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A primeira cura funcional para a sida foi conseguida num recém-nascido

No último Domingo, 3 de Março, uma equipa de investigadores apresentou o primeiro caso de cura aparente de um bebé que nasceu contaminado com o VIH. A criança foi contaminada através da mãe seropositiva. Hannah Gay foi a médica que seguiu a criança desde o nascimento.

A médica decidiu aplicar um tratamento com antirretrovirais logo após 30 horas do nascimento deste bebé, mesmo sem ter os resultados laboratoriais que confirmassem este prognóstico. Na opinião desta médica, o tratamento precoce preveniu a formação de reservatórios destes vírus que são praticamente impossíveis de tratar.

Após 29 dias, os testes sanguíneos não detectaram o VIH no sangue desta criança. O tratamento com antirretrovirais prosseguiu até aos 18 meses. Neste momento, os testes sanguíneos standards, utilizados normalmente para a deteção do VIH, não detectaram o vírus e apenas as análises genéticas conseguiram ser o suficiente sensíveis para o detectar. No entanto, a carga viral existente não é suficiente para permitir que o vírus se propague.

O caso é apresentado como a primeira cura funcional para o VIH. De facto, a utilização de antirretrovirais durante a gestação dos fetos cujas mães são seropositivas, mostrou-se eficaz em impedir a sua transmissão em 98% dos casos. A equipa médica apoia a utilização de antiretrovirais em recém-nascidos desde o seu nascimento de forma a eliminar por completo as cargas virais do VIH.

A criança tem agora tem dois anos e vive no estado norte-americano do Mississippi.

 

César Monteiro

 

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