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“La Vie d’Àdele”, o filme lésbico que venceu a Palma de Ouro em Cannes

É a primeira vez de que há memória, e peço desculpa se estou a cometer alguma falácia, que um filme de temática LGBT vence a Palma de Ouro em Cannes. “La Vie d’Àdele” (2013, em tradução livre “A Vida de Adèle”, ou “Blue Is The Warmest Colour” no título internacional) de Abdellatif Kechiche conta a história de amor entre Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux).

No final da semana passada o filme deste tunisino, que nos deu em 2007 o delicioso “O Segredo de um Cuscuz”, já era apontado como o grande vencedor. Contudo, um júri presidido por um conservador Steven Spielberg, dado o tema abordado, adivinhava outro desfecho.

Aos quinze anos de idade, Adèle está convencida que uma rapariga tem de namorar com rapazes e esperar por um grande amor. Como todas as adolescentes, pensa que o encontra na pessoa de Thomas (Jeremie Laheurte), um jovem misterioso, mas amigável. Adèle conhece no mesmo dia Emma, uma jovem mulher de cabelo azul, e este encontro muda por completo a sua vida. Emma passa a assombrar todas as noites os seus sonhos e desejos mais íntimos. Ao tentar ignorar tais sentimentos Adèle envolve-se com Thomas, mas percebe que não se sente atraída por rapazes, mas sim por raparigas. Adèle descobre desejo com Emma que a ajuda a afirmar-se como mulher e como um adulta.

Este filme francês não só venceu a Palma de Ouro, prémio máximo, como também recebeu no Festival de Cannes o Prémio FIPRESCI, atribuído pela Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, que visa agraciar o filme, o cinema de género, arriscado, original e pessoal. “La Vie d’Àdele” é uma adaptação da banda-desenhada “Le Blue est un Colour Chaude” (“O Azul é uma Cor Quente” em tradução livre) da autoria da jovem Julie Maroh. O filme será distribuído em Portugal pela Leopardo Filmes, de Paulo Branco, e tem estreia prevista para 21 de Novembro deste ano.

 

 

 

Luís Veríssimo

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