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Como é o maior Pride dos Estados Unidos

"In Pride We Trust" foi o tema dos 41 anos da celebração do Gay Pride em San Francisco, que teve lugar este fim-de-semana (25 e 26 de Junho). Chegando ao centro da cidade, por voltas das 13 horas, junto do Civic Center - onde há mais de 30 anos Harvey Milk incitou as massas a saírem às ruas com "Orgulho" -, avistamos o palco principal e pessoas coloridas (trajes, pinturas faciais, adereços do arco-íris), de todas as raças e idades. Alguns mais extrovertidos e mais velhos passeiam despidos pelo recinto fechado ao trânsito para a celebração, como forma de expressão do seu orgulho.

A celebração do Pride LGBT de San Francisco é considerado o maior encontro LGBT dos EUA. O comité de celebração do Pride LGBT baseia a organização deste macro-evento em doações mínimas "espontâneas" de cinco dólares na entrada dos portões do evento.

À medida que passeamos pelo espaço verificamos que o festejo é tranquilo. Algumas pessoas movimentam-se de forma descoordenada. Outras relaxam sentadas na relva do jardim, bebem cerveja ou cocktails, em pequenos grupos. Parece faltar alguma vivacidade e alegria na festa. Entende-se que esta celebração é sobretudo de cariz político e comercial, dada a ampla presença de patrocinadores como bancos, supermercados, entre outros.

Mesmo em frente ao Civic Center, mais afastado do palco principal, encontramos um grupo de defensores do Marriage Equality USA, que divulgam a defesa do direito ao casamento, independentemente da identidade de género ou orientação sexual e expressam a sua alegria, com a recém-aprovada lei de legalização de casamento gay em Nova Iorque, no passado dia 24 de Junho. Ilustrativo e divertido é um jogo, em estilo de dinâmica de grupo (que decorre ao lado), em que dois casais do mesmo sexo são questionados publica e separadamente, quanto aos gostos pessoais do parceiro, sendo posteriormente confrontados com as respostas. Noutra área mais afastada, não podia faltar o palco mais americano do evento – "Cheer San Francisco Stage" – onde actuam vários grupos mistos de cheerleadersde ambos os sexos, com fantásticos saltos, piruetas e energéticas danças, que levam o público ao rubro -, angariando do mesmo fundos para apoiar causas da comunidade local, tais como o VIH/sida ou cancro da mama.

A noite chega e à medida que nos aproximamos das ruas que confluem para o popular bairro Castro, a alegria da cor e da diversidade gay eleva-se e torna-se impossível caminhar, sobretudo junto do grande palco montado na zona que se dirige para "Upper Market", onde as massas dançam, bebem e se divertem. Esta é a verdadeira "Pink Party", a festa de rua do carismático Castro (onde se juntam os visitantes da cidade), enquanto em contraste, noutra zona mais alternativa da cidade – South of Market (SOMA) – se celebra a "Black Party" em pequenos bares, mais frequentados pelos locais de San Francisco. A festa acaba por volta das duas horas da manhã, quando as autoridades locais convidam os foliões a abandonar as ruas e os bares do Castro. E parece que sabe a pouco. "Let's party again next year!"

SV, em San Francisco

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