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Itália rejeita projecto lei anti-homofobia

O parlamento italiano rejeitou esta terça-feira um projecto lei que protege pessoas homossexuais, bissexuais e transgéneras contra a discriminação. A Câmara de Deputados impediu por 293 votos contra 250 votos a favor uma nova legislação anti-discriminação. Este resultado levou activistas defensores dos direitos das pessoas homossexuais a pedir uma intervenção da União Europeia.

A constituição italiana proíbe a discriminação com base na raça, religião, etnia e nacionalidade, mas os activistas argumentam que a comunidade LGBT precisa de protecção devido ao aumento de ataques homofóbicos e transfóbicos.

Paolo Patane, dirigente da associação Arcigay, disse à Agência France Press: “ Este parlamento traiu a justiça e o civismo e decidiu apoiar a violência.” E acrescentou que a UE deveria “ajudar-nos a enfrentar este perigoso aumento da homofobia, xenofobia e racismo que o parlamento italiano decidiu legitimar.”

Nicola Duckworth, da Amnistia Internacional, declarou: “As autoridades e os políticos deveriam dar o exemplo, além de passar as leis. Deveriam promover a igualdade e a não-discriminação e abster-se de fazer comentários discriminatórios e derrogatórios que promovem um clima de intolerância.”

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi já fez ouvir por várias vezes as suas opiniões anti-gay. No ano passado, quando confrontado com acusações de ter alegadamente relações com uma menor, o líder italiano declarou: “é melhor gostar de mulheres bonitas do que ser gay.”

Em Itália casais do mesmo sexo não podem casar-se ou adoptar.

Lúcia Vieira