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Mais uma mulher transgénero brutalmente assassinada no Brasil

O corpo de uma mulher transgénero de vinte anos de idade foi encontrado no passado Domingo na cidade de Votuporanga, no estado de São Paulo. Os genitais e uma orelha da vítima foram cortados e o corpo abandonado perto de um contentor do lixo.

A Policia Militar - que está a cargo da investigação - suspeita que a mulher, cuja identidade não foi divulgada, seja uma trabalhadora do sexo provavelmente assassinada por um cliente. Contudo, ainda não há pistas quanto à identidade do assassino.

Os crimes contra pessoas trans têm chocado os habitantes de São Paulo. No mês passado, uma mulher de vinte e três anos de idade foi brutalmente assassinada na cidade de Clementina e duas pessoas foram presas. Em meados de Agosto quatro mulheres transgénero foram baleadas na cidade de São José do Rio Preto (São Paulo). Duas delas vieram a falecer devido aos ferimentos e as outras duas foram levadas para os cuidados intensivos. Dois homens foram presos sob suspeita de estarem ligados a este tiroteio, um deles é ex-polícia.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) registou 266 assassinatos de pessoas LGBT no Brasil no ano passado, seis vezes mais do que em 2010. Segundo o Professor Luiz Mott, antropologista da Universidade Federal da Bahia e fundador do GGB “A falta de denúncias em relação a este tipo de crime é impressionante, o que indica que este número é apenas a ponta do iceberg de crueldade e sangue. Uma vez que o governo federal se recusa a construir uma base de dados sobre crimes de ódio contra a comunidade LGBT, baseamos os nossos números em notícias impressas e online, o que certamente fica muito aquém da realidade.” O relatório afirma que o Brasil tem a taxa mais elevada de assassinatos de pessoas LGBT do mundo.

Nos Estados-Unidos, que tem uma população duas vezes maior que o Brasil, registaram-se nove casos de assassinato de pessoas transgénero em 2011. No Brasil registaram-se noventa e oito. Segundo o GGB em 2011, a cada 33 horas, uma pessoa LGBT era brutalmente assassinada no Brasil alvo de um crime de ódio.

 

Lúcia Vieira

 

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