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PUFF: Este festival de cinema não é para Lisboa e Porto

PUFF… e fez-se o Portugal Underground Film Festival. Este é um festival diferente. Não é mais um em Lisboa e Porto, não nos vão ser apresentados filmes a que estamos habituados.

É cinema transgressor, em cidades alternativas e em locais pouco comuns. A realizar-se de 8 a 16 de Junho, em simultâneo no Fundão e em Portimão e com uma programação exactamente igual. O Museu Municipal de Portimão e A Moagem – Cidade do Engenho e da Arte no Fundão recebem a edição zero do PUFF - Portugal Underground Film Festival. Descentralização é assim a palavra de ordem.
O que é underground? Segundo a Wikipédia, ‘underground’ (subterrâneo, em inglês) é uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais. Também conhecido como Cultura Underground ou Movimento Underground, para designar toda a produção cultural com estas características, usado para nomear a produção de cultura underground num determinado período e local. A Cultura Underground pode estar relacionada com a produção musical, as artes plásticas, a literatura, ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea, incluindo o cinema.

Segundo Pedro Leitão, director do festival, o objectivo do PUFF é “promover Portugal como local de rodagem. Trazer os realizadores e as equipas que vêm promover os seus filmes e mostrar o Portugal autêntico e verdadeiro”. Daí que os filmes que compõe a programação sejam de um tipo de cinema menos comercial, que tem pouco ou nenhum financiamento, que com orgulho e quase obrigatoriamente são independentes, transgressivos e alternativos, ou seja ‘underground’.
Serão exibidos 137 filmes em 40 sessões divididos por 4 secções competitivas, são 13 longas-metragens, 16 documentários, 68 curtas (17 das quais portuguesas), e cerca de 40 filmes da secção U-Can, dedicada exclusivamente a filmes provenientes de 7 escolas de cinema portuguesas.
No final do Festival serão atribuídos prémios ao melhor de cada secção, o galardão será um Gato Preto, imagem do PUFF, que neste caso "dá azar vê-los, mas dá sorte tê-los", nas palavras de Pedro Leitão. Os bilhetes já estão à venda. Mais informações: no site oficial ou no Facebook.

 



 

Dos filmes apresentados neste festival destacamos os seguintes:

 

"Os Três" (2011, Brasil, 80', falado em português com legendas em inglês) de Nando Olival será a longa-metragem de abertura - sexta, 8 de Junho, às 21h30 - Cazé (Victor Mendes), Camila (Juliana Schalch) e Rafael (Gabriel Godoy) conhecem-se numa festa. Os três chegaram há pouco tempo a S. Paulo e apenas Cazé encontrou sítio para viver: um armazém abandonado. Os três tornam-se amigos e passam a morar juntos durante todo o período em que frequentam a faculdade. Entretanto, há uma regra básica: não pode haver qualquer envolvimento entre eles, em nome da boa convivência. Cazé, Camila e Rafael andam tão juntos que são apelidados pelos colegas como se fossem um só, os três. Já perto do fim do curso, Rafael pensa em mudar-se por notar que sente algo por Camila. Até que surge uma inusitada proposta: que eles protagonizem um reality show na sua própria casa, baseado num trabalho que apresentaram na faculdade. Percebendo ser esta a única oportunidade de permanecerem juntos, aceitam.



 

"The Thing" (2012, EUA, 15', falado em inglês com legendas em português) de Rhys Ernst e passa segunda, 11 de Junho, às 22h - Falta algo à relação de Tristan (Hilt Trollsplinter) e Zooey (Ruthie Doyle). Zooey passou várias semanas a planear uma viagem a uma misteriosa atracção numa estrada conhecida como "The Thing" na esperança de se reconciliarem. Será que ambos vão encontrar o que procuram?


 

"The Sons of Tennessee Williams" (2010, EUA, 75', falado em inglês com legendas em português) é um documentário de Tim Wolff e é exibido na segunda, 11 de Junho, às 22h - Mardi Gras, é uma festa carnavalesca que mistura transformismo e política - de onde mais poderia vir estes elementos juntos, senão de Nova Orleães? Com imagens de arquivo e entrevistas actuais o documentário relata a evolução desta festa, apropriada pela comunidade gay, ao longo das décadas, iluminando os caminhos em que o seu surgimento foi um factor fundamental e determinante da causa da libertação gay no sul dos Estados Unidos.

 

 

 

"It Takes Balls" ("Ça Prend des Couilles", 2011, Canadá, 15', falado em francês com legendas em português) de Benoit Lach é mostrado na quarta, 13 de Junho, às 16h - Um jovem que aguarda pela cirurgia de mudança de sexo é confrontado com pela sua consciência masculina, que o tenta convencer desesperadamente a não fazê-lo.

 

 

 

"The Dance of Two Left Feet" ("Ang Sayaw ng Dalawang Kaliwang Paa", 2011, Filipinas, 85', falado em filipino com legendas em português) de Alvin B. Yapan é apresentado na quinta, 14 de Junho, às 20h - Marlon (Paulo Avelino) segue Karen (Jean Garcia), sua professora de literatura, descobre que ela também trabalha como coreógrafa e professora de dança. Dennis (Rocco Nacino) é contratado por Marlon para o ensinar a dançar com o objectivo de impressionar a sua professora. Ao aprender como o seu corpo deve se mover, Marlon, começa a perceber as interligações que existem entre a poesia e a dança. O filme explora a intersecção e divergências entre as preocupações feministas e gays no contexto do terceiro mundo, enquanto apresenta a poesia de seis poetas feministas filipinos: Rebecca Anonuevo, Benilda Santos, Merlinda Bobis, Joi Barrios, Ruth Elynia Mabanglo e Ophelia Dimalanta.

 

Vê como ganhar convites para algumas sessões do PUFF aqui.


Luís Veríssimo

 

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