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As reivindicações de quem marchou com orgulho em Lisboa (com vídeos)

A 13ª edição da Marcha do Orgulho LGBT percorreu várias ruas da capital. Em todas se reivindicaram direitos e o fim à discriminação. Em todas se levantou a bandeira do arco-íris e foi possível ver que a diversidade existe e pode coabitar sem preconceitos. Mas nem todos os que assistiram nos passeios ao desfile das organizações participantes sabem o que cada uma reivindica. O dezanove.pt faz o resumo das reivindicações da marcha que terminou na Praça da Figueira.

Foi, em cima de um camião e com auxílio de um sistema de som, que a actriz Maria Manuel que deu o mote: mostrar o que defendem e preocupa as 22 organizações que integram a Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa. A leitura da versão reduzida do manifesto angariou aplausos a cada parágrafo. Cada discurso rimou com orgulho por oposição à vergonha, afinal de contas a melhor tradução possível do conceito “pride”:

 

 

Panteras Rosa – Frente de Combate à Lesbigaytransfobia:

“Marchamos pelo direito a ter direitos” “Não ficaremos silenciosas perante as desigualdades, discriminação e injustiças. Quanto mais nos tentarem calar, mais forte nos irão ouvir” (Inês Ribeiro)

 

 

AMPLOS – Associação de Mães e Pais de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros:

“As mães e pais que estão aqui vestiram a camisola do combate por uma sociedade livre e digna”. “As relações entre pais e filhos podem e devem ser a base estruturante da formação de cada um de nós no caminho para a felicidade, infelizmente também podem ser lugar de profundas tristezas, medos e desesperos. A identidade de cada um não é uma escolha.” (Margarida Faria)

 

 

UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta:

“Orgulhamo-nos porque estamos convictas de que esta festa política que é a marcha é necessária para a desconstrução de preconceitos e estereótipos relativos a género, identidade e orientação sexual que marcam as sociedades patriarcais.” (Nádia Cantanhede)

 

não te prives – grupo de defesa dos direitos sexuais:

“Não aceitamos a discriminação. Não aceitamos a desigualdade.” “Queremos celebrar, mas queremos continuar a denunciar e contar com a presença de todas e de todos” (Ana Cristina Santos)

 

 

 

PolyPortugal:

“O PolyPortugal luta pela visibilidade de várias economias das intimidades consensuais, mas  essencialmente pela não economia dos afectos” (Alistair)

 

 

ILGA Portugal:

“Para a semana vamos ter o grande Arraial Pride onde vamos continuar o nosso Orgulho” (Júlia Pereira)

 

 

rede ex aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes:

“Estamos aqui essencialmente pelos jovens LGBT que ainda vêm a sua vida marcada por episódios de bullying homofóbico e transfóbico em espaços que deviam ser seguros, como ambientes escolares e/ou as suas casas.”

“Foi aprovado em Conselho de Ministros o novo estatuto do aluno e ética escolar que incluiu o respeito pela orientação sexual por toda a comunidade escolar. Mas este passo não foi tão inclusivo como poderia ser porque ainda não menciona a identidade de género.” “A discriminação com base na orientação sexual e identidade de género não pode continuar sem que haja consequência para os seus promotores” (Cátia Figueiredo)

 

 

Associação de Estudantes do ISCTE:

“A universidade devia ser um espaço de liberdade, igualdade e sem preconceitos.” “Nas praxes, nos cânticos académicos as palavras gay, fufa, paneleiro, […] continuam a ser sinónimo de insulto e isso nós temos de rejeitar” (João Mineiro)

 

 

APF – Associação para o Planeamento da Família

“A saúde sexual e reprodutiva é para todas as pessoas, de todas as idades, de todos os segmentos da sociedade e por isso inclui também o acesso a condições como a PMA, o acesso à informação isenta, correcta e que não perpetue estereótipos” (Laetitia)

 

Créditos dos vídeos: Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa

 

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