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Protestos em Paris contra casamento e adopção

O Dia da Mãe em França, assinalado no passado Domingo, levou à rua dezenas de milhares de manifestantes que marcharam pelo centro de Paris contra o casamento e a adopção por pessoas do mesmo sexo.

Este foi o terceiro grande protesto do género “Manif pour tous” inspirado no nome da lei que atribui o direito ao casamento e à adopção aos casais homossexuais – “Mariage pour tous”. A lei foi definitivamente aprovada pelo parlamento no final de Abril e promulgada pelo Presidente François Hollande no passado dia 18 de Maio.

Embora a lei já esteja promulgada, e mais de metade dos franceses apoie a lei e mais de 70% defenda que os protestos devem terminar, a manifestação - que já estava agendada há bastante tempo - não foi cancelada. Para além da indignação contra o casamento e a adopção por casais gays e tentar baixar a popularidade de Hollande, a manifestação tem ainda como objectivo a interrupção ou o adiamento da aprovação de novas leis que permitirão a procriação medicamente assistida e a maternidade de substituição (barrigas de aluguer) a casais gays. Estas últimas leis estão ainda a ser equacionadas pelos socialistas franceses.

Os protestos iniciaram-se em três pontos distintos (Porte Dauphine; Porte de Saint-Cloud e Gare d’Austerlitz) e convergiram todos para a histórica Esplanada dos Inválidos, que se transformou num mar de manifestantes. Alguns manifestantes erguiam bandeiras francesas, bandeiras e cartazes azuis e cor-de-rosa com o desenho de uma família heterossexual e com a menção: “Todos pela Família”. Existiam ainda cartazes com a mensagem “Uma família é um pai e uma mãe” ou “não destruam a base da nossa civilização”. Foram muitas as famílias que levaram para a rua crianças e bebés em carrinhos.

A sede do Partido Socialista foi invadida e ali foi pendurada uma faixa gigante que pedia a renúncia de François Hollande.

Segundo a polícia 150 mil pessoas participaram no protesto. Segundo a organização foram “mais de 1 milhão”.

Mais tarde, cerca de 500 manifestantes iniciaram confrontos atirarando garrafas de cerveja e bombas de fumaça à polícia. Os confrontos envolveram jovens encapuçados ou com capacetes, armados com paus, pedras e barras de ferro que diziam que a França vive actualmente numa “ditadura socialista”. A Praça dos Inválidos ficou transformada num  campo de batalha, entre manifestantes e polícias. Foi usado gás lacrimogéneo e presos cerca de 280 manifestantes.

O ministro do interior francês, Manuel Valls, mobilizou cerca de 4.500 polícias armados para garantir a segurança e lidar com a eventual violência. De acordo com o site de notícias France24, a polícia foi colocada em alerta táctico desde sábado à noite, altura em que cerca de 50 opositores ao casamento foram detidos e foram apreendidas bombas de fumaça nos Campos Elísios.

 

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