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Homens gays já podem doar sangue no Reino Unido

 Depois de o assunto começar a ser reconsiderado em Março passado, o Ministério de Saúde britânico anunciou esta quinta-feira que vai levantar a proibição de homossexuais poderem doar sangue. Esta proibição começou em 1980 após a crise do vírus do VIH.

 

A partir do dia 7 de Novembro os homossexuais poderão doar sangue em Inglaterra, Escócia e País de Gales. No entanto, haverá um ano de diferimento, o que significa que apenas os homens que não praticaram sexo com outros homens nos últimos doze meses poderão doar sangue. Críticas a esta medida já se fizeram ouvir da parte de activistas pelos direitos das pessoas LGBT declarando que estas estão a ser tratados injustamente, uma vez que heterossexuais poderão ter uma actividade sexual de mais risco e não estão sujeitos às mesmas restrições.

Embora todo o sangue seja sujeito a uma bateria de testes, incluindo despiste do VIH e uma série de doenças, há um período em que certas infecções não são detectadas. O prazo de diferimento foi escolhido em parte devido à hepatite B que afecta maioritariamente homens gays e bissexuais. Enquanto que o vírus do VIH demora cerca de quatro semanas entre a transmissão e a detecção, a hepatite B pode levar até um ano.

A Comissão Europeia já declarou que qualquer proibição com base na orientação sexual é contra as leis da UE. O Comissário Europeu para os assuntos da Saúde, John Dalli, declarou que o comportamento sexual não deveria ser confundido com orientação sexual e relembrou que são indivíduos quem estão em risco - não grupos.

A Stonewall, organização britânica pela defesa dos direitos das pessoas LGBT, fez saber que considera este “um passo na direcção certa”, mas apelou para que os dadores sejam seleccionados com base no seu comportamento e não na sua orientação sexual.

A África do Sul existe um período de diferimento de seis meses, enquanto que na Austrália, Suécia e Japão este período aumenta para um ano.

Muitas autoridades de saúde nacionais indicam frequentemente uma Directiva Europeia de 2004 para justificar as proibições da doação de sangue por parte de homens que têm sexo com homens. Para a Comissão Europeia essa directiva não justifica proibições generalizadas na doação de sangue. 

 

Lúcia Vieira

 

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