Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

Quem ganhou os Teddy no Festival de Cinema de Berlim (com vídeos)

Keep The Lights On

O cinema português esteve em grande no Festival de Cinema de Berlim este ano. "Rafa" de João Salavisa arrebatou o Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem. É já a segunda vez que uma curta deste jovem realizador triunfa num grande festival de cinema, tendo em 2009 "Arena" vencido a Palma de Ouro em Cannes para Melhor Curta-Metragem.

Já "Tabu" de Miguel Gomes, que chegou a ser considerado um dos favoritos a levar o Urso de Ouro para casa, arrebatou dois prémios: o Prémio FIPRESCI (atribuído pela crítica internacional presente no Festival) e o Prémio Alfred Bauer (que visa premiar um filme que abra novas perspectivas para o cinema). Portugal, com estes três prémios, foi o país mais premiado deste ano na Berlinale nas categorias principais.

 

Call Me Kuchu

No que concerne aos prémios Teddy, que galardoam os filmes com conteúdos LGBT, foram distinguidos dois filmes americanos, "Keep The Lights On" de Ira Sachs como Melhor Filme e "Call Me Kuchu" de Malika Zouhall-Worral como Melhor Documentário. Nas Curtas-Metragens, o peruano "Loxoro" de Claudia Llosa levou o prémio para Melhor Curta-Metragem, o francês "Jaurès" de Vincent Dieutre ficou com o Prémio do Júri e o Prémio Especial foi para o actor Mario Montez e para o realizador Ulrike Ottiger.

"Keep The Lights On" passa-se na Manhattan de 1998, contando-nos a história do romance que começa por ser um encontro furtivo sem futuro entre dois homens, Erik (Thure Lindhardt) e Paul (Zachary Booth) e que logo se transforma em algo mais. Dois anos depois, o casal partilha casa esforçando-se por criar uma vida a dois. Mas, sexo e drogas, falta de tempo, compulsões e vícios levam a que o relacionamento corra de forma incerta.

 

 

O documentário "Call Me Kuchu" descreve a vida de David Kato, o primeiro activista do Uganda assumidamente gay e assassinado há cerca de um ano atrás. A sua vida está constantemente permeada pelo medo de ataques, mas também pontuada por momentos de alegria e celebração. O filme mostra-nos as frases feitas dos fanáticos cristãos, cheias de ódio e sarcasmo, mas também o bispo Christopher Senyonjo, clérigo que se posiciona ao lado da comunidade gay, oferecendo-lhe a sua protecção contra os constantes ataques.

 

 

Luís Veríssimo

 

Já segues o dezanove no Facebook?