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Catarina Martins: “O preconceito não pode ficar à frente do superior interesse das crianças”

Poucos foram os políticos presentes na Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa no passado Sábado. O dezanove.pt conseguiu chegar à fala com a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins para perceber as motivações da participação do partido na marcha do arco-íris.

dezanove: O que motiva o Bloco de Esquerda a estar presente nesta Marcha?

Catarina Martins: Eu venho sempre à Marcha e o Bloco de Esquerda tem estado sempre na Marcha. A marcha é um dia importante para assinalar a luta pelos Direitos Humanos e contra a discriminação, contra o preconceito e pela afirmação dos Direitos LGBT. Neste momento em Portugal estamos a viver uma altura que do ponto de vista legislativo pode representar alterações significativas e que o Bloco está muito empenhado. Estamos neste momento no Parlamento a fazer a especialidade de uma lei que permite a co-adopção quando num casal do mesmo sexo, uma pessoa tem já um filho e o parceiro ou a parceira quer co-adoptar esse filho.

Mas o Bloco de Esquerda luta pela adopção por inteiro, porque não há direitos pela metade. É em todo o caso, um passo importante, porque mostra que a própria maioria social em Portugal está a ser alterada e que percebem que o preconceito é estúpido e é sempre uma humilhação de pessoas e que não pode nunca existir.

 

A adopção é um dos temas dominantes, portanto?

Neste momento há um debate de quem tenta pôr em campos diferentes os direitos das crianças e os dos casais do mesmo sexo à adopção. Julgo que é importante afirmar-se claramente que na adopção está sempre em primeiro lugar independentemente de todas as situações concretas, o interesse superior da criança. É por isso que lutamos. E o que não pode é o preconceito contra a orientação sexual pôr-se à frente dos interesse superior da criança, dizendo que uma criança não pode ser adoptada por uma casal do mesmo sexo por esta ser a pior resposta. Esta pode ser a resposta que melhor a protege e que a impeça de ter felicidade por um preconceito.

É nesta luta que estamos hoje, há tantas lutas pleos direitos humanos, tantas lutas pelos direitos civis. Esta luta tem a ver com mais um passo para que o preconceito não fique à frente do superior interesse das crianças.

 

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