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Sida: Número de infectados na população hetero- e homossexual aumenta

O último relatório do Instituto Ricardo Jorge (IRJ), de Lisboa, revela que, à semelhança do que se passa no resto do mundo, o retrato da sida em Portugal está a mudar.

Segundo este relatório, o número de toxicodependentes infectados com o VIH desceu em 10%. No último ano foram diagnosticados 900 novos casos, sendo que os heterossexuais continuam a ser o grupo mais representativo de pessoas infectadas, representado 60% dos casos. Já os homossexuais e bissexuais representam 26% dos indivíduos seropositivos. Em número absoluto uma proporção da população homossexual está infectada com o VIH, ou seja, tendo em conta que cerca de 10% da população é homossexual (assumidos), numa situação de proporcionalidade, em cada 100 indivíduos infectados, 10 seriam homossexuais. Assim sendo, em vez de se verificar uma relação de 10 para 1, os dados mostram que na realidade a proporção é de 10 para 4. Existem, contudo, variáveis difíceis de quantificar como o facto de muitas pessoas se assumirem como heterossexuais e terem relações extraconjugais com pessoas do mesmo sexo ou bissexuais e homossexuais não assumidos. Na perspetiva da população LGBT os números do relatório do IRJ mostram que bi- e homossexuais continuam com comportamentos de risco uma vez que, quer em percentagem quer em número absoluto, o número de casos de pessoas infectadas com VIH está tendencialmente a subir. Este situação já não se verifica entre os toxicodependentes.

Em Portugal foram até ao momento contabilizadas 7.800 mortes causadas pela sida, sendo que cerca de 50% eram toxicodependentes. Até ao ano passado foram contabilizados 41.000 pessoas seropositivas nos diferentes estágios da doença. Também em 2011 registou-se o valor mais baixo de pessoas no estado mais avançado da doença.




 

César Monteiro

 

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