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O Pride de San Francisco contado por quem lá vive

Os parques de San Francisco (Estados Unidos) ficam repletos e ainda só é sexta-feira. Percebemos as diferenças entre os autóctones e os entusiásticos visitantes (pelo seus trajes burlesco-exagerados), que vêm de tantas outras partes dos EUA à procura de liberdade de expressão, em pleno Pride da cidade.

Manuel, que decidiu afirmar a sua sexualidade de forma mais livre em San Francisco há cerca de uma década, tem uma sobrinha lésbica de 25 anos e vem de visita dos arredores de Los Angeles. Bela, morena e sorridente, de formas elegantes avança com as amigas pelas multidões, com uma t-shirt caveada e insinuante que diz: “I know what girls like”, demonstrativa do seu orgulho – algo que não consegue fazer junto do meio em que cresceu.

No dia seguinte, Sábado, caminhando em direcção ao “recinto-de-estradas-fechadas” do bairro do Castro, celebra-se a “Pink Party”. Escusado será dizer qual a cor predominante dos disfarces San Fran criativos. Da janela de uma das belas casas vitorianas acena um amigo, que convida a entrar. Celebram desde casa, interagindo a partir do primeiro andar, com o mar de gente que dança, se abraça e bebe à saúde da recém-abolição do DOMA e Prop 8 (na Califórnia) no dia 26 de Junho, permitindo o casamento gay a nível federal, em todos os EUA.

Jimmy é um dos anfitriões, junto com a sua amiga Susan, heterossexual, com quem partilha casa há anos. Na casa estão amigos de todas as cores, raças e cidades americanas. A jovial mãe de cerca de 70 anos trouxe o namorado e vieram visitar o filho no fim-de-semana do “SF Pride”. Pela primeira vez, o filho traja leather em frente à mãe, que elogia partes desnudas do corpo do filho. Enquanto isso, conversam amenamente sobre filosofias e estratégias de preservação do meio ambiente. Jimmy assegura que sempre mantêm diálogo fácil, apenas não podem falar de política, dado que a mãe é republicana e ele democrata.

E a festa continua nas ruas, pela noite fora e Domingo que seguiu. E pelas inúmeras celebrações privadas e públicas de South of Market.

No momento em que acabar de escrever esta história terá finalizado a celebração de um matrimónio gay aqui ao lado, de um amigo americano (filho de pais portugueses que deixaram de “aceitar” a Igreja, porque esta não “aceitou” o filho. Os cartórios de San Francisco estão lotados, pelo que tiveram que se deslocar a Marin County, para concretizar o seu sonho. O Pride oficial de San Francisco decorreu nos dias 29 e 30 de Junho.

SV