Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

E o Porto marchou pelo centro da cidade

A quinta Marcha do Orgulho LGBT do Porto terminou hoje na Praça D. João I, por volta das 19h, pondo fim a uma tarde de reivindicação que começou às 16h na Praça da República. Participaram 15 colectivos, com destaque para a AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) e para grupo XY, que integra o Sindicato Unificado da Polícia e é dirigido por Belmiro Pimentel, que participaram pela primeira vez na Marcha do Porto. À noite decorre no Teatro Sá da Bandeira, a festa Porto Pride. Segundo declarou Marta Pereira, membro da organização, à agência Lusa, “neste momento a grande questão é a parentalidade e a adopção”, acrescentando que outro tema em destaque nesta Marcha “prende-se com a igualdade de género relativamente ao acesso médico, para que as pessoas possam de uma forma mais rápida e mais acessível” mudar de sexo. “Paralelamente com o que faz nos outros países do mundo, a marcha é uma forma de dar visibilidade à comunidade, de trazer as questões para a rua, também de agitar um bocadinho as águas e a fazer as pessoas confrontarem-se com estas questões que nos afectam a todos”, completou. Terão participado mais de mil pessoas.

Mais fotos dezanove no Facebook.

Entrevista: "A Sparkling Party nasceu para ser uma festa anual de Verão"

A uma semana da 4ª edição da Sparkling Party, o dezanove foi entrevistar Pedro Bugarin, o produtor da festa gay de Verão da capital.


dezanove: Sendo esta já a 4ª edição da Sparkling Party, que surpresas estão previstas para os participantes que apareçam na Tapada da Ajuda?


Pedro Bugarin: Quem aparecer no Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda na noite de 17 de Julho, vai poder desfrutar de uma festa que tem vindo a crescer em produção, em apoios, em qualidade e sobretudo em público, conquistando um lugar especial nas festas LGBT que se vão realizando em Lisboa. A Sparkling Party [é] a mais antiga festa gay de produção independente regular a acontecer na capital. Sempre apostámos em DJs de qualidade. Este ano apresentamos para o warm-up o DJ Mike G que tem feito um grande trabalho na praia do Tamariz-Estoril e como cabeça de cartaz temos o DJ Gilvaia que já não precisa de apresentações, vindo a revelar-se como um dos DJs portugueses de maior visibilidade. Como surpresas especiais, temos um sorteio de uma viagem para duas pessoas com destino a Ibiza, oferta de um dos nosso parceiros (Colour Travel) e outras ofertas de empresas que colaboram connosco neste projecto. Tudo o resto é muito boa onda e gente gira.


 


Como surgiu a ideia de organizar estas festas em Lisboa? Como vê a noite LGBT da capital?


A ideia de produzir a Sparkling Party nasceu há três anos quando decidimos aproveitar aquela que consideramos ser a principal mais valia de Lisboa face a outras cidades e capitais, o facto de ter a 20 minutos do centro da cidade uma excepcional praia de frequência gay infelizmente muito pouco aproveitada. A Sparkling Party nasceu para ser uma festa anual de Verão a acontecer na praia. Infelizmente apenas a 1ª edição aconteceu na Caparica após a qual, por questões ligadas à produção e à falta de condições do local, decidirmos continuar este projecto em Lisboa.  Continuamos a pensar que Lisboa merece ter uma festa anual desta escala que a faça entrar na rota das grandes festas de verão que vão acontecendo pela Europa. A noite LGBT em Lisboa sofre de um problema de escala. Lisboa, apesar de ser uma grande cidade, não tem pessoas suficientes que se entusiasmem com projectos que justifiquem grandes investimentos por parte dos empresários da noite ou dos eventos. O universo LGBT continua a ser uma noite pequena que acaba por viver apenas das opções clássicas que passam pelo Bairro Alto, Príncipe Real e uma ou outra discoteca da cidade e mesmo quando aparecem novos projectos, essa visão conservadora, ou motivada pelo hábito, condenam esses projectos ao desaparecimento.



Pretendem continuar apenas com festas semestrais ou podemos até, em   breve, assistir ao  nascimento de um novo espaço nocturno?


A Sparkling  Party nasceu para ser uma festa anual. Este Inverno fizemos duas experiências: A Guerra dos Sexos, em que nos juntámos à Lesboa na produção de um evento comum, e a Sparkling Party Winter Edition. A parceria anual com a Lesboa será para manter, quanto à produção de uma Winter Edition não estamos ainda seguros de que vá continuar. A nossa grande aposta é fazer uma edição de Verão que entusiasme as pessoas. E não, não temos qualquer intenção de abrir um espaço nocturno em Lisboa. A Lisbon Attitude é uma produtora de eventos.



Que outro tipo de iniciativas é que a Lisbon Attitude, empresa que promove a festa, tem planeadas?
A Lisbon Attitude promove vários projectos ao longo do ano, nomeadamente as festas de anos 80 - Let´s Control the 80's que vai já na 8ª edição e o Bal Masqué que foi um êxito e que é definitivamente um projecto para continuar. Além disso, a Lisbon Attitude produz muitas festas para empresas ou marcas que por essa razão não são públicas. Ainda no decorrer de 2010 pensamos apresentar ao público uma nova festa que esperamos venha a ter êxito junto dos nossos fãs. Para já é segredo.



Este tipo de festas em várias cidades europeias costumam ser promovidas a nível internacional para captar turistas. Ainda estamos muito longe deste cenário?


Não estamos nada longe desse cenário, antes pelo contrário. A Lisbon Attitude, desde que lançou a Sparkling Party sempre procurou divulgar esta festa lá fora. Um dos nosso objectivos sempre foi a promoção externa e a inclusão de  Lisboa no roteiro deste tipo de festas que vão acontecendo pela Europa. Logo no primeiro ano  assinámos um acordo com o principal grupo de média para o universo LGBT em Espanha o Grupozero, que sempre foram nossos parceiros. Além disso aproveitámos todos os canais ao nosso dispor via internet para divulgar esta festa pela Europa.


O que mais está a ser feito para vender a festa lá fora?



Este ano, através de um acordo com a Colour Travel, a Sparkling Party está a ser «vendida» lá fora juntamente com um pacote de fim-de-semana em Lisboa, que inclui avião, hotel e festa. Posso dizer que já temos um número simpático de estrangeiros inscritos neste programa, sobretudo franceses e espanhóis. Muito está ainda por fazer, mas a verdade é que a nossa escala continua a ser muito pequena. Penso que a estratégia passa sobretudo pelas parcerias, que em Portugal nem sempre são fáceis de conseguir. Pela nossa parte penso que temos feito um esforço significativo.


Data: 17 de Julho

Local: Instituto Superior de Agronomia – Tapada da Ajuda, Lisboa

Entrada: 15 euros (com oferta de uma bebida)

Hora: 23:00 – 06:00




 


O dezanove está a oferecer entradas aos seus leitores, vê como participar aqui.

Mundial: O espanhol mais bonito (vídeo)

Espanha e Holanda vão disputar no domingo, dia 11 de Julho, a final do Mundial de Futebol, pondo fim a um mês de competições que decorreram na África do Sul. O site espanhol LGBT DosManzanas.com decidiu perguntar aos seus leitores qual o jogador da La Roja que os fariam corar. O eleito destacado entre os participantes neste inquérito foi Gerard Piqué, com 33 por cento dos votos. Seguiram-se Cesc Fàbregas (9%) e Iker Casillas e Xabi Alonso (8% respectivamente) Fernando Torres (7%), Pepe Reina (6%) e Victor Valdés (6%).

                    

Mais notícias dezanove sobre o Mundial aqui.

Portugal vai reconhecer casamentos feitos no estrangeiro antes da aprovação da lei

O casamento dos portugueses que casaram com pessoas do mesmo sexo no estrangeiro, antes da entrada em vigor da lei sobre uniões entre pessoas do mesmo sexo em Portugal, vai ser reconhecido pelo Estado português, informou hoje o Ministério da Justiça. “O princípio geral é que o casamento celebrado legalmente em ordem jurídica externa pode vir a ser reconhecido em Portugal”, de acordo com um esclarecimento deste ministério publicado na agência Lusa.

A informação surge após uma notícia da agência Lusa que dava conta de impedimentos no reconhecimento dos casamentos contraídos por cidadãos portugueses no estrangeiro, com pessoa do mesmo sexo, antes da entrada em vigor da nova lei do casamento. Entre 31 de Maio (dia em que a lei foi publicada) e 3 de Julho, foram realizados 18 casamentos homossexuais em Portugal. Estão agendados mais 33 casamentos até ao final do ano.

Jesus na Playboy leva ao fim da revista em Portugal (fotos)

A edição portuguesa da revista Playboy deverá fechar, depois de os responsáveis norte-americanos pelo título terem tomado conhecimento da produção fotográfica de homenagem a José Saramago, publicada na última edição. "Não aprovámos a capa e restantes fotografias do número de Julho da Playboy Portugal. Trata-se de uma violação chocante das nossas normas e não teria sido permitida a publicação se tivéssemos conhecimento antecipado. Devido a esta e a outras questões com os editores portugueses, estamos prestes a rescindir o nosso acordo”, disse Theresa Hennessy, vice-presidente da Playboy Entertainment, em declarações ao site Gawker. A produção, que foi intitulada O Evangelho Segundo Jesus Cristo, incluía fotos onde se  vê Jesus a observar um casal de lésbicas a beijarem-se ou ao lado de uma prostituta na rua. A revista foi lançada em Portugal pela editora Frestacom. A editora adiantou ontem que ainda não tinha sido contactada pela detentora da marca norte-americana a propósito desta questão.

Porto Pride: Da nega da Capital da Cultura à mensagem de Rui Rio

O dezanove foi falar com João Paulo, o organizador da festa para todos os gays, lésbicas, bissexuais, trans e heterossexuais descomplexados da cidade do Porto, que faz o balanço destas 10 edições do Porto Pride.

dezanove: Muito mudou no país desde que organizou o primeiro Porto Pride há 10 anos. Quais as principais dificuldades que teve de enfrentar nessa altura?

João Paulo: Sou um mau exemplo pela positiva... Tive mais receio em relação à reacção à festa propriamente dita por parte dos habitantes da cidade. Receio infundado pois, nos dias depois da festa, tive muitos elogios de pessoas anónimas nas ruas cidade. A organização da festa teve muitas discussões, alguns conflitos, mas no momento da festa tudo estava orientado de forma a garantir um evento de sucesso, como efectivamente aconteceu. A nível pessoal foi complicado ter de me identificar publicamente como gay: especialmente para a minha família que não estava preparada para ter um familiar que dizia "sou homossexual" na televisão.

 

Qual tem sido o papel da Câmara do Porto nas celebrações do Porto Pride? Gostaria de ver as autoridades locais mais envolvidas nas comemorações do Orgulho?

O Porto Pride sempre foi independente. Nunca tendo solicitado nenhum apoio camarário. Aliás, este ano contamos com uma agradável mensagem do dr. Rui Rio de apoio ao Porto Pride 2010. Contudo no longínquo ano de 2001, em que o Porto era Capital Europeia da Cultura, tentamos o apoio desta organização mas foi negado.

 

Este ano decorreu pela primeira uma semana antes do Porto Pride a festa Love Pride, que também decorreu no teatro Sá da Bandeira. O que pensa desta nova iniciativa?

Essa iniciativa não tem nada de novo... Os organizadores do evento fizerem um idêntico no ano passado em Agosto, mas este ano tentaram descaradamente aproveitar-se da fama do Porto Pride. Convém recordar que o evento Porto Pride reverte a favor de instituições com história e provas dadas reconhecidas e que não estão relacionadas com a organização. O Porto Pride é um evento para todos os LGBTH mas vai mais longe ao mostrar que podemos ajudar a sociedade em geral.

 

Que surpresas é que estão preparadas para o Porto Pride deste ano?

Se eu contasse deixavam de ser surpresas. O Porto Pride tem marcado posição por inovar todos os anos sem fazer grandes revoluções. Por exemplo, este ano iremos ter parque de estacionamento a preço reduzido, vamos sortear entradas para uma mega-festa de Verão que vai acontecer duas semanas depois e haverá outras pequenas ou grandes surpresas.

 

Há uma parte das receitas que é destinada a ONG ou entidades de interesse público. No ano passado que verba foi entregue à Associação SOL? Pensa ultrapassar este montante em 2010?

No ano passado foi conseguida uma verba superior a 3200 euros que irá ser entregue este ano no palco à dra. Teresa d'Almeida, presidente da Associação Sol. É claro que esperamos angariar um donativo maior este ano, mas é sempre muito difícil fazer estimativas sobre os consumos no evento. Há anos em que se bebe muito há outros em que as pessoas se retraem.

 

A fechar, a eterna questão Lisboa-Porto. Como olha para as comemorações do Orgulho de Lisboa? O que é que o Porto podia aprender com Lisboa e o que é que as comemorações de Lisboa podiam aprender com o Porto?

No Porto, o Porto Pride é feito em diálogo constante com a organização da Marcha. Algo que se perdeu por completo em Lisboa... Por exemplo, o Porto Pride começa às 22 horas, precisamente para não entrar em "conflito" com a Marcha. Obviamente o Porto Pride é muito mais independente pois não depende do poder político para existir e já diz o ditado: "Não é o tamanho que importa, é o que fazes com ele". Relativamente às Marchas – faço parte da organização da Marcha do Porto e fiz parte da organização de Lisboa por vários anos – acho que há formas de acção diferentes próprias de cada cidade, não que sejam umas melhores que as outras... A do Porto talvez por ser mais recente reflecte actualmente uma maior vitalidade.

 

Data: 10 de Julho

Entrada: 10 euros (com oferta de uma bebida)

Local: Teatro Sá da Bandeira, Porto

Hora: 22:00-08:00

Facebook censura capa do álbum dos Scissor Sisters

A rede social Facebook considera a capa do novo álbum dos Scissor Sisters “inapropriada e demasiado explícita”. O Facebook alega que esta imagem não é coerente com a política da empresa e que implica que a campanha publicitária prevista na rede social não siga em frente. A empresa refere nos artigos 3 e 8 do seu Guia de Publicidade que “imagens demasiadamente explícitas, provocadoras, ou que mostram a corpo de maneira excessiva não são permitidas”.


O álbum Night Work foi lançado em Junho e que tem a capa uma fotografia tirada por Robert Mapplethorpe. “É um rabo sublime e nem é preciso ser gay ou hetero para o constatar. Além disso, é um rabo com história, pertence ao dançarino prodigioso Peter Reed, um rapaz sublime que morreu nos anos 90”, descreveu Jack Shears, vocalista da banda.

Sábado marcha-se na Invicta (vídeo)

No próximo Sábado dia 10 de Julho realiza-se a 5ª Marcha do Orgulho LGBT na cidade do Porto.

Às 16 horas reunir-se-ão na Praça da República sob o lema "Existimos, Direitos Exigimos" várias associações e colectivos para as intervenções, num dia que, segundo a organização, pretende ser "uma festa para assinalar o orgulho pela diferença, visibilidade e a proposta de uma sociedade livre de discriminações".

No manifesto enviado à imprensa pode ler-se "somos pessoas, de muitas origens e convicções, mas [...] juntas na rua com a cara levantada e a certeza de que o futuro só depende daquilo que soubermos fazer dele." 

 O percurso da marcha inicia-se na Praça da República e terá como rumo a Praça D. João I, atravessando as seguintes artérias da cidade (ver mapa): Viaduto Gonçalo Cristóvão - Rua Gonçalo Cristóvão - Rua de Santa Catarina - Rua 31 de Janeiro - Rua Sá da Bandeira antes de chegar à Praça D. João I (frente ao Teatro Rivoli).


A edição de 2010 da marcha portuense conta com 15 entidades entre associações, colectivos e forças partidárias: Bloco de EsquerdaCaleidoscópio LGBT, CASA - Centro Avançado de Sexualidades e Afectos, Grupo Identidade xy - sindicato unificado da Polícia,  Juventude Socialista, MICA-mePanteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, Partido Humanista, Poly-Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SIPE - Sindicato Independente de Professores e Educadores, SOS Racismo e UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta.



       

Polícia vai ter formação para crimes homofóbicos

A ILGA Portugal vai promover acções de formação junto das forças policiais nacionais para alertar as autoridades para os crimes homofóbicos. "O objectivo do primeiro projecto de formação sobre crimes homofóbicos é tornar as forças policiais aliadas dos cidadãos LGBT. Iremos ainda promover formações junto destas entidades e monitorizar de várias formas os crimes de ódio e o porquê que a motivação por orientação sexual deve ser considerada uma agravante", disse ao dezanove Joana Almeida, assessora da ILGA Portugal. Este projecto, que conta com a colaboração do Ministério da Administração Interna, engloba nove países e tem, em Lisboa, tem a esquadra do Bairro Alto/Príncipe Real como parceira. Está ainda prevista a criação de um site para que as denúncias de crimes homofóbicos partam da própria sociedade civil.

Dos homens de saia à estética trans

As exposições da primeira edição do Estoril FashionArt Festival encerram a 11 de Julho. Entre os muitos eventos que têm decorrido no concelho de Cascais, o dezanove destaca duas propostas: os homens de saia e os projectos de Luis Venegas.


A instalação “Hombresenfalda”, localizada na Marina de Cascais, apresenta 110 manequins de saias que exibem uma das mais controversas peças de vestuário para uso masculino. A exposição atesta a sua presença nas antigas civilizações até às mais recentes propostas dos criadores de moda. A exposição, que já passou por Madrid, Sevilha e Valência, integra também as propostas dos criadores portugueses Ana Salazar, Dino Alves, Filipe Faísca, Nuno Baltazar e Ricardo Dourado e Miguel Vieira, a que se juntam peças de Giorgio Armani, Missoni, Roberto Verino, Vittorio & Lucchino.


Na rua Frederico Arouca, n.º 404, encontra-se a exposição “Luis Venegas - Greatest Hits”. O criador tem 31 anos e é publisher na cidade de Madrid. A sua obra é a emboscada das suas várias personalidades a que chamou Fanzine137, Electric Youth ou Candy. Luís Venegas leva para as suas publicações a iconografia camp, o elogio da juventude, a arte e as questões de gender. Tudo servido com uma estética queer qb. As revistas, cujos preços variam entre os 21 e os 27 euros, encontram-se esgotadas. Esta é a primeira edição do Estoril FashionArt Festival, que tem Espanha como país-tema.

Apenas um terço dos espanhóis demonstra publicamente afecto

Apenas 32 por cento dos gays e lésbicas espanhóis demonstram publicamente afecto em relação a pessoas do mesmo sexo, de acordo com um estudo do portal online Parship.es. Dos 500 inquiridos, somente 13% admitiram não sentir qualquer tipo de rejeição social pela sua orientação sexual. Os autores do estudo referem que “apesar da crescente aceitação social e política, como a legalização do casamento gay”, os resultados são surpreendentes já que 68% evitam demonstrações públicas de afecto com o parceiro porque se sentem “julgados”, pelo medo de rejeição da sociedade ou pelos comentários das pessoas.

Canal de televisão espanhol multado por anúncio homofóbico (vídeo)

 

O Ministério da Indústria de Espanha multou em 100 mil euros o canal de televisão Intereconomía por um anúncio promocional da própria estação considerado homofóbico. Emitido 273 vezes entre 22 de Julho e 17 de Setembro do ano passado, o filme contrapunha ao Dia do Orgulho LGBT os “364 dias do orgulho de pessoas normais comuns”.

A pena é o resultado do processo instaurado pelo Ministério da Indústria, após uma queixa apresentada por um cidadão junto do Conselho do Audiovisual da Andaluzia. O Ministério considera que o vídeo viola a lei de rádio e televisão, que afirma que a publicidade não pode pôr em causa o respeito pela dignidade das pessoas ou das seus crenças religiosas ou políticas ou fazer qualquer discriminação em função do nascimento, raça, sexo, religião, nacionalidade ou opinião. O Intereconomía TV pode recorrer desta decisão.

 

O orgulho de Madrid saiu à rua

J.Albarrán / FELGTB

Estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham participado ontem nas celebrações do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero nas ruas de Madrid.

Na primeira linha da manifestação estava a ministra da Igualdade espanhola, Bibiana Aído, entre outros políticos da esquerda espanhola, como Pedro Zerolo do PSOE, representantes de sindicatos e da cidade de Madrid, movimentos da sociedade civil e Suku Alexander, transexual israelita.

O lema da manifestação deste ano "Pela Igualdade Trans" pretendeu chamar a atenção para os direitos das pessoas transgéneros num "Ano para Trans-formar”, segundo a organização "uma oportunidade para formar sobre a realidad trans e mudar a ideia preconcebida que existe". Pretende-se, por exemplo, a cobertura total por parte da Segurança Social dos custos com as operações de reassignação de sexo. Este ano assinala-se de igual forma os cinco anos da possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país vizinho.

 

As associações LGBT presentes apelaram ainda através de cartazes para que o Partido Popular espanhol retirasse o recurso de inconstitucionalidade da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e chamaram a atenção para a visbilidade das pessoas seropositivas.

 

A manifestação organizada pelas associações FELGTB e COGAM contou com a presença de 56 associações espanholas defensoras dos direitos dos homossexuais e com 35 carros que integraram o desfile. O primeiro deles era um autocarro de dois andares com o tema "famílias diversas" onde as famílias lésbicas, gays, transexuais e bissexuais puderam dar visibilidade à sua realidade familiar e desfrutar com orgulho dos seus filhos.

A organização destaca que "o evento que mobiliza mais pessoas em Madrid, conseguiu mais uma vez voltar a celebrar-se sem incidentes, prevalecendo a  uma convivência correcta, o respeito e a pluralidade e a hospitalidade da capital espanhola." 

 

À noite a animação musical ficou a cargo de vários artistas entre os quais Daniel Diges, representante de Espanha no Festival Eurovisão da Canção, e a cantora australiana Kylie Minogue que apresentou duas canções do seu novo álbum.

 

Esta edição foi também marcada pela campanha "orgulho sustentável". Devido a ter assegurado locais alternativos para a concentração pós-marcha, a organização da marcha de Madrid afirma ter reduzido 70% das barras condicionadoras das ruas do bairro de Chueca e ter reduzido em 50% o impacto acústico na programação deste ano. Recorde-se que os habitantes de Chueca tinham manifestado o seu descontentamento face às perturbações que estas comemorações causavam.

 

J.Albarrán / FELGTB

 

Pág. 3/3