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Activista jamaicano ganha o primeiro Prémio David Kato

Maurice Tomlinson, um activista jamaicano forçado a fugir do seu país natal devido a ameaças de morte, foi a primeira pessoa a ser galardoada com o Prémio David Kato Visão e Voz. O prémio, em homenagem ao activista ugandês que morreu em Janeiro do ano passado, foi entregue numa cerimónia que decorreu em Londres no Domingo.

 

Tomlinson, advogado de profissão, é um dos mais proeminentes activistas pelos direitos dos homossexuais. Depois de quase duas décadas a fazer campanhas de sensibilização sobre o VIH, considerou que estava a haver uma ligação entre a transmissão do VIH, a criminalização da homossexualidade e a marginalização de homens gay e bissexuais e decidiu alargar o seu trabalho para o campo dos direitos LGBT.

 

O culminar do seu trabalho é o desafio à lei anti-sodomia jamaicana, iniciada pela organização de Maurice Tomlinson, a AIDS-Free World. No seu discurso, o advogado elogiou a nova primeira-ministra jamaicana, Portia Simpson-Miller, pela sua posição contra a homofobia, ao mesmo tempo que considerou que poderá pôr fim à lei colonialista britânica do século XIX, que criminaliza sexo entre homens. E rematou: "As ideias da primeira-ministra representam o que eu e a minha querida mãe consideramos ser a verdadeira cultura jamaicana de 'One Love'".

 

O Prémio David Kato Visão e Voz será entregue anualmente a indivíduos que demonstrem coragem e liderança na defesa dos direitos das pessoas LGBTI e tem o valor de 10 mil dólares (cerca de 7.600 euros). 

 

Lúcia Vieira

 

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