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O próximo Queer Lisboa: de “Continental” a “Out in the Dark” passando por "Wonder Women"

Foi divulgado esta quarta-feira o programa completo do Queer Lisboa 17, que irá decorrer no final do mês, de 20 a 28, no Cinema S. Jorge.

Desde a primeira edição que o Festival não abria o certame com um documentário. Na edição 1 do festival foi a vez de "Celluloid Closet". Este ano volta a fazê-lo. No dia 20, sexta-feira, às 21h, será exibido “Continental” de Malcolm Ingram, uma escolha motivada, não apenas pela qualidade formal do filme, mas por contar uma importante história da cultura queer: a histórica sauna Continental, de Nova Iorque.

Na cerimónia de encerramento, dia 28, sábado, também às 21h, passará “Out in the Dark” de Michael Mayer, um filme que é uma prova do enorme apelo e potencial comercial que o cinema queer pode ter, nesta história de amor entre dois homens – um israelita e um palestiniano –, que mostra o preconceito que se vive dos dois lados da fronteira.

O grande destaque na secção competitiva de documentário vai para o filme “Interior. Leather Bar”, realizado por James Franco e Travis Mathews, que procura imaginar o que teriam sido os 40 minutos censurados da versão final de “Cruising” (1980), de William Friedkin com Al Pacino como protagonista, imagens entretanto perdidas. Trata-se de toda a sequência passada num bar gay e sadomasoquista, que incluiria cenas de sexo explícito.

Na competição de longas-metragens o maior destaque está em “Noches de Espera” do português Tiago Leão, e que conta a história de Aitana, Pierrick, Rita e Jorge, todos na casa dos vinte anos e todos procuram formas de tornar as suas noites madrilenas um pouco menos solitárias.

Na secção Panorama o destaque centra-se em “E Agora? Lembra-me” de Joaquim Pinto. Nuno Galopim, um dos programadores considera o filme de Pinto "arrebatador" e não se mostrou admirado pelas recentes premiações conseguidas em Locarno. Na secção Queer Art destaca-se o documentário “Wonder Women! The Untold Story of American Superheroines” de Kristy Guevara-Flanagan. À parte da secção competitiva de curtas-metragens, surge uma outra secção competitiva: In My Shorts, onde estudantes de escolas de cinema irão apresentar as suas obras.

O Júri da Competição para a Melhor Longa-Metragem será composto por Andrei Rus (Jornalista e Programador de Cinema, Bucareste), Cinta Pelejà (Directora do DocLisboa) e Gustavo Vinagre (Realizador, São Paulo). O Júri da Competição para o Melhor Documentário por Bard Ydén (Director do Festival Skeive Filmer, Oslo), Cláudia Varejão (Realizadora, Lisboa) e Michael Stütz (Director do Festival Xposed, Berlim). O Júri da Competição para a Melhor Curta-Metragem por André Teodósio (Encenador, Lisboa), António da Silva (Realizador, Londres) e Daniel McIntyre (Realizador, Toronto). O júri da nova Competição In My Shorts por Carlos Conceição (Realizador, Lisboa) Cosimo Santoro (Distribuidor, Itália) e Maria João Mayer (Produtora, Lisboa).

 

 

Outros destaques queer

Para quem não teve a oportunidade de ver Gingers no último IndieLisboa o filme do português António da Silva passa a 27 de Setembro Às 19h15.

Lembram-se do projecto da web série Barba Rija? É a vez do projecto passar à realidade e para isso vai precisar da ajuda da comunidade bear, mas não só. Um workshop sobre a série que se encontra em produção tem data marcada para 26 de Setembro ao fim da tarde (19 horas).

Seis festas em nove dias. Este é um festival de cinema, mas a festa não fica em segundo plano. Na sexta, 20 de Setembro, logo a começar o festival o rapper Cazwell irá abanar o Teatro do Bairro ao som de Ice Cream Truck. No dia seguinte é a vez do Queer –mente. Mas há mais e de todas elas daremos conta.

 

Apesar de não haver um tema central na edição 17 do festival, a crise que o país atravessa e que “afecta as minorias sexuais - porque são as primeiras a estar em perigo-  vai estar reflectida de forma explícita e implícita no festival” declarou o Director do Festival, João Ferreira.

 

 

Luís Veríssimo e Paulo Monteiro

 

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