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No Iraque jovens gay e emo estão a ser perseguidos e assassinados

Em Bagdade tem-se registado um aumento do número de jovens "emo" vitimas de ataque das milícias, depois de o ministro da Administração Interna do Iraque os ter descrito como seguidores do Diabo. Segundo a BBC, pelo menos 58 adolescentes, na sua maioria do sexo masculino, foram espancados ou mortos apenas no mês passado.

 

No Iraque, o termo "emo" está ligado à homossexualidade, que embora seja legal continua a ser um tabu a nível social e religioso. Mustafa, um jovem iraquiano, disse à BBC que se sente "ameaçado" quando usa roupa preta porque "as pessoas olham para ti de uma maneira estranha e é ainda pior quando a policia prende uma pessoa vestida de preto ou de um grupo emo".

 

O alerta foi dado por activistas dos direitos humanos que avançaram também que terão sido distribuídos panfletos pelas milícias no bairro de Shia na cidade de Sadr, com os nomes de vinte jovens que deveriam ser punidos. Um clérigo do bairro de Shia descreveu os jovens "emo" como "idiotas loucos" e "uma praga na sociedade muçulmana, contudo as pessoas responsáveis devem livrar-se deles de modo legal."

 

O Ministério do Interior disse que não havia recebido qualquer relatório sobre assassinatos nas comunidades gay ou emo e atribuiu os recentes distúrbios em Bagdade a "vinganças por razões sociais, políticas ou culturais."

 

A Comissão Internacional pelos Direitos Humanos dos Gays e Lésbicas, localizada em Nova Iorque disse à France Presse que cerca de 40 pessoas foram raptadas, torturadas e assassinadas no Iraque desde Fevereiro numa "nova onda de violência anti-gay".