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Brasil debate Dia do Orgulho Hetero (vídeos)

Chama-se Arraial do Cabo (não confundir com Arraial Pride) e é uma cidade costeira do Estado do Rio de Janeiro no Brasil. Destacou-se agora no mapa porque esta terça-feira os vereadores da cidade aprovaram por unanimidade um projecto lei que, antes mesmo de ser promulgado pelo prefeito da cidade, já está a provocar polémica. O projecto lei visa criar o Dia do Orgulho Heterossexual e, se for aprovado, a data será comemorado no terceiro domingo de Dezembro.

Antes de Arraial do Cabo foi São Paulo

No início do mês um projecto de lei idêntico foi proposto para a cidade de São Paulo. Citado pela Globo o autor do projecto, o vereador Carlos Apolinário, afirmou que a iniciativa foi apenas uma forma de se manifestar contra "excessos e privilégios" destinados à comunidade LGBT como a Parada Gay na Avenida Paulista enquanto a Marcha para Jesus foi deslocada para a Zona Norte da cidade. O projecto acabou por ser vetado, mas já se encontra em discussão uma nova proposta para levar avante a celebração do dia, desta vez, em todo o Estado de São Paulo.

Em consequência deste primeiro projecto-lei, entretanto vetado, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) considerou que o projecto do vereador paulista envergonhava a cidade. Para a associação, é "descabido" propor a celebração do orgulho heterossexual com o objectivo de "desmerecer a luta social justa da população LGBT", porque esta "ocorre justamente para reafirmar a necessidade do enfrentamento da discriminação, agressão e violência comprovada às pessoas homossexuais".

"Os heterossexuais não são discriminados pelo simples fato de serem heterossexuais, ao contrário dos homossexuais, a exemplo dos casos recentes de violência homofóbica na Avenida Paulista tornados públicos pelos meios de comunicação (...). Os heterossexuais não são vítimas de agressões verbais e físicas, de violência, não são assassinados em virtude de sua orientação sexual", pode ler-se num comunicado da ABGLT.

 

A discussão sobre o tema tem-se estendido aos media e às redes sociais, muitas vezes em formato humorístico: