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É um dos favoritos, mas vale a pena ver “Ausente”? (com vídeo)

"Ausente" de Marco Berger foi o vencedor deste ano do Teddy Award no Festival de Berlim, troféu que o festival atribuiu ao melhor filme de temática LGTB em competição. Não é a primeira vez que o realizador está no Queer Lisboa, pois já o ano passado o seu filme "Plan B" encerrou o certame, levando para casa o prémio de Melhor Actor para Lucas Ferraro. Estes dois factos estão a fazer com que este "Ausente" seja um dos favoritos a vencer o prémio de melhor filme na Secção Competitiva para Melhor Longa-Metragem.

 

O filme conta a história de Martin, um aluno de 16 anos, que encontra uma série de pretextos para invadir sorrateiramente a privacidade do seu professor de Educação Física, Sebastian, até que consegue passar a noite no seu apartamento. Martin aproveita-se da posição que tem sobre Sebastian explorando-a, deixando o professor de tal maneira envolvido que este já não consegue sair.

Mas "Ausente" é ausente. Ausente de (algum) conteúdo. Falta-lhe qualquer coisa, profundidade e concretização no argumento, também da autoria de Berger. O jogo do gato e do rato, entre aluno e professor, que parece prolongar-se de "Plan B" para "Ausente" é, até, das melhores coisas que o filme tem. Contudo, a perseguição entre o aluno perseguidor e o professor perseguido acaba por ser redutora, caindo no vazio. Os actores carregam magistralmente aos ombros um argumento quase débil. Um argumento que se pretendia num thriller hitchcockiano psicótico, denunciado pela banda sonora (outro ponto a favor) e falhando redondamente no seu propósito. Como diz André Gonçalves na sua crítica ao filme no site C7nema: "Cada espectador sai com um filme diferente na cabeça". E o filme que vi, com que saí na cabeça, é um filme parco e ausente, estando apenas presentes as interpretações e a banda sonora.

 

Classificação: 3 estrelas em 5 possíveis

 

O filme foi exibido no sábado, 17, repetindo hoje, segunda-feira, 19, às 17h na sala 1.

 

 

Luís Veríssimo

 

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