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Uma "tipirraca" neste Santo António para combater o VIH no Quénia

Tiago Dias, 26 anos, é finalista de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Lisboa. A vida de estudante cruza-se com o activismo de sensibilização para a temática do VIH. Tiago acredita que "os problemas globais exigem respostas comuns e que o exercício da cidadania não pode acabar no nosso próprio pais, nem esgotar-se no nosso universo de proximidade". Este é o ponto de partida para mais uma acção de Tiago Dias, que neste Santo António vai explorar uma barraca em pleno bairro da Bica, em Lisboa.

O finalista de Farmácia junta o activismo à sua paixão: cozinhar. Aliás, tem sido através de jantares que organiza na sua casa que o jovem oriundo de Chaves dá asas à imaginação enquanto chef numa iniciativa a que chama de "Tipicidades Urbanas", que é como quem diz, trazer o típico da gastronomia portuguesa de volta às grandes cidades. Depois de saborearem os petiscos preparados por Tiago, amigos e desconhecidos oferecem um donativo que visa custear a viagem e o projecto que quer concretizar no Quénia.

Aproveitando a quadra popular, o conceito evoluiu e trará o típico a uma barraca de Santo António. Mais uma vez as receitas destinam-se à acção no Quénia. Tiago explica ao dezanove.pt que "o Quénia tem carências estruturais na área da saúde pública. O meu tempo, o meu conhecimento técnico e académico e a minha dedicação podem, assim como de qualquer voluntário, ter um impacto significativo. A carência de recursos, de meios de informação, de infra-estruturas hospitalares, tornam o VIH/SIDA uma epidemia social com repercussões muito diferentes às vividas na maioria das sociedades ocidentais". Na barraca de Santo António será ainda disponibilizada informação sobre sexo seguro, o VIH e distribuídos preservativos.

 

Todos podem ajudar

A recolha de fundos estende-se ainda à plataforma de crowdfounding. Qualquer pessoa pode ajudar o Tiago a chegar a Kibera, a maior favela de África, situada em Nairobi, capital do Quénia. Só falta um mês. Tiago parte a 12 de Julho e regressará seis semanas depois de trabalhar em conjunto com o African Health Community Programme.
Quando regressar o chef Farmacêutico continuará a servir refeições: "O meu objectivo é criar um restaurante como uma associação de solidariedade para ajudar os que mais necessitam, mas tentando sempre recolher fundos de uma forma que seja realmente útil a quem contribui, aproveitando para dar a conhecer as iguarias de Portugal ao maior número de pessoas", remata.

 



Paulo Monteiro

 


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