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Marcha Lisboa: "Não parecem nada homossexuais!"

Ao longo do percurso da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, entre a Praça do Príncipe Real e o Martim Moniz, centenas de pessoas assistiam à passagem dos manifestantes.

Fernando Guimarães, 50 anos, indiferente à manifestação que passava na rua D. Pedro V, dizia ao dezanove que "na minha opinião pessoas assim têm todo o direito a existir”, mas ressalva "agora se isso corresponde à minha maneira de ser ou viver..."

Na mesma rua, Venla, finlandesa, assiste com um amigo à manifestação. Ambos estão de férias em Portugal. Ele tira fotos sucessivamente, enquanto Venla afirma que "esta marcha não é lá muito grande, podia ser bem maior". Questionada se as marchas na Finlândia tinham mais participantes, acaba por dizer que são do mesmo tamanho. Aliás, também na Finlândia, "apenas nas grandes cidades e na capital é que as pessoas aceitam com naturalidade a homossexualidade", comenta.

 

De seguida chegamos à fala com Ana Ferreira, 37 anos, colaboradora numa loja da mesma rua: "É a primeira vez que assisto. Foi uma grande surpresa. Acho bem e têm todo o meu apoio porque há espaço para todos. A finalidade é sermos felizes, não é?"

Já com vista para o miradouro de S. Pedro de Alcântara, o dezanove foi recolher a opinião de dois italianos, Michela e Vicenzo. "Soube da marcha há dois dias e decidi vir porque sou amiga dos homossexuais" informa Michela que é oriunda da Calábria. "Resolvi trazer o meu amigo gay italiano". Em resposta à caracterização da situação em Itália, Michela diz que "é bem pior. As pessoas não se podem casar com quem querem e existem casos de muita homofobia".

Na rua da Misericórdia, Maria na casa dos 75 anos assiste na soleira de uma porta com uma amiga à marcha: "Ainda não me tinha apercebido que eram homossexuais". É a manifestação reivindicativa dos direitos dos homossexuais, bissexuais e transgéneros, informou o repórter. "Ai é? Mas não parece nada, parecem-me pessoas iguais às outras". Instigamos a mais umas declarações, a que a entrevistada diz ser melhor não dizer mais nada, não vá o marido não achar muita piada. Mesmo assim diz: "Eu cá acho que cada um faz o que quer da sua vida. Felicidades e que corra tudo bem!", não sem antes afagar o braço do repórter.

Na Praça da Figueira, Patrícia e Ruben levam uma criança de quatro anos pela mão que acaba de assistir à marcha. "Problema ela ver a marcha? Não há problema nenhum" dizem sorridentes. E a marcha lá continuou para o Martim Moniz.

 

 

Mais fotografias da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2010 aqui.

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