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Aumentam as empresas LGBT-friendly nos EUA

A Human Rights Campaign (HRC - Fundação para os Direitos Humanos) publicou este mês o Corporate Equality Index (CEI) para 2014, no qual destaca 304 empresas como "Best Places to Work for LGBT Equality", os melhores sítios para trabalhar do ponto de vista da igualdade LGBT. Trata-se de um número recorde.

Há dois anos eram 189 e em 2002, no primeiro ano da sua publicação, foram apenas 13 as empresas que obtiveram este título.

O CEI (Índice da Igualdade Corporativa) é um relatório anual da HRC que classifica as empresas quanto às políticas de inclusão e de protecção dos direitos LGBT. Para o efeito, recorre a nove critérios agrupados em cinco categorias. As que obtiverem a pontuação máxima, 100%, são incluídas na lista "Best Places". São convidadas a ser avaliadas as grandes empresas privadas que constem da lista Fortune 1000 (da revista Fortune) e da lista AmLaw 200 (da revista American Lawyer). No entanto, qualquer empresa sediada nos EUA, desde que cumpra determinados requisitos, pode, por sua iniciativa, candidatar-se.

Chad Griffin, Presidente da Fundação HRC, na sua carta de introdução do relatório deste ano, destaca o aumento significativo de políticas contra a discriminação da identidade de género introduzidas nas corporações. E não é para menos: se em 2002 apenas 3% das empresas implementavam políticas nesta categoria, em 2008 eram já 25% e agora são 61%. A este propósito, o relatório refere ainda que, nos últimos quatro anos, "o número dos maiores empregadores a cobrir a cirurgia de mudança de sexo medicamente necessária passou de 49 para 340".

A HRC convida as empresas "Best Places" a utilizarem o respectivo distintivo nas suas campanhas de marketing e recrutamento.

Se em Portugal existisse um Índice semelhante, não sabemos se as grandes corporações quereriam, por sua iniciativa, nele figurar; nem se o fariam com o mesmo empenho com que procuram integrar listas como a da "Best of European Business". A questão fica no ar: para quando um ranking das empresas que tratam melhor os seus trabalhadores LGBT em Portugal?

 

Paulo Bernardo