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Nações Unidas eliminam a referência a “orientação sexual”

As Nações Unidas retiraram a referência à orientação sexual presente na resolução que condena as execuções arbitrárias e injustificadas.

A resolução geral da Assembleia das Nações Unidas, que é revista a cada dois anos, continha uma referência à oposição da execução de pessoas LGBT na versão de 2008, no entanto, a versão deste ano foi aprovada sem nenhuma referência à orientação sexual depois de um grupo, maioritariamente constituído por países africanos e asiáticos, encabeçado por Marrocos e Mali, votarem a favor da sua remoção.

Grupos defensores dos direitos das pessoas gays e lésbicas estão apreensivos pois temem que este acto – que passou com uma pequena diferença de 79 contra 70 votos – seja interpretado como um sinal de que é internacionalmente aceitável perseguir pessoas pela sua orientação sexual.

Cary Alan Johnson da Comissão Internacional para os Direitos de Homossexuais e Lésbicas declarou que “esta votação é um desenvolvimento perturbante e perigoso, pois basicamente retira o reconhecimento da vulnerabilidade a que está sujeita a comunidade LGBT. Este reconhecimento é crucial principalmente se tivermos em conta que 76 países do mundo criminalizam a homossexualidade, cinco consideram que é um crime capital e outros países como o Uganda estão a considerar adicionar a pena de morte às leis que criminalizam a homossexualidade.”

No ano passado no Uganda um projecto de lei pretendia penalizar com a pena de morte actos de sexo homossexual ou gays com VIH. Apesar de arquivado após protestos internacionais, o principal apoiante deste projecto manifestou que deseja aprová-lo  em breve.

O Uganda foi um dos 79 países que votou a favor da remoção da referência à orientação sexual da resolução das Nações Unidas. Entre outros países contam-se também o Afeganistão, China, Cuba, Coreia do Norte, Irão, Iraque, Paquistão e a Arábia Saudita. A maioria dos países ocidentais votou a favor de manter a referência à orientação sexual no texto.

Peter Tatchell, activista britânico pelos direitos LGBT, afirmou que esta resolução “dá luz verde ao massacre de pessoas LGBT por regimes homofóbicos e esquadrões da morte. Essas pessoas vão buscar justificação para as suas acções no facto que as Nações Unidas não sancionam a protecção das pessoas LGBT contra violência e assassínio motivados pelo ódio.” E continuou, acrescentando que “ o voto das Nações Unidas é uma provocação à Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual garante o tratamento igual, não-discriminatório e o direito à vida. Qual é então o objectivo das Nações Unidas se se recusa a assegurar os seus próprios valores humanitários?”

Lúcia Vieira

A L Word do Reino Unido (vídeo)

É uma espécie de L Word em versão escocesa. A BBC 3 estreou a série Lip Service, de seis episódios, que tem como centro do enredo um grupo de lésbicas que vive em Glasgow. A série mostra o quotidiano das personagens, que se aceitam como são e em que a identidade sexual não constitui qualquer problema. O paralelismo entre L Word e Lip Service foi imediato. A personagem Frankie parece uma cópia pouco simpática de Shane, Tess faz lembrar Alice e a relação entre Cat e Sam tem algo em comum com a de Bette e Tina. A popularidade internacional de Lip Service fez já com que as agências de viagem começassem a organizar pacotes para a cidade de Glasgow, que tem um bairro gay chamado Merchant City.

 

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A primeira juíza trans dos EUA

A Califórnia passou a ter a primeira juiza transexual dos Estados Unidos. Victoria Kolakowski, 49 anos, foi eleita para o tribunal do condado de Alameda com três mil votos de diferença face ao outro candidato ao posto, John Creighton. Kolakowski, especialista em direitos de autor, é casada com a jornalista Cynthia Lair. Em 2004 Kolakowski e Lair foram um dos primeiros casais de pessoas do mesmo sexo a contrair matrimónio em São Francisco. Recorde-se que o direito ao casamento entre casais do mesmo sexo foi entretanto suspenso na Califórnia, no entanto, os contratos matrimoniais contraídos há seis anos continuam a vigorar.

Papa admite uso do preservativo em casos “isolados justificados”

Bento XVI disse que concorda com a utilização do preservativo em casos "isolados justificados". Entre eles está a prostituição. Este pode ser considerado um passo histórico já que é a primeira vez que um Papa admite o uso de preservativo. No entanto, Bento XVI coloca um "mas" no seu uso, contextualizando que "pode haver casos isolados justificados, como quando uma prostituta utiliza um preservativo".

Depois de muita polémica em relação ao tema, o chefe máximo da Igreja Católica diz mesmo que "isto pode ser o primeiro passo para uma moralização, um primeiro acto de responsabilidade para desenvolver a tomada de consciência de que nem tudo é permitido e que não podemos fazer tudo o que queremos". Apesar disso, Bento XVI deixa claro que esta não é a maneira correcta e verdadeira de vencer a infecção do VIH. “É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade."

Estas declarações vão ser publicadas num livro com uma entrevista a Bento XVI, feita por um jornalista alemão. A obra vai ser apresentada na próxima terça-feira.

DC

12 actores porno em capa de revista

A revista britânica Attitude, dirigida ao target gay, fez uma produção com 12 actores homossexuais de filmes pornográficos para ilustrar a capa da edição de Dezembro. A última edição do ano é dedicada ao sexo. Blu Kennedy, Arpad Miklos, Colton Ford e François Sagat são alguns dos actores que participam neste número onde se apresenta os seus perfis, os bastidores e os perigos desta indústria. A (pouca) roupa e os ténis são da linha Adidas Originals.

Judas Kiss. Um drama sci-fi gay

J.T. Tepnapa está a realizar um filme de temática LGBT de drama e ficção científica com um título muito promissor: Judas Kiss. Ainda sem data para o lançamento comercial, Judas Kiss tem conseguido vencer várias barreiras. Após várias petições para angariar fundos, a equipa conseguiu reunir o valor suficiente para alugar câmaras HD topo de gama. O elenco integra actores como Charlie David (protagonista da série LGBT Dante's Cove), Richard Harmon (personagem secundária na série de TV Caprica), Timo Descamps (actor e cantor belga) e a estrela porno Brent Corrigan. O enredo de Judas Kiss irá focar a carreira falhada de um cineasta gay e, como explica o realizador nesta entrevista exclusiva para Portugal, tem uma componente autobiográfica.

 

dezanove: Fez Star Trek: Hidden Frontier. Ai, representou o papel da primeira personagem gay no universo Star Trek, o tenente comandante Corey Aster. Considera-se um ícone gay?

J.T. Tepnapa: Star Trek: Hidden Frontier foi uma das experiências mais enriquecedoras da minha carreira. Comecei como uma personagem secundária e evolui para uma personagem principal com uma história muito controversa. Também foi onde aprendi o básico de produção, realização e argumento. Muito do que aprendi no Hidden Frontier apliquei nas minhas curtas metragens, e até aqui no meu novo filme, Judas Kiss. Apesar da minha personagem, Corey Aster, ter ajudado algumas pessoas a sair do armário, e de ter feito imensos amigos ao longo dos anos não acho que é realmente suficiente dizer que sou um ícone gay. É um título que poderei ainda demorar a obter.

 

Está a preparar Judas Kiss, um filme de temática LGBT. A etiqueta "Filme LGBT" ainda faz sentido?

Essa é uma pergunta que se faz muito por aí e a minha resposta está constantemente a mudar. A resposta óbvia seria "não". Não, não deveríamos ter de etiquetar os nossos filmes como LGBT. Deveríamos era ter mais personagens LGBT, e etiquetar os filmes LGBT como drama, terror, ficção científica, etc… Infelizmente não vivemos nesse mundo. Portanto sim. Precisamos de ter essa etiqueta. Nós, como uma comunidade, precisamos de apoiar os realizadores a fazerem grandes filmes. Não apenas apoiar enquanto estão no grande ecrã mas antes de serem feitos. Nós, como uma comunidade de artistas, precisamos de fazer grandes filmes com uma boa história. Para isso acontecer, tem de se apoiar os realizadores ainda antes de fazerem os filmes.

 

Esse espírito de comunidade está a ajudar na produção do filme?

Carlos Pedraza (escritor e produtor de Judas Kiss) e eu temos sido muito abençoados durante a produção do Judas Kiss. Construímos uma comunidade de amigos e família que nos têm apoiado por toda a nossa carreira. E esse apoio transformou-se em dólares. A nossa esperança é que este tempo extra que levámos a desenvolver o guião, procurar os melhores actores e equipa que o nosso orçamento permitia, para criar o melhor aspecto para o nosso filme, irá ajudar o nosso filme a ser bem sucedido. Espero que Judas Kiss seja um filme que a audiência gay adore, e que encontre um lugar entre os filmes mainstream. Nos últimos 10 anos os filmes mainstream mudaram bastante. Até temos tido mais personagens LGBT, porém, penso que não é necessário ter "gayzice" nos filmes.

 

O que quer dizer com isso?

Apenas precisamos de personagens gay com problemas reais. Precisamos de uma boa história. Adoraria que as personagens LGBT fossem comuns nos filmes mainstream. Elas são parte da história. A série Caprica faz um excelente trabalho nesse aspecto, não tendo personagens gritar dos telhados "Hey! Somos gays!". Eles fazem o que qualquer grande história deve fazer: mostrar a história, não contar a história.

 

Ouvi dizer que Judas Kiss é a sua grande ambição de vida. Há alguma parte de si neste filme que deseja partilhar?

A minha ambição de vida é ser um contador de histórias. Ajudar pessoas a rir quando precisam ou chorar quando precisam de chorar. Muitos dos empregos que já tive, empregado de hotel, empregado de cadeia de fast-food, empregado de balcão, até palhaço, foram para ajudar pessoas a terem o que precisavam. Vejo o trabalho de realizador da mesma maneira. Apenas quero ajudar pessoas. Judas Kiss é um filme que faz isso. Não é apenas um filme que quero fazer. Contudo, é o filme que estou a fazer agora. Espero que muita gente goste. Espero que contem aos amigos para que eu possa continuar a contar histórias. Acredito em filmes que me vêm da alma. Podem ser engraçados, doentios ou dolorosos. Realmente não sei como contar histórias que não sejam pessoais para mim ou para pessoas em meu redor. Judas Kiss é uma história pessoal, apesar de ser fictícia. O primeiro rascunho tinha muitos momentos melodramáticos e não funcionava como filme. Tive sorte em ter Carlos Pedraza a reformular os guião várias vezes até fazer a história de maneira que muita gente se pudesse identificar. É o que espero.

 

Mas existem histórias pessoais no filme?

Sim, existem memórias da minha infância neste filme, e algumas revelações que tive nestes últimos 10 anos da minha vida, mesmo a nível espiritual e na visão da vida em si. Mas se quer detalhes, vai ter que esperar e ver quando o filme sair.

 

Horta do Rosário

ILGA vai dar nova vida a linha de apoio e procura voluntários

Se ainda existem questões que são difíceis de colocar pessoalmente, a vergonha vai deixar de ser uma desculpa para continuarem sem resposta. A ILGA Portugal vai relançar uma linha telefónica para ajudar aqueles que mais precisam. Vai chamar-se Linha de Apoio LGBT e deverá estar a funcionar em Janeiro. Paulo Côrte-Real, presidente da associação, revelou ao dezanove que o projecto já está a ser desenvolvido. O objectivo é dar "respostas aos mais diversos níveis e que cheguem a todo o país", afirmou o responsável, sublinhando que assim será possível "chegar a pessoas que à partida não têm acesso ao apoio que já podemos dar aqui".

A linha irá funcionar com o apoio de voluntários e voluntárias que vão ter uma "formação específica", refere Paulo Côrte-Real. A meta é ter o serviço a funcionar em Janeiro "de forma regular e num horário fixo e bastante abrangente". O período de funcionamento vai ser definido consoante a disponibilidade de quem pretender dar parte do seu tempo a ajudar os outros. A formação começa em Dezembro e o anúncio das vagas será feito em breve. A ILGA estará preparada para receber pedidos de ajuda em várias áreas, que podem ir da saúde à violência, passando pelo apoio social. Aliás, estas são "questões que já temos vindo a receber ao longo dos tempos", remata Paulo Côrte-Real.

 

DC

13 anos de Centro LGBT: “Queremos continuar a crescer”

Comemorou-se este Sábado o  13º aniversário do Centro LGBT, anteriormente designado por Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa (CCGLL). O rés-do-chão do prédio situado na rua de S. Lázaro foi cedido em 1997 pela Câmara Municipal à ILGA, gestora do espaço que é igualmente sede de duas outras associações: a rede ex aequo e o Clube Safo, associação que se encontra neste momento a apelar à renovação dos órgãos sociais.

Em dia de comemoração, foram vários aqueles que se dirigiram ao Centro LGBT para inicialmente participarem na assembleia geral da ILGA Portugal, e depois assistirem a uma breve actuação do coro CoLeGas que precedeu o leilão de obras de arte e um lanche de aniversário.

Ana Chhaganlal, coordenadora e responsável pela programação cultural do Centro LGBT, adiantou ao dezanove que são necessárias obras no local, porque “chove literalmente cá dentro”. Por ser um espaço público, "queremos garantir as melhores condições possíveis”, refere a mesma responsável.

Com uma programação diversificada que inclui festas temáticas, aulas de tango abertas a todos os casais, actividades como a recente Feira do Livro e conferências, o espaço “ganhou uma dinâmica diferente nos últimos tempos e começa a tornar-se pequeno para todas as actividades que desenvolvemos”, refere a coordenadora. “Uma das nossas preocupações é evitar que o arquivo [Centro de Documentação Gonçalo Diniz] fique danificado.” E acrescenta que “realizar este leilão em dia de aniversário é dar uma prenda ao Centro, porque garante o sucesso do nosso trabalho. Queremos continuar a crescer”, remata.

Arte por uma causa

O primeiro leilão de obras de arte realizado pela ILGA Portugal contou com doações de mais de uma dúzia de artistas, entre os quais Ana Pérez-Quiroga, Ana Vidigal, Julio Dolbeth e Soraya Vasconcelos.  Foram angariados aproximadamente  7000 euros, que reverterão a favor de obras de beneficiação do espaço.

Em declarações ao dezanove, o presidente da associação ILGA Portugal, Paulo-Côrte Real, manifestou o seu contentamento por este Centro ter dado “saltos qualitativos” nos últimos anos através de uma programação que "está mais próxima de realizar o seu trabalho social e comunitário”.

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É este o Top Model Manhunt Portugal

Eram doze os concorrentes do primeiro concurso Top Model Manhunt 2010 Portugal.  As votações duraram mais de um mês para apurar quem seria o vencedor do concurso que decorreu igualmente em Espanha e no México.

 

O candidato com o nick doitwell_boy tem agora 19 anos e é o vencedor português.  No seu perfil pode ler-se "Are U able to make me feel like I'm the only boy in the world?" (Consegues fazer com que me sinta o único rapaz no mundo?).

Em Espanha sagrou-se vencedor o utilizador com o nick machoactractivoccs21. No México o pódio do concurso promovido pela rede de encontros foi conquistado pelo vampirechaser. As fotos dos vencedores de fala hispânica estão aqui.

O vencedor irá receber um conjunto de prémios em que se inclui uma viagem a Barcelona, um ipod touch, jantar a dois, parcerias com o site Manhunt entre muitos outros prémios.

Os resultados foram conhecidos esta madrugada.

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Associação CASA do Porto alvo de violência

A associação do Porto CASA foi alvo de um acto de vandalismo na quinta-feira à noite. Três homens entraram na sede onde decorria uma reunião e começaram a atirar mesas e cadeiras contra os membros da direcção presentes. Ninguém ficou com ferimentos graves, mas os danos podem chegar perto dos dois mil euros.
"Eram perto das 20h40 quando estávamos a trabalhar na CASA e entraram três indivíduos que começaram a vandalizar a sede. Eu levei com um computador nas costas e outros colegas meus levaram com duas cadeiras em cima." É esta a descrição que Diogo Figueira, membro da direcção do Centro Avançado de Sexualidades e Afectos (CASA), no Porto, faz sobre a noite de quinta-feira. Ao dezanove, o responsável explicou que quando chegaram, os três homens, na "casa dos 30 anos", pareciam querer tabaco mas não foi isso que aconteceu. "Começaram com insultos de todo o tipo, atiraram mesas pelo ar em direcção ao balcão", explica.
Em poucos minutos o espaço ficou num cenário de guerra. Cadeiras pelo ar, mesas atiradas contra os membros do Centro. Fora as nódoas negras devido à confusão, os maiores danos foram mesmo os computadores portáteis atirados ao ar avaliados em perto de dois mil euros e o receio do mesmo voltar a acontecer. Isto porque, quando tiveram hipótese de reagir, os três indivíduos fugiram sem deixar rasto. Sabe-se que eram brancos, estavam de gorro, mas a rapidez com que aconteceu, "perto de um minuto", não permitiu identificar as pessoas. Não houve violência física directa e nunca ninguém os tinha visto.
A polícia demorou cerca de uma hora a chegar e a preocupação dos agentes apenas permitiu dizer uma frase em tom irónico: "A culpa é do Sócrates". Nada mais foi feito. No Centro não se acredita que tenha sido uma acção homofóbica, tanto que não foram vandalizados outros objectos que estavam à mão, como espelhos à entrada ou garrafas de bebidas. Acredita-se que tenha sido uma agressão contra os próprios membros do CASA, já que a associação levanta muitas vezes questões sensíveis, que vão desde a sexualidade, até às agressões sexuais e violência doméstica.
"Foi a primeira noite que encerramos", explica Diogo Figueira, mas sublinhando que não vão baixar os braços. "Recebemos muito apoio e até houve pessoas que apareceram lá hoje com bolos!". O receio está presente e a direcção está a estudar "medidas de prevenção, mas fechar a porta não é solução". Isto porque a filosofia do Centro é ser um "espaço que está sempre aberto" para todos.
Esta sexta-feira há uma festa de Magusto que não foi cancelada.
DC
 
 

Pela primeira vez em Portugal dá-se a cara contra o bullying

 

Numa altura em que o bullying homofóbico está na ordem do dia pelas piores razões, arrancou em Portugal primeira campanha contra o bullying homofóbico. As imagens e mensagens que estarão espalhadas por todo o país foram apresentadas na 6ª edição dos Prémios Média da rede ex aequo, no Sábado passado. 

20 mil cartazes, 123 mil  postais200 mupispelo menos 9 acções de formação são apenas alguns dos números de um projecto que quer ver reduzidos os casos de pessoas afectadas pelo bullying e que regularmente são comunicados à própria rede ex aequo ou fazem notícia na imprensa. 

A campanha, que foi criada pela designer Vanessa Silva, é financiada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) via Programa EEA Grants e pelo Instituto Português da Juventude
Sara Martinho, coordenadora do Projecto Inclusão, promovido pela associação portuguesa de jovens LGBT explica esta iniciativa em pormenor. 
 
 
 
dezanove: Como nasceu a ideia do Projecto Inclusão?
Sara Martinho: O Projecto Inclusão é a adaptação de uma campanha bem-sucedida na Irlanda. À semelhança deste projecto, a rede ex aequo procura sensibilizar através de uma campanha nacional o quotidiano dos jovens LGBT, bem como o dos jovens percepcionados como tal, criando espaços seguros e reforçando o lema dos cartazes da campanha “O Bullying Homofóbico não é aceitável na nossa Escola”.
 
 
Os seis modelos que aparecem nos cartazes são pessoas portuguesas reais. A sua participação foi feita sem receios?
Todos os modelos do Projecto Inclusão [com idades compreendidas entre os 17 e os 21 anos] aceitaram sem reservas o convite, para em regime pro bono, dar a cara pela primeira campanha contra o bullying homofóbico.
 
 
Em que cidades do país haverá outdoors da campanha?
O Projecto Inclusão encontra-se em negociações para afixar outdoors num maior número cidades. Assim que possível, essa informação vai estar disponível no site www.rea.pt/inclusao. Além da afixação de outdoors, o Projecto Inclusão procura também espaços gratuitos cedidos pelas câmaras.
 
 
Quais os timings para a divulgação da campanha?
A campanha de sensibilização através dos postais da PostalFree encontra-se já disponível em todo o território nacional, nos circuitos de ócio, cinema e ensino. Aliás, a rede ex aequo lançou inclusive um passatempo a propósito da campanha dos postais [que consiste em fotografar os postais em vários locais do país]. Os 20 mil cartazes começaram também já a ser divulgados junto do 3º ciclo, ensino secundário e ensino superior, bem como de entidades e/ou colectivos parceiros da rede ex aequo. Os cartazes serão sempre enviados após contacto prévio com uma entidade/escola que manifeste desejo de os receber. Para que tal aconteça, o Projecto Inclusão está neste momento a contactar um maior número de escolas, sondando o seu interesse em participar na primeira campanha nacional contra o bullying homofóbico. Estamos convictos que a adesão por parte das escolas será muito positiva, é este o feedback que temos tido das escolas já contactadas. Os pedidos dos cartazes da campanha podem ser feitos para inclusao@rea.pt.
 
 
O projecto conta com acções de formação de sensibilização de profissionais que lidam com jovens. Que formações estão previstas?
Neste momento, estão agendadas  formações no Funchal (dia 27 de Novembro), onde quase já não existem vagas e em Setúbal (11 de Dezembro). Depois disso estão planeadas formações em Coimbra, Aveiro, Leiria, Castelo Branco, Lisboa e Faro.
 
 
Qual é a duração prevista deste projecto? Pretende-se que as acções continuem, haja mais produção de materiais e de outras temáticas?
O Projecto Inclusão termina no primeiro trimestre de 2011, embora haja interesse e vontade da rede ex aequo em continuar as suas acções de formação contra o bullying homofóbico nas nossas escolas. Como já referido, é do interesse da associação realizar acções de formação desta temática sempre que haja oportunidade. Aliás, a associação tem um outro projecto contra o bullying homofóbico, o Observatório de Educação, que através de um questionário anónimo on-line procura fazer frente e registar todas as situações de homo/transfobia vividas e/ou presenciadas em contexto escolar.
 
 
 
 

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