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Gustavo e Bruna lutam contra o preconceito no Brasil

A história de amor entre Gustavo Benevides (21), um estudante de educação física, e Bruna Marx (33), funcionária pública, está a sensibilizar o país depois das suas declarações ao jornal O Globo. O jovem, Gustavo, partilhou com o jornal a discriminação e dificuldades por que tem passado desde que assumiu o seu namoro com Bruna, uma transexual.

Gustavo foi obrigado a sair de casa dos pais, que não aceitaram o facto do seu filho estar a namorar com uma transexual. Teve por isso de se mudar para casa de Bruna, alegando que “não tinha para onde ir. Os meus amigos também se afastaram de mim”. O jovem afirma que tem sido complicado ultrapassar este preconceito pois “eu, que sempre fui reservado, passei a ser uma das pessoas mais olhadas na rua, por me ter casado com a Bruna. Mas não irei desistir disto”.

O casal diz ter interesse em juntar-se a uma ONG que lute pelos direitos LGBT, e sem medo afirma que “andamos de mão dadas nas ruas, no shopping. As pessoas têm que nos respeitar, porque amar não é crime”.

Entretanto, Bruna já deu início ao processo de readaptação de sexo, e começou a tomar hormonas há um ano, com o objectivo de se aproximar das características físicas femininas. A decisão de avançar o processo de transformação total tem sido difícil, e para já está afastada, pelo medo de perder o seu emprego, onde Bruna ainda assume a sua identidade masculina.

“Quando eu puder ser quem sou de verdade em horário integral, vou renascer para a vida. É só isso que falta para eu ser uma mulher completa”, foi o desabafo de Bruna ao jornal brasileiro. Bruna, não acreditava que um dia fosse ter um relacionamento sério e não esconde elogios ao seu parceiro “Ele é a minha estabilidade emocional. Quando sou atacada, mesmo que indiretamente, ele está sempre do meu lado para me amparar”.

O Brasil é um dos países onde recentemente se tem tentado legislar sobre questões de orientação sexual e identidade de género, mas onde a violência continua a ter grande destaque, sendo apontado como o país com maior número de transgéneros assassinados do mundo, segundo um estudo da Trans Murder Monitoring Project.

 

André Faria