Qui, 29/09/11
O anúncio da primeira Marcha do Orgulho Gay nos Açores em 2012, avançado na semana passada gerou bastantes comentários nas redes sociais. Mas foi na imprensa local que surgiram as reacções mais polémicas. João Rocha, cronista do jornal “A União”, é o autor de uma crónica intitulada “Açores de rabo para o ar” em que considera o evento agendado para 2012 em S. Miguel “um exercício de pura esquizofrenia, uma manifestação espalhafatosa que só pode envergonhar os homossexuais sensatos”. O autor da crónica diz ter uma opinião “radicalmente diferente” e cita Graça Castanho, da Direcção Regional das Comunidades, entidade promotora da iniciativa, que “encontra na parada gay ‘um exercício de aceitação do outro’”
O colunista João Rocha afirma que “em termos legais [em Portugal] está tudo em pé de igualdade, não havendo qualquer razão plausível para uma manifestação pública de orgulho gay.” E acrescenta: “não passa pela cabeça de ninguém (pelo menos no domínio racional…) a organização de uma parada de heterossexuais.” E ainda remata com “se é para realizar exercícios de aceitação do outro’, pagos pelo dinheiro de todos os contribuintes, que se façam paradas de caloteiros, carecas, barrigudos, desempregados, crentes em OVNI´S, adeptos do Carcavelinhos e vítimas das dores de papagaio. Entrando no universo dos ditos animais não racionais, nada impedirá, através das respectivas paradas, a elevação do orgulho em ser toiro, gafanhoto, burro-anão, borboleta, escaravelho japonês ou vaca malhada.” O jornal “A União” é propriedade da Diocese de Angra do Heroísmo.
É um conceito que não percebo; se o senhor tabela a sensatez pela sua própria medida ou se equivale a encapotado.
Tipo : os homossexuais encapotados ficariam envergonhados. Mas como são encapotados não há razão nenhuma para terem vergonha.
Agora se sensato for tabelado pela minha ideia de sensatez (inteligencia, calma e aceitação das coisas e das pessoas como elas são) então os homossexuais sensatos não têm motivo nenhum para se envergonharem porque sabem que as coisas são assim mesmo e os homossexuais são pessoas muito diferentes entre si.
É o problema dos padres... desculpem lá! Pensam em poupar o erário, mas não pensam como estas manifestações promovem os destinos a nível turistico. Vivem pequenino, como se a vida fosse uma esmola dada com parcimónia e alívio de consciência.
E se a cabra berra todos os dias que é cabra, a vaca malhada muge todos os dias como vaca, o cão ladra todos os dias à cão: deixem-no a ele também bradar como aquilo que é!