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Turquia proíbe Grindr

 

Adivinha-se um final de Verão mais solitário para a comunidade gay turca, depois do Governo deste país ter proibido o Grindr no seu território.

Grindr é a maior rede geosocial (para smartphones) que permite aos seus utilizadores – homens, encontrar outros gays e homens bissexuais que estejam próximos. A aplicação conta já com mais de 6 milhões de clientes em 192 países… 191 desde o dia 11 de Setembro.

 

Desde esse dia, quando alguém tenta abrir a aplicação na Turquia depara-se com uma mensagem que comunica o bloqueio ao Grindr. A medida é entendida como sendo de protecção e foi decidida pelas autoridades de Istambul.

 

A Turquia é vista como um país moderno e progressista relativamente aos direitos LGBT; nas principais cidades existem vários bares, discotecas e grupos de apoio a comunidade. Mas as raízes islâmicas, mais conservadoras, condenam a prática homossexual.

 

Hayriye Kara, advogada da KAOS – associação LGBT daquele país – explica que não tem conhecimento das razões que levaram o governo a tomar esta decisão, mas pensa que o argumento mais provável seja o da moralidade – um termo ambíguo, também frequentemente utilizado contra as trabalhadoras transexuais.

O activista LGBT turco Omer Akpinar vai mais longe, ao afirmar que a censura do Grindr é mais uma medida do governo para proteger a família tradicional e heterossexual, atacar a diversidade sexual na Turquia e suprimir direitos LGBT. Omer denuncia que “qualquer pessoa com um estilo de vida ou identidade que não se encaixam na ideologia do Estado, é privado de seus direitos e liberdades”.

Num depoimento à imprensa o CEO do Grindr, Joel Simkhai, mostrou-se zangado com o bloqueio e explicou que o Grindr foi criado para facilitar o contacto entre homens gays e bissexuais, especialmente em países onde a comunidade LGBT é mais oprimida. Simkhai espera que este bloqueio seja retirado o mais rapidamente possível.

Entretanto o site de petições AllOut.org está a promover uma petição para que seja devolvida a liberdade no acesso a esta aplicação na Turquia.

 

José Morgado

 

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