Na verdade trata-se da terceira edição de uma feira do livro, depois de há 10 anos, ter ocorrido a primeira iniciativa do género. Fátima Santos, da associação ILGA Portugal, explica ao dezanove que decidiram relançar este evento porque algumas pessoas “tinham dificuldade em encontrar estes livros em livrarias ou porque podem não se sentir à vontade para adquirir estes livros nas lojas.” E acrescenta que “este ano inovamos ao trazer ao evento as conversas com os escritores e uma exposição de fotografia concebida especialmente para esta ocasião.”
A cerca de uma centena de visitantes diária que em média tem passado pelo local, poderá, neste último dia, encontrar à venda nos expositores mais de uma centena de títulos das principais editoras nacionais e cujos valores oscilam entre os 4 e os 20 euros. “A selecção é feita quer pela temática LGBT, quer pelos autores ou ainda por temas relacionados como, por exemplo, o feminismo e que tenham a ver com os objectivos da associação e com Direitos Humanos”, afirma a activista Fátima Santos. Livros como “Kamasutra Gay”, “A verdade sobre o clítoris”, “Homossexuais no Estado Novo” entre outros podem ser adquiridos no centro LGBT. A coordenadora do Centro de Documentação Gonçalo Diniz, integrado no centro LGBT, destaca “De onde venho” e “Por quem me apaixonarei?” editados pela associação ILGA Portugal e “direccionados para um público infantil por 10 euros”.
O encerramento da feira do livro dará lugar esta noite à Festa de Halloween a partir das 22h30.
As voluntárias, que mantêm a gestão administrativa da associação, lançaram um repto através de uma carta dirigida às sócias com o “principal objectivo motivar o aparecimento de listas candidatas às próximas eleições”, diz Eduarda Ferreira, em declarações ao dezanove. Após 10 anos de ligação ao Clube Safo, Eduarda Ferreira acrescenta que “a sua dissolução será uma perda para o movimento LGBT. Espero que este 'fim anunciado' faça movimentar um grupo de mulheres que tome em mãos este projecto”.
O Clube Safo constitui um marco fundamental para a visibilidade lésbica em Portugal, por ter sido a primeira associação que, de forma continuada, organizou actividades de e para mulheres que se assumiram publicamente como lésbicas e adoptaram uma postura de defesa dos direitos das lésbicas com intervenção social e política. A associação foi responsável pela edição do boletim lésbico Zona Livre, a publicação lésbica de maior duração em Portugal. Em 10 anos lançou 60 números.
Eduarda Ferreira é uma das vozes que se destacou no movimento LGBT português, dedicando-se agora com outras mulheres ao Grupo LES e à LES Online, uma publicação digital gratuita de divulgação de estudos e investigações de carácter científico, projectos de intervenção e artigos de opinião relacionados com a temática lésbica.
Com mais de 5 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, Perry transformou-se rapidamente num ícone da música pop rock.
O seu mais recente single “Fireworks” promete causar polémica nos círculos mais conservadores por mostrar um, ainda que breve, beijo entre um casal homossexual.
“Fireworks” marca uma mudança no estilo da artista que mostra o seu lado mais maduro e sério. O vídeo, bem diferente do tom divertido de trabalhos anteriores, transmite uma mensagem positiva de esperança e auto-confiança.
Este parece ser o ano de Katy Perry, que além de ter batido recordes de vendas irá casar-se com o comediante britânico Russel Brand. Entre os convidados estará a melhor amiga da cantora, Rihanna, que será uma das damas-de-honor. A cantora dos Barbados disse recentemente que deseja colaborar musicalmente com a sua melhor amiga, isto é, BFF (best friend forever).
Fireworks é o terceiro single a ser retirado do álbum “Teenage Dream” e é uma das faixas escolhidas para o jogo “Just Dance 2”.
Kate Perry actua no Campo Pequeno, em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 2011.
Lúcia Vieira
Lisboa juntou-se hoje, 23 de Outubro, a outras 30 cidades que em todo o mundo exigem a despatologização das identidades trans e a sua retirada dos manuais DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) e ICD (International Classification of Diseases), que serão revistos em 2013 e 2014 respectivamente.
Os colectivos Panteras Rosa, UMAR, não te prives, Opus Gay, PolyPortugal, GAT Portugal e o Portugal Gay convocaram uma acção de rua este Sábado no Chiado que consistia em distribuir um panfleto com o manifesto no que se pode ler “uma lei geral sobre identidade de género, que não patologize as identidades trans e que permita lutar mais eficazmente contra todo o tipo de discriminações de que são alvo, por exemplo no emprego, na habitação, no acesso à saúde, é vital.” Os colectivos lembraram ainda os assassinatos transfóbicos de Gisberta, há quatro anos, no Porto, e de Luna, em Lisboa, dois anos depois.
Recorde-se que a 1 de Outubro foram aprovadas na Assembleia da República duas propostas (uma do Governo e outra do Bloco de Esquerda) de alteração da lei que regula o procedimento de mudança de sexo e nome próprio no registo civil. Destas propostas será apurada uma única, que no entanto, deixará de fora a questão da despatologização.
A 10 de Fevereiro, França foi o primeiro país do mundo a retirar a transexualidade da lista de patologias. Em Espanha o governo declarou que concorda com a despatologização do transgenderismo, mas ainda não mudou a lei.
Vídeo: Stop Trans Pathologization.
A Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, juntou-se à campanha “It Gets Better”. A campanha, à qual se estão a juntar vozes de vários quadrantes, alerta para as agressões físicas e psicológicas de que os jovens LGBT, ou outros percepcionados como tal, são alvo.
Vista por muitos como a mulher mais poderosa do mundo, a Secretária de Estado da administração Obama reage na sequência das mortes dos seis jovens norte-americanos vítimas de bullying. Numa mensagem com cerca de dois minutos e meio, Hillary Clinton diz aos jovens gays que eles não estão sozinhos, que não desanimem, porque tudo vai melhorar:
“A história da América é constituída por pessoas que se uniram, que ultrapassaram barreiras e lutaram pela igualdade. Não só em benefício próprio, mas a favor de todos. […] É notório o progresso que as mulheres, minorias religiosas, gays e lésbicas alcançaram ultimamente e que agora lhes permite viver livremente e com orgulho. […] Orgulho-me do trabalho desenvolvido pelos colaboradores LGBT que estão connosco aqui ou nos gabinetes no estrangeiro. Contudo, não foi assim há tão pouco tempo que estas pessoas não podiam exercer as suas funções por pertencerem a uma minoria. Mas tal como as coisas melhoraram para eles, também vão melhorar para vocês. Sejam corajosos, tenham esperança e lembrem-se que a vossa vida é valiosa e que não estão sozinhos. Muitas pessoas estão a apoiar-vos, mandam força e rezam por vocês. Eu sou uma dessas pessoas. Tomem bem conta de vocês!”
Esta quarta-feira as vítimas foram lembradas nas redes sociais por todo o mundo no designado Spirit Day.
Esta quinta-feira, dia 21, foi a vez do Presidente dos EUA, Barack Obama mostrar o seu apoio à campanha It Gets Better. O vídeo pode ser visto aqui.
O Grupo Gay da Bahia revelou que o assassínio de homossexuais aumentou 62% entre os anos de 2007 e 2009 no Brasil. O país torna-se num dos mais perigosos do mundo para homossexuais. A associação de defesa dos direitos LGBT disse ao jornal O Globo que estas estatísticas deveriam ser um dos assuntos principais na segunda volta das eleições presidenciais, que vão decorrer a 31 de Outubro, juntamente com o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Marcelo Cerqueira, presidente do grupo, disse ao jornal que “infelizmente a homofobia é um dos aspectos da sociedade brasileira que força os homossexuais a viverem escondidos. Gays, lésbicas e transgéneros são assassinados de modo cruel, muitas vezes aparecendo com o rosto desfigurado e ainda são considerados culpados em vez de vítimas.”
Em 2009 foram registados 198 assassínios, 187 em 2008 e 121 em 2007. Em comparação, no México registaram-se 35 mortes no ano passado.
Luiz Mott, antropologista e ex-presidente do Grupo Gay da Bahia, acrescentou “o facto de não haver nenhuma lei específica para punir os crimes homofóbicos contribui para a violência” contra esta comunidade. Os grupos religiosos são os principais opositores à criação desta lei. Entre 1980 e 2009 registaram-se 3196 assassínios de pessoas homossexuais no Brasil. Uma média de 110 mortes por ano.
Lúcia Vieira
A organização do evento Mr. Gay Europe, que se propõe escolher o homossexual mais bonito da Europa, informou em comunicado que o evento previsto para o próximo Sábado, dia 23, foi cancelado. A eleição iria decorrer em Genebra, na Suíça.
Eric Butter, presidente do comité que organiza o evento e também o Mr. Gay World, informa que a gota que fez transbordar o copo foi a falta de apoio do Hotel Kempinski em Genebra, comunicada na sexta-feira passada. O hotel exigia o pagamento antecipado dos quartos reservados e a organização, por outro, aponta a falta de verbas para corresponder ao solicitado pelo estabelecimento.
A organização preferiu cancelar o evento, referindo a impossibilidade de avançar com uma acção legal contra a unidade hoteleira, através da justiça suíça, devido ao pouco tempo de manobra e, porque qualquer acção implicaria o dispêndio de uma importância que ultrapassaria o orçamento existente .
Após a vitória de Sergio Lara, pela Espanha em 2009, na edição de 2010 eram dezassete os candidatos provenientes do velho continente a concurso: Alemanha, Bielorrússia, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Holanda, Islândia, Itália, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça e Ucrânia. De Portugal não existia representante.
A organização fez saber que o valor entretanto pago pelos bilhetes (que oscilavam entre os 35 e os 55 euros) será reembolsado e que todos os candidatos a Mr. Gay Europe estão automaticamente seleccionados para o Mr. Gay World que se realizará nas Filipinas em Março de 2011. Em Manila, além do mais belo do planeta, será assim também apurado o Mr. Gay Europe.
Paulo Monteiro
Depois dos recentes suicídios de jovens norte-americanos, que chocaram todo o mundo e mobilizaram várias figuras públicas contra o bullying homofóbico, foi criada por um grupo de jovens californianos uma página na rede social Facebook para homenagear as vítimas de bullying.
Os promotores da página R.I.P. In memory of the recent suicides due to gay abuse, wear purple apelam a que os utilizadores da rede social usem roupa de cor roxa na próxima quarta-feira, dia 20 de Outubro. O roxo simboliza o "espírito" na bandeira do Orgulho LGBT. A página conta já com milhares de membros.
Nas últimas semanas a página foi alvo de vários comentários homofóbicos. A associação americana Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD) entrou em contacto com a equipa do Facebook e os responsáveis pela rede social removeram os comentários homofóbicos. "Este tipo de linguagem violenta e impregnada de ódio não tem lugar nos meios de comunicação social, seja em papel, na rádio, televisão ou na Internet” afirmou Jarrett Barrios, presidente da GLAAD em comunicado. "O Facebook deu um passo importante para fazer desta rede social um lugar onde a violência contra gays e lésbicas não seja permitida", acrescentou.
Logo após o suicídio de Tyler Clementi também o You Tube fez saber em comunicado que está contra o ciber bullying e que a intolerância não pode ser aceite.
O dezanove faz a revista aos candidatos portugueses:
O candidato factor_boy, mora no distrito de Lisboa, tem 25 anos e adoptou como mensagem: "Queres saber se procuro?? preocupa-te antes em saber se me agradas..."
Para muscLOKOpt, "no face/body pic = no answser", o que traduzido significa que os utilizadores do Manhunt que o contactem sem fotografia de cara e de corpo não receberão resposta. Vive em Lisboa.
Rubetiago, de 22 anos, vive em Lisboa e procura "encontrar amigos verdadeiros para ter uma conversa e beber um café para conhecer..."
Os resultados serão conhecidos a 17 de Novembro.
O vencedor será entrevistado pelo dezanove.
Tal como nos restantes encontros que a AMPLOS organiza, na primeira parte do encontro realizou-se uma reunião apenas destinada a mães e pais. Nesta surgiram cinco mães estreantes. Depois de cantados os Parabéns, seguiu-se uma reunião aberta onde participaram vários jovens. A prenda de aniversário oferecida por Catarina, filha dos fundadores da AMPLOS, foi um documentário áudio realizado durante o festival de cinema Queer Lisboa. Ao longo do festival, Catarina recolheu testemunhos de filhos LGBT sobre a sua relação com os pais. Ao longo de 16 minutos foi possível ouvir jovens gays e lésbicas dizerem que “Não é uma relação perfeita. O meu pai não tem interesse nisso. A relação com a minha mãe é óptima”; “Não compreendo o que leva os meus pais a ter tão pouca capacidade de aceitação”; “Os filhos [gays e lésbicas] não são nenhum fenómeno do Entroncamento” ou “Amem os vossos filhos como eles são e ponto.” Em declarações ao dezanove, Catarina diz que “se os meus pais têm força para continuar a dirigir esta associação não é só por ser um tema que lhes diz respeito, mas porque todos os dias recebem o feedback positivo do seu trabalho. Tenho orgulho nos meus pais, mas também nos que vêm às reuniões e contactam a AMPLOS.”
O trailer do documentário educativo “2 Volte Genitori” inspirou Margarida Faria a avançar com um projecto do género em Portugal. A presidente da AMPLOS explicou ao dezanove o título do projecto europeu como “quando descobrimos que temos um filho gay é como sermos pais duas vezes”. Este projecto foi realizado em 2009 pela congénere da associação portuguesa em Itália, a AGEDO. No documentário são retratadas as vivências de pais e mães italianos e a sua relação com os filhos LGBT e como lidaram com o seu coming out. Ao longo do documentário, do qual foi possível ver excertos no dia de aniversário da AMPLOS, os testemunhos oscilam entre “quando li a carta do meu filho parecia que estava a levar com um punhal”, passando pelo “heteros ou gays serão sempre nossos filhos” ou rematando com um entusiasmante “foi uma felicidade termos vindo [com a nossa filha e a sua namorada ao Pride de Roma].”
A AMPLOS foi-se ampliando
Margarida Faria faz o balanço deste último ano ao dezanove: “Começámos por ser dois, hoje somos 50”. A presidente da AMPLOS revela que “se há 35 anos me tivessem dito que estaria hoje a lutar pela justiça e pelos direitos mais básicos eu não acreditaria, e teria desanimado e ter-me-ia zangado; não me zanguei então, zanguei-me agora. Foi preciso sentir em minha casa o que os homossexuais sentem há séculos para compreendê-lo." Constituída com o propósito de lutar contra a discriminação sexual, após reuniões com jovens da rede ex aequo e com a ILGA Portugal, rapidamente lhe juntou a identidade de género e a luta pelo direito à parentalidade, porque “os nossos filhos têm direito a ser mães e pais e queremos que todos tenham uma situação socialmente reconhecida e legal”, diz, convicta, esta mãe.
Apoio sem preconceito e sem fronteiras
Além do apoio dado pela rede ex aequo, ILGA Portugal, Centro de Estudos Sociais, APF – Associação para o Planeamento da Família, associação cultural Cadeira de Van Gogh, a empresa Rumores de Nuvens que ajudou a conceber o site que já obteve mais de 25 000 visualizações, Margarida Faria cita que foi através de uma mãe que se conseguiu o apoio da marca sueca de cosméticos Oriflame, para publicação de panfletos informativos e da faixa, que “orgulhosamente levamos na marcha pride do Porto e de Lisboa, e cujo nome ficou inscrito sem qualquer preconceito”. Foi a primeira vez que os pais estiveram oficialmente representados nestes eventos. Margarida menciona ainda que a existência de uma associação autónoma se justifica “porque há pais e filhos que querem falar com uma mãe”.
A AMPLOS realiza encontros regulares em Lisboa e no Porto, estando previsto para o próximo ano que possam começar a realizar-se encontros em Coimbra.
Paulo Monteiro
Constance, de 18 anos e natural do Mississipi nos Estados Unidos, foi notícia um pouco por todo o mundo depois de ter processado a escola que frequentava por discriminação.
A advogada da aluna norte-americana, Christine Sun, que pertencente à American Civil Liberties Union, afirmou que este filme dará esperança e apoio a outros adolescentes homossexuais.
O episódio que originou o filme a ser produzido remonta a Março deste ano, quando os responsáveis pela Itawamba Agricultural High School disseram à estudante que esta não podia comparecer no baile de finalistas com a sua namorada e que estava proibida de usar smoking.
Depois da acção judicial, a escola preferiu cancelar o evento a permitir que Constance participasse como qualquer outro aluno. Mais tarde, a escola concordou em realizar a festa, mas a estudante descobriu que tinha sido enganada, pois todos os seus colegas heterossexuais estavam a celebrar noutro local.
Em Julho, Constance McMillen ganhou o caso e foi-lhe atribuída uma indemnização de cerca de €25.000 por danos. Desde então, a escola de Itawamba implementou regras anti-discriminação, no entanto, não admitiu ter agido de forma errada.
Lúcia Vieira
Ou pelo menos é o que ela nos diz no seu último single “The only girl (in the world)”. Depois um tórrido videoclip com Laeticia Casta, e deixando para trás a imagem de dominadora a que nos habituou em Rated R, neste vídeo vemos Rihanna sorridente, dançando rodeada de flores. Além disso, a cantora, que agora vemos de cabelo vermelho, mostra não ter medo de altos voos.
O vídeo, em que o vermelho prevalece, foi filmado em Los Angeles e realizado por Anthony Mandler com quem Rihanna já tinha colaborado anteriormente no vídeoclip Te Amo e que também já trabalhou com personalidades como por exemplo Beyoncé (Irreplaceable), Nelly Furtado (Maneater), Christina Aguilera (You Lost Me), Enrique Iglesias (Away), Spice Girls (Headlines - Friendship Never Ends) entre outros.
Only Girl (in the World) é o primeiro single do quinto álbum da cantora “Loud” que se encontrará à venda em Novembro.
Lúcia Vieira
Será possível ver um filme de temática homossexual sem cair na lamechice xaroposa e no dramalhão lacrimoso? Claro que é! Basta ver a comédia italiana “Uma Família Moderna” (2010) do turco Ferzan Ozpetek. Este filme não é um mero fait divers, é uma comédia inteligente e corrosiva, que toca em várias feridas da sociedade italiana, aliás de qualquer sociedade. A ideia generalizada que os filhos têm obrigação de seguir cegamente as pisadas dos pais, por exemplo. Ou o facto de para sermos felizes termos de obedecer aos rigores da comunidade. Este quebrar ou rasgar dos cânones, é a essência do filme.