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Activistas protestam frente ao Coliseu dos Recreios contra concerto de Sizzla

Três dezenas de pessoas reuniram-se ao fim da tarde de quinta-feira em frente do Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O motivo do protesto foi o mesmo que 24 horas antes tinha reunido o mesmo grupo de pessoas que se insurge contra a actuação do rapper Sizzla Kalonji esta noite em Lisboa. O pouco tempo para a acção e as ameaças de chuva não desmobilizaram aqueles que se consideram indignados pela presença do cantor na sala de espectáculos lisboeta.

 

O concerto que inicialmente tinha sido previsto para o Festival TMN Ao Vivo nos Armazéns F em Lisboa foi cancelado devido a pressões de activistas dos direitos humanos gerado nas redes sociais. Já esta semana soube-se que o concerto em solo português - ao contrário dos previstos para Espanha, Reino Unido, Suécia e Bélgica que acabaram por ser cancelados - foi transferido para o Coliseu dos Recreios.

Ao final da tarde Cláudia Belchior, uma das manifestantes presentes em frente ao Coliseu, disse em declarações ao dezanove que acreditava no cancelamento do concerto porque “este cantor viola a lei portuguesa porque incita à morte de pessoas”. E acrescenta “estamos também aqui para denunciar a falta dos direitos humanos que se vive na Jamaica, onde a violação correctiva é uma prática contra lésbicas.” A também activista dos direitos humanos lembrou que o ACNUR (Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados) reconhece o estatuto de refugiado a cidadãos jamaicanos que se vêm obrigados a sair do país devido à orientação sexual.

 

Fernanda Reis, outra das manifestantes presentes, mostrava-se indignada por Portugal ser um país que “tantou lutou para defender os direitos das minorias e agora permitir este tipo de concerto”.

Em declarações à SIC, Sérgio Vitorino, do colectivo Panteras Rosa, declarou que a realização deste concerto ditava a “morte do Coliseu” enquanto sala de espectáculos para outros cantores. Anabela Rocha, também do colectivo Panteras Rosa, frisou que “caso o concerto se realize aqui vamos informar todos os cantores LGBT friendly realmente qual é a casa onde eles vão actuar”. As cantoras brasileiras Simone e Maria Gadú irão actuar nesta casa de espectáculos em Abril e Maio respectivamente. A 5 de Maio será a vez do cantor espanhol David Bisbal. Em Março último foi a vez dos norte-americanos LFMAO.

José Carlos Tavares, fundador do extinto Grupo de Trabalho Homossexual do PSR, lembrou que o rapper é um "forte apoiante do regime ditadorial de Robert Mugabbe", conhecido pela sua postura anti-gay.

Para o vice-presidente da associação não te prives, Paulo Jorge Vieira, a presença frente ao Coliseu justifica-se na expectativa de que o Estado Português actue em conformidade com as várias denúncias e queixas efectuadas junto da PSP e da IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais): “As autoridades consideram que o apelo a um crime é um crime”, sublinha. Paulo Jorge Vieira afirma que caso o concerto se realize o cabe responsabilizar as empresas privadas que patrocinam a vinda do cantor a Portugal e doravante denunciar as entidades públicas e privadas que colaboraram para este concerto. No entanto, Paulo Vieira explica que em Portugal “aparentemente ninguém inspecciona o conteúdo das letras dos concertos e ninguém verifica se as mesmas incitam à morte das pessoas”.

Já a meio da noite, e já com um número superior às pessoas que iniciaram o protesto, um dos clientes que ia assistir ao concerto do rapper jamaicano acabou detido por agentes da PSP depois de ter injuriado de "fufas e paneleiros" os activistas LGBT presentes.

Ironicamente do outro lado da rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, enquanto decorriam os protestos contra a realização do concerto de Sizzla, era levado à cena mais uma vez no Teatro Politeama, a escassos metros do Coliseu dos Recreios, a peça de Judy Garland cujo hino "Somewhere Over the Rainbow" serve de inspiração à luta pelos direitos da comunidade LGBT.

 

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