Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

Sam Ashby: O designer que edita uma revista de cinema queer

Sam Ashby faz parte do júri da Secção Competitiva para Melhor Longa-Metragem do Queer Lisboa 15. Leia a conversa descontraída e bem disposta que o dezanove teve com o designer especializado em cartazes de filmes e editor da revista Little Joe, que foi ontem apresentada no Woof X, em Lisboa.

 

dezanove: O teu trabalho como designer gráfico é impressionante. Como é que chegaste ao mundo do cinema?

Sam Ashby: Trabalho neste sector há mais de seis anos, fui web designer numa pequena empresa que concebe cartazes de cinema, e quando saí acabei por trazer alguns clientes comigo. Roubeio-os... (risos) E fiz alguns inimigos com os meus antigos patrões. (risos) Mas está tudo bem, estou a exagerar. Foi uma evolução natural sair e algumas pessoas que me são fiéis seguirem-me.

 

Tem algum cartaz favorito até agora?

Há um que até nem foi seleccionado. É do filme "Eu Sou o Amor" ("I am Love" de Luca Guadagnino), com Tilda Swinton, e foi uma proposta que, talvez por ser muito sombria, acabou por não ser escolhida, apesar de muitas pessoas a preferirem à que acabou por ser a escolhida. E é sem dúvida o meu cartaz favorito. Sempre foi um sonho meu fazer um poster de um filme com a Tilda Swinton. E tive outra oportunidade para o filme "We Need to Talk About Kevin" (de Lynne Ramsay). E mais uma vez, também não consegui o trabalho! (risos) Mas talvez um dia...

 

Aproveitaste para fazer uma festa de apresentação da tua revista, a Little Joe, aqui em Lisboa.

Sim, um revista que cruza múltiplos formatos - jornal, fanzine, até livro. Gosto desta ideia que cruza os vários conceitos. É uma revista que explora os filmes que tenham um contexto queer. Não são necessariamente filmes queer, que acho que é uma designação limitativa porque o público LGBT tem interesse em filmes que vão para além de histórias queer. Estou muito mais interessado nas histórias em torno dos filmes e explorar essas ideias.

 

Porque decidiste a publicar a revista em papel, tendo em conta que há já muita gente a escrever sobre cinema LGBT?

O meu interesse tem a ver com a possibilidade de aprofundar os temas. Por exemplo, nos sites online, pouca gente lê artigos de maior dimensão. Na Little Joe procuro explorar outras vertentes e formatos, como filmes históricos, fimes pornográficos antigos, filmes experimentais...

 

Qual o teu filme favorito do Queer Lisboa?

Ainda não vi todos os filmes que estão em competição. Fiquei bastante impressionado com alguns... Houve um filme alemão, "Looking for Simon" ("Auf der Suche", de Jan Krüger), que me fez reagir de forma muito física, chorei bastante, o que é muito raro... Há também o filme “Rosa Morena”, com questões morais bastante complexas que nos deixam margem para encontrar um sentido para nós mesmos.

 

E qual é o filme queer favorito de todos os tempos?

Acho que foi o "A Caminho de Idaho" ("My Own Privite Idaho") de Gus Van Sant. Vi-o quando era muito novo e teve um impacto muito grande em mim.

 

Luís Veríssimo

 

Já segues o dezanove no Facebook?