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Novela da Globo mata personagens gays para combater homofobia

A novela brasileira com maior número de personagens gays dos últimos anos continua a gerar polémica. Depois de vários recuos em relação à exibição de cenas de intimidade entre Eduardo e Hugo, o casal gay de "Insensato Coração", os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares estarão a ponderar matar as duas personagens nos últimos capítulos da novela em protesto contra a censura da emissora Globo.

De acordo com alguns órgãos de comunicação brasileiros, a Rede Globo terá ordenado aos autores da novela que cortassem várias cenas de intimidade entre Eduardo e Hugo. Nas últimas semanas, face aos sucessivos cortes e censuras, a morte dos dois namorados começou a ser comentada nos bastidores da novela como o único desfecho do enredo gay capaz de alertar consciências para a homofobia.

O romance entre Eduardo e o Professor de Direito Hugo começou a enfrentar problemas na vida real desde o início. Várias cenas entre os dois namorados foram censuradas e o casal não chegou sequer a beijar-se para as câmaras. Ao site Terra, o actor Rodrigo Andrade, que faz de Eduardo e torcia para que o beijo gay acontecesse, desdramatizou a polémica: "Recebo o texto e procuro fazer o meu melhor como actor. Confio muito no Dennis (Carvalho, director), e principalmente na empresa em que trabalho. Fica ao critério da direcção da casa o que vai ou não para o ar e como serão conduzidos os conflitos da trama".

 

(cena em que Eduardo e Hugo se vêem pela primeira vez, em "Insensato Coração")

 

O autor Gilberto Braga não confirma o desfecho trágico das duas personagens, mas não seriam as primeiras vítimas de homofobia em "Insensato Coração". Na semana passada, a novela exibiu o homicídio homofóbico de Gilvan, outra personagem gay da história que é espancado brutalmente por um grupo de agressores depois de ser surpreendido a tentar pendurar várias bandeiras arco-íris no local onde trabalhava. "Eu vim te ensinar a ser homem", diz o seu assassino. É mais uma personagem a juntar-se ao extenso rol de vítimas da trama especialmente violenta de "Insensato Coração", que já soma 22 mortes, algumas delas de personagens gays.

Em Portugal, a SIC conseguiu evitar a polémica, pois decidiu não estrear "Insensato Coração", tendo optado antes por passar "Araguaia", a novela das 18h no Brasil.

 

(cena do homicídio homofóbico de Gilvan, de "Insensato Coração")

 

 Fontes: Terra, Notícias Gospel, Jornal Floripa, Revista Lado A, Blog SIC


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