade e da visibilidade dos nossos amores. Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros”, pôde ouvir-se na Rua Santa Catarina. A marcha rumou depois para a Praça D. João I onde se reuniram as entidades organizadoras e se ouviram algumas das palavras mais fortes da tarde. O dezanove relembra as frases principais:

 

“Nós estamos aqui pelos que aqui não podem estar. O Caleidoscópio congratula-se e acredita que é importante trabalharmos unidos nesta luta. É de longe a maior marcha de sempre.” (Paula Antunes, Caleidoscópio LGBT)

 

“Eu tive um sonho, era surdo e não ouvia os disparates constantes e os risinhos fáceis que nos são direccionados, era cego e não via os olhares de repúdio que com todos os dias nos deparamos era mudo e não podia reagir a tanto absurdo que nos vai matando pouco a pouco, mas acordei. Estava na hora de dizer: Basta!” (Belmiro Pimentel, agente da PSP, Grupo Identidade XY)

 

"A bissexualidade não é uma questão de fé." (Paula Valença, Ponto Bi)

 

“É com orgulho que estamos aqui. Amamos quem quisermos, somos quem quisermos. No poliamor, amor não empata amor!” (Ana Afonso, Poli Portugal) 

A CASA “nasceu há um ano um projecto para combater as discriminações de género, denunciar práticas de violência de género e exigir a disciplina de educação sexual nas escolas” (Manuel Damas, CASA – Centro Avançado de Sexualidades e Afectos)

 

“É com grande motivo de orgulho que desde sempre lutamos pela igualdade entre todas e todos” (representante da Juventude Socialista)

“Foi com muita luta que conseguimos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas isso não chega! Foi apenas um pequeno passo. O nosso objectivo é viver numa sociedade sem qualquer tipo de discriminação, numa democracia justa. O silêncio é a arma mais poderosa da discriminação. Temos de lutar contra o silêncio e contra a sociedade que ainda recusa a uma pessoa transexual documentos para viver e lhe diz que é doente: não é! Queremos direitos já! Lutamos pelo direito à identidade.” (Ricardo Sá Ferreira, Bloco de Esquerda)

“Passaram 41 anos sobre Stonewall e chegamos aqui após vários muros. Quantos mais serão preciso derrubar? Não esperaremos nem mais um dia enquanto houver discriminação. Vivemos num mundo heterossexista que oprime as crianças nas escolas. Afiamos as garras contra as opressões e pelos nossos direitos!” (Irina Castro, Panteras Rosa)

Há 10 anos comecei a dar a cara pela cidade que eu amo. Passados cinco anos a Gisberta foi assassinada e não podíamos perder a oportunidade de pedir justiça. Resta agradecer-vos.” (João Paulo, PortugalGay.pt)

 

Nós reivindicamos os mesmos direitos entre homens e mulheres. Queremos o acesso à procriação medicamente assistida para as mulheres. Queremos uma sociedade mais justa com paridade e igualdade.” (representante da Rede Portuguesa de Jovens pela Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens)

Porque a discriminação não tem cor, religião, política, orientação sexual… Ainda há muito para lutar. Portugal apenas concedeu 140 pedidos de asilo e nenhum por orientação sexual. “ (Marta Pereira, SOS Racismo)

Feminismos e movimento LGBT encontram-se entrelaçados. Decidimos visibilizar as críticas as binarismo de género porque somos mais do que mulheres e homens, lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros: categorias inventadas de modelos ideais pelas quais nos deveríamos pautar.” (Lurdes Domingues, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta)

 

 "Estamos muito contentes por vermos tanta gente na marcha e agradecemos a todos os presentes por darem a cara para combater o heterossexismo.” (Sara Oliveira, MICA-me – Movimento de Intervenção Cultural e Artística LGBT)

 

“Somos pais e mães de gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros com muito orgulho. Viemos aqui dizer que temos orgulho dos nossos filhos, que não temos medo. Não vamos permitir que a sociedade os discrimine. Estamos ao lado de todos vós por uma sociedade mais justa. Pedimos aos pais que se aproximem dos pais e aos pais que se aproximem dos filhos.” (Margarida Faria, Amplos – Associação de Mães e Pais pela Libertação da Orientação Sexual)

Mais fotos dezanove no Facebook.