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2011: O top 10 dos filmes

Muito aconteceu no mundo do cinema este ano que agora finda, desde beijo que (quase) ninguém viu nos Óscares em Fevereiro até ao Êxtase na “morte” de Celso Júnior em Setembro no QueerLisboa15. Muitos filmes foram vistos, outros tantos esquecidos e até mesmo alguns ignorados. Eis a lista dos 10 filmes que destacamos:

 

A Pele Onde Eu Vivo” (“La Piel Que Habito”, Espanha, 2011) de Pedro Almodóvar é sem dúvida um dos filmes do ano: «...poderá ser o começo de uma nova fase na carreira do realizador, que se encaminha para um outro estatuto, uma outra pele, se assim quisermos. (…) Este Pedro é um outro Almodóvar. Este Pedro está numa outra pele, um Almodóvar refinado, sem artifícios fáceis, um mestre, que na verdade sempre o foi, mas está noutra categoria.». [http://dezanove.pt/159090.html e http://dezanove.pt/270249.html]

 

Eu Não Quero Voltar Sozinho” (Brasil, 2010) de Daniel Ribeiro foi uma das curtas-metragens que mais se destacou no último QueerLisboa, e acabou por ganhar o prémio de Melhor Curta-Metragem no Festival, decidido por votação do público: «Este grande filme é como um beijo que nos foi roubado, uma deliciosa e agradável surpresa.». [http://dezanove.pt/138288.html, http://dezanove.pt/241863.html e http://dezanove.pt/243660.html]

 

«O Indie também é queer. O Indie também é pan, pansexual, panamoroso. Aliás, esta foi a tónica de todo o festival, o amor nas suas várias formas, com as mais variadas consequências. E isto reflecte-se no filme vencedor deste Indie. "The Ballad Of Genesis And Lady Jaye" [http://dezanove.pt/177756.html] (França, 2011) de Marie Losier venceu o Grande Prémio "Cidade de Lisboa".» Este fabuloso documentário que venceu a edição deste ano do IndieLisboa é uma incrível ode ao amor, «Um filme que no limite nos faz querer estar apaixonados.»

 

Estivemos tod@s num Cinema S. Jorge a abarrotar, com a então Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na plateia, para assistirmos à antestreia do filme português de Mónica Santana Baptista, Hugo Martins, Rui Santos, Tiago Silva Nunes, Hugo Alves e Patrícia Raposo, e tentámos tod@s responder à questão “O Que Há De Novo No Amor?” [http://dezanove.pt/175686.html]. O filme estreia a 9 de Fevereiro de 2012 em 20 salas do país.

 

O realizador canadiano Xavier Dolan matou-nos mais um pouco com o seu “Amores Imaginários” [http://dezanove.pt/181807.html] (“Les Amours Imaginaires”, Canadá, 2010). «A sedução é inata ao jovem realizador, um galã clássico. Mas a arrogância também. Aliás todo o filme é arrogante. (…) E assim continuamos, seduzidos, apaixonados, mas com o âmago dilacerado pelo quebra corações que é o demasiado jovem Xavier. Saindo assim da sala do cinema em câmara lenta, abandonados por um amor imaginário. Bang! Bang!».

 

Uivamos de cada vez que James Franco aparece num ecrã. A «…versatilidade tem valido a Franco muitos e grandiosos elogios, fazendo com que o actor tenha sido escolhido para apresentar a cerimónia dos Óscares em Fevereiro último, no ano em que também recebeu a sua primeira nomeação para os prémios da Academia como Melhor Actor.». Este actor americano marcou presença nas salas portuguesas com uma mão cheia de películas. “Uivo” [http://dezanove.pt/235129.html] (“Howl”, EUA, 2010, de Jeffrey Friedman e Rob Epstein), filme de abertura do QueerLisboa15, é o filme onde mais o gostámos de ver este ano.

 

Marco Berger mais uma vez não esteve ausente do QueerLisboa15. Já o seu filme "Ausente" [http://dezanove.pt/237789.html] (Argentina, 2011) é ausente. Ausente de (algum) conteúdo. Falta-lhe qualquer coisa, profundidade e concretização no argumento, também da autoria de Berger». Apesar desta forte crítica ao filme, este não se ausentou do Festival de Cinema de Berlim em Fevereiro [http://dezanove.pt/143180.html], nem da nossa memória.

 

Kaboom – Alucinação” [http://dezanove.pt/179478.html] (“Kaboom”, EUA, 2010) também nos marcou e de que maneira este ano. O filme de Gregg Araki «… é uma explosão de sentimentos, de cor, de vida e de paixão. Uma comédia (indie) de/para adolescentes que felizmente foge aos cânones pré-estabelecidos. Foi filme ideal para terminar em beleza o IndieLisboa’11. O surrealismo do filme contagia-nos…» «…é a confirmação que Araki, uma referência do cinema queer, está cada vez melhor. O filme vai além da mera exploração da sexualidade, mistura humor e ficção científica de forma consistente.».

 

O filme brasileiro-dinamarquês “Rosa Morena” [http://dezanove.pt/243660.html] (2010) de Carlos Augusto de Oliveira dilacerou-nos o coração. Acabou por vencer o prémio de Melhor Longa-Metragem do QueerLisboa15. «Rodado nas favelas de São Paulo, o filme equaciona, a todo o instante, os limites a que um homem está a ceder pela sua vontade de ser pai. Segundo o júri, composto por Beatriz Batarda, Albano Jerónimo e Sam Ashby, esta foi uma decisão muito difícil, mas que acaba por “reconhecer o filme que mais nos desafiou e que levantou o maior número de complexas questões morais.”».

 

Apesar de “Contracorriente” ser de 2009, este filme de produção peruana e colombiana pôde ser visto e apreciado aquando da sua presença no QueerLisboa15. O realizador Javier Fuentes León «…conta-nos uma invulgar história de fantasmas e medos no litoral peruano, um pescador casado esforça-se por conciliar a sua devoção à mulher grávida, com o amor proibido ao seu amante, numa cidade cheia de tradições rígidas e austeras.». [http://dezanove.pt/141029.html e http://dezanove.pt/242933.html]

 

Para o ano há mais, aguardem…

 

Luís Veríssimo

 

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