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Papa Francisco: “Não é a intenção da Igreja” negligenciar fiéis homossexuais

O Papa Francisco aponta o dedo à Igreja Católica no que chamou de uma “obsessão” por temas como “os gays, o aborto e a contracepção”. O Papa, que desde a sua eleição tem vindo a demonstrar publicamente um conjunto de valores mais liberais, acusa a Igreja de se focar nestes assuntos em detrimento da sua missão mais abrangente de “acolher todos”.

Na entrevista publicada no jornal jesuíta italiano “La Civilta Cattolica”, o Papa diz que a Igreja poderá manifestar as suas crenças e visões sobre a homossexualidade, aborto, entre outros, mas nunca “interferir espiritualmente” nas vidas da comunidade LGBT.

“É preciso encontrar um novo equilíbrio, senão a Igreja corre o risco da sua edificação moral cair como uma torre construída de cartas. A Igreja tem-se fechado sobre pequenas coisas e em regras muito limitadas.” O Papa defende que os ministros da Igreja devem ter como primeira missão “proclamar o amor redentor de Deus, antes do dever moral e religioso” e, desta forma, evitar interferir politicamente.

Relembre-se que em vários países, a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido fortemente contraposta publicamente pela Igreja, como foi o caso de França ou, anos antes, em Espanha. No entanto, o Papa Francisco não desmente a posição negativa da Igreja, que diz ser “clara”, em relação ao casamento gay, aborto e contracepção.

Não é a primeira vez que o Papa, de 67 anos, se pronuncia sobre o tema da homossexualidade. Em Julho deste ano, quando questionado sobre o tema contrapôs: “Quem sou eu para julgar?”. Afirma agora, nesta entrevista, que se tratou de um comentário dirigido a toda a população gay, após ter recebido várias cartas de fiéis homossexuais que se sentiam negligenciados pela Igreja. “Essa não é a intenção da Igreja”, sublinhou.

 

André Faria